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SÃO PAULO – Após operar em leve queda no início da manhã, o Ibovespa ganhou força e terminou esta segunda-feira (2) com ganhos de 1,09%, aos 65.216 pontos. Dessa forma, o benchmark interrompeu uma sequência de quatro quedas, tendo acumulado nesse período perdas de 2,81%.
Essa alta foi influenciada pela divulgação do PMI (Purchasing Managers’ Index) de manufatura da China, que teve elevação para 53,1 pontos em março, seu melhor patamar em 12 meses. O dado ajudou a impulsionar as ações da Vale (VALE3, +2,59%; VALE5, +2,63%), uma das empresas que detêm as maiores participações do índice. O giro financeiro nesta sessão foi de R$ 7,11 bilhões.
Os investidores também avaliaram o possível novo auxílio que o governo brasileiro deve anunciar à indústria nacional, fato que impulsionou importadoras e empresas voltadas à atividade doméstica.
Zona do Euro também chama atenção
O PMI (Purchasing Managers’ Index) de manufatura da Zona do Euro também chamou atenção, apontando queda pelo 3º mês consecutivo, ficando em 47,7 pontos em março, segundo o o Markit Economics. A região também viu o desemprego aumentar no mês de fevereiro, alcançando um novo recorde de 17,134 milhões entre os 17 países membros. A taxa de desempregados ficou em 10,2%.
Mesmo com estes números negativos, Mario Monti, primeiro-ministro italiano, mostrou-se otimista. Em um forúm na China, Monti afirmou que a crise fiscal que ameaça a Itália e outras países da Zona do Euro está “superada”.
Destaque de ações
Entre os ativos do Ibovespa, as ações da Sabesp (SBSP3) foram registraram a maior alta desta sessão, com ganhos de 5,73% – terminando cotadas a R$ 73,65. No mesmo sentido, os papéis da Braskem (BRKM5) tiveram valorização de 4,84% – aos R$ 15,15. As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:
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| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| SBSP3 | SABESP ON | 73,65 | +5,73 | +47,35 | 38,68M |
| BRKM5 | BRASKEM PNA | 15,15 | +4,84 | +18,36 | 33,75M |
| JBSS3 | JBS ON | 7,86 | +4,80 | +29,28 | 28,34M |
| ALLL3 | ALL AMER LAT ON | 9,42 | +4,09 | +1,29 | 29,24M |
| CMIG4 | CEMIG PN | 45,30 | +3,88 | +36,16 | 129,50M |
Já as imobiliárias estiveram entre as maiores quedas do índice, com a MRV Engenharia (MRVE3) liderando as perdas ao recuar 4,25% do valor de mercado. Já os ativos da Gafisa (GFSA3) tiveram queda de 4,19%, terminando aos R$ 4,12. Essa queda reflete o forte prejuízo de de R$ 1,1 bilhão em 2011, revertendo o lucro de 2010. As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| MRVE3 | MRV ON | 12,40 | -4,25 | +15,89 | 116,05M |
| GFSA3 | GAFISA ON | 4,12 | -4,19 | 0,00 | 99,40M |
| TMAR5 | TELEMAR N L PNA | 45,95 | -4,09 | +2,61 | 6,74M |
| BTOW3 | B2W VAREJO ON | 8,10 | -2,41 | -10,00 | 8,07M |
| VAGR3 | V-AGRO ON | 0,42 | -2,33 | +31,25 | 8,07M |
As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:
| Código | Ativo | Cot R$ | Var % | Vol1 | Vol 30d1 | Neg |
|---|---|---|---|---|---|---|
| VALE5 | VALE PNA | 42,55 | +2,63 | 967,20M | 706,43M | 41.991 |
| PETR4 | PETROBRAS PN | 23,23 | -0,51 | 410,12M | 515,62M | 31.193 |
| VALE3 | VALE ON | 44,01 | +2,59 | 233,84M | 170,76M | 15.215 |
| ITUB4 | ITAUUNIBANCO PN ED | 35,30 | +1,12 | 208,07M | 281,20M | 13.272 |
| OGXP3 | OGX PETROLEO ON | 15,20 | +0,66 | 199,68M | 264,44M | 25.119 |
| PDGR3 | PDG REALT ON | 6,18 | -2,06 | 177,00M | 154,39M | 20.372 |
| BVMF3 | BMFBOVESPA ON ED | 11,66 | +3,74 | 172,72M | 137,50M | 22.108 |
| BBAS3 | BRASIL ON EJ | 25,85 | -0,39 | 158,02M | 153,20M | 15.566 |
| GGBR4 | GERDAU PN | 18,05 | +3,38 | 152,85M | 124,50M | 12.211 |
| ITSA4 | ITAUSA PN | 11,35 | +0,89 | 133,19M | 99,40M | 11.803 |
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
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Indicadores
Nos EUA, o destaque da agenda ficou com o ISM Index, que mede o nível de atividade industrial nos EUA. O indicador atingiu 53,4 pontos, enquanto a média das projeções apontava para 53 pontos. Já o Construction Spending, que mede os gastos públicos e privados decorrentes da construção de imóveis no país, marcou queda de 1,1% em fevereiro, frente à projeção de alta de 0,5%.
Por aqui, os investidores acompanharam a divulgação feita pela FGV (Fundação Getulio Vargas) do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), que apontou inflação de 0,60 na última semana de março. Ainda nesta data, o Banco Central divulgou o relatório Focus, mostrando redução em quase todas as principais projeções mensais e anuais. Já a balança comercial do País mostrou superávit de US$ 2,019 bilhões em março.
Bolsas Internacionais
Nos EUA, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em alta de 0,91% e atingiu 3.120 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 valorizou-se 0,74% a 1.419 pontos e, da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, subiu 0,40% a 13.264 pontos.
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Na Europa, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres registrou alta de 1,85% e atingiu 5.875 pontos. No mesmo sentido, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt valorizou-se 1,58% chegando a 7.057 pontos e o CAC 40, da bolsa de Paris, subiu 1,14% a 3.463 pontos.
Dólar
Após a queda registrada na última sessão, o dólar comercial voltou a marcar valorização no primeiro dia de negociações do segundo trimestre e fechou em alta de 0,31%, cotado a R$ 1,8379 na venda. A divisa norte-americana ficou no azul durante todo o intraday, dando continuidade aos ganhos do mês anterior, quando subiu 6,17%.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 8,88%, 0,03 ponto percentual abaixo do fechamento de sexta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,08%, a 131,87% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve alta de 2 ponto-base nessa sessão, terminando aos 178 pontos.
Agenda da próxima sessão
Na agenda da próxima terça-feira (3), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física – Brasil de fevereiro, que acompanha a evolução da produção e do mercado de trabalho na indústria. Os indicadores calculados apresentam resultados da indústria geral, extrativa mineral e de transformação.
Nos Estados Unidos, o destaque fica por conta da divulgação da ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee). Por lá também será divulgado o Factory Orders, índice que mede o volume de pedidos feitos à industria como um todo, de bens duráveis e bens não-duráveis.