Ibovespa fecha em alta de 0,98%, impulsionado pelo forte avanço de blue chips

Índice interrompe uma sequência de três quedas consecutivas e vai para 66.684 pontos; na semana, baixa acumulada é de 1,95%

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SÃO PAULO – A despeito do momento negativo instaurando por fatores como o terremoto no Japão, a continuidade dos conflitos na Líbia e as manifestações na Arábia Saudita, o Ibovespa interrompeu uma sequência de três quedas consecutivas e fechou esta sexta-feira (11) em alta de 0,98%, aos 66.684 pontos, com giro financeiro de R$ 6,77 bilhões. O movimento do índice foi estimulado pelo forte avanço de importantes blue chips e pelo alívio trazido por indicadores da inflação nacional. Já na semana, o benchmark teve queda de 1,95%.

Os rumores sobre uma possível nova medida por parte do governo para tentar frear a valorização do real frente ao dólar foram novamente negados pela assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda. No entanto, os investidores ainda aguardam a posição definitiva. As principais apostas dos investidores dão conta de um novo aumento do IOF (Imposto sobre Operação Financeira) para os investimentos estrangeiros.

Atenção também para a mudança de horário na BM&F Bovespa. A partir da próxima segunda-feira (14), refletindo o fim do horário de verão, o pregão regular no segmento Bovespa será entre 10h00 e 17h00, com after market das 17h30 às 19h00. Já no mercado futuro, o horário será entre 9h00 e 17h30.

Destaques do pregão
Na cena corporativa, as grandes blue chips da bolsa foram o principal destaque, registrando fortes avanços no pregão e impulsionando o Ibovespa. Dentre estes papéis, destaque para Usiminas, Petrobras e Vale. No caso da mineradora, foi emitido nesta data uma nota descordando da cobrança de R$ 4 bilhões sobre os royalties de exploração de minério de ferro pelo governo, classificando a multa como excessiva.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 USIM3 USIMINAS ON 28,80 +6,27 +34,89 44,28M
 USIM5 USIMINAS PNA 21,08 +4,67 +10,02 268,22M
 LAME4 LOJAS AMERIC PN INT 14,05 +3,77 -8,17 50,85M
 CRUZ3 SOUZA CRUZ ON 86,15 +3,17 -4,69 25,92M
 CYRE3 CYRELA REALT ON 16,20 +3,05 -25,86 87,77M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 PRTX3 PORTX ON 3,70 -4,39 -0,27 18,58M
 GGBR4 GERDAU PN 21,04 -2,14 -7,19 280,11M
 GOAU4 GERDAU MET PN 24,89 -1,97 -7,13 48,76M
 BVMF3 BMFBOVESPA ON 11,10 -1,60 -15,27 199,04M
 CCRO3 CCR SA ON 47,60 -1,55 +1,49 40,52M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram :

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 VALE5 VALE PNA 46,74 +1,48 857,57M 746,58M 21.232 
 PETR4 PETROBRAS PN 28,17 +0,18 585,29M 750,63M 19.944 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN EDJ 35,68 +2,47 348,88M 265,68M 15.033 
 GGBR4 GERDAU PN 21,04 -2,14 280,11M 143,08M 19.272 
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 18,89 -0,58 278,25M 327,45M 15.982 
 USIM5 USIMINAS PNA 21,08 +4,67 268,22M 154,69M 18.176 
 PETR3 PETROBRAS ON 32,22 +0,37 204,59M 204,12M 8.222 
 VALE3 VALE ON 52,82 +1,38 204,47M 161,67M 8.452 
 BVMF3 BMFBOVESPA ON 11,10 -1,60 199,04M 183,62M 18.561 
 BBAS3 BRASIL ON 28,18 +0,61 181,72M 202,76M 12.446 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

 Inflação em foco
Por aqui,  a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou seu indicador de inflação, IPC-Fipe. Com taxa de 0,44% na primeira semana deste mês, índice registrou queda da inflação na comparação com o mesmo período de fevereiro, quando o índice havia marcado variação de 1,12%.

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Além disso, na primeira prévia de março, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) apontou inflação de 0,48%, taxa 0,18 ponto percentual menor do que a apurada no mesmo período do mês anterior, segundo dados divulgados na manhã desta sexta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Também por aqui, a taxa de emprego na indústria brasileira aumentou 2,7% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2010. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa é a décima segunda taxa positiva consecutiva para este tipo de comparação.

Referências norte-americanas
Nos Estados Unidos,  o volume das vendas ao mercado varejista norte-americano subiu 1,0% durante o mês de fevereiro, apontou estudo publicado pelo Departamento de Comércio. O indicador ficou em linha com as expectativas dos analistas para o período e veio 0,3 ponto percentual acima da medição de janeiro. O Retail Sales ex-Auto, que exclui o item Automóveis, registrou alta de 0,7%, 0,1 p.p. acima tanto das projeções do mercado quanto dos dados revisados do mês anterior.

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Já a confiança do consumidor local medida pela Universidade de Michigan foi menor do que a esperada em março. O Michigan Sentiment apontou 68,5 pontos, resultado inferior às expectativas de 76,5 pontos e à medição anterior, de 77,5 pontos.

Por fim, os estoques das empresas registraram expansão de 0,9% no mês de janeiro, conforme o Departamento de Comércio dos EUA. O resultado ficou ligeiramente acima das projeções de avanço de 0,8%, mas abaixo do resultado de dezembro, que listou uma variação positiva de 1,1%, de acordo com os dados revisados.

China
O governo chinês divulgou uma série de indicadores econômicos nesta manhã, com destaque para os dados piores que o esperado para a inflação e para as vendas no varejo, enquanto a produção industrial surpreendeu positivamente. 

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O indicador de preços ao consumidor estabilizou-se, marcando inflação de 4,9% em fevereiro, na base de comparação ano a ano, “levemente acima das expectativas” de 4,8%, segundo a analista do Société Générale, Wei Yao. Enquanto isso, os preços ao produtor avançaram ao maior ritmo em mais de dois anos, com o avanço anual de 7,2%.

Além disso, a produção industrial cresceu 14,9%, guiada principalmente pela indústria pesada, como o aço. “O salto no consumo de energia também sugere que a produção de metais está gradualmente retornando em linha, apesar da campanha para poupar energia ainda em curso”, relatou Yao.

Dólar
O dólar comercial terminou a sexta-feira em alta de 0,30%, a terceira sessão consecutiva de valorização, terminando o dia cotado a R$ 1,666 na venda, acumulando alta de 1,27% na semana. Essa foi a maior valorização da moeda em três meses. O dia contou com duas operações de compra por parte do Banco Central. 

O BC realizou duas intervenções na ponta da compra no mercado à vista, sendo a primeira entre 12h47 (horário de Brasília) e 12h52, com taxa de corte em R$ 1,6622. A segunda operação teve início às 15h50 e término às 15h55, com taxa aceita em R$ 1,666.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em julho de 2011, registrou uma taxa de 11,99%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,01% em relação ao fechamento anterior, a 134,74% do valor de face.

Já o indicador de risco-País teve variação negativa de dois pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 168 pontos.

Bolsas Internacionais
O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, fechou em alta de 0,71% e atingiu 1.304 pontos. Seguindo esta tendência, o índice Nasdaq Composite valorizou-se 0,54% a 2.716 pontos, da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, subiu 0,50% a 12.044 pontos.

Na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou baixa de 1,16% e atingiu 6.981 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris desvalorizou-se 0,89% chegando a 3.929 pontos e o FTSE 100, da bolsa de Londres, caiu 0,28% a 5.829 pontos.

Confira os eventos previstos para segunda-feira
Na agenda da próxima sessão, os investidores ficarão de olho nas novas projeções para a economia brasileira trazidas pelo Relatório Focus do Banco Central, bem como nos dados semanais da balança comercial interna. Ainda por aqui, o dia vai contar com a divulgação do ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo referente ao mês de fevereiro.

Não está prevista a divulgação de indicadores econômicos no front internacional na próxima segunda-feira (14).