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Ibovespa fecha em alta com inflação abaixo do esperado e quase zera perda no mês

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,31%, a 146.172,21 pontos

Reuters

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Painel de cotações na B3, em São Paulo
(Foto: REUTERS/ Amanda Perobelli)
Painel de cotações na B3, em São Paulo (Foto: REUTERS/ Amanda Perobelli)

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SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou com uma alta modesta nesta sexta-feira, marcada pela divulgação de dados de inflação abaixo das previsões no Brasil e nos Estados Unidos, mas fraqueza de blue chips, principalmente Petrobras (PETR4).

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,31%, a 146.172,21 pontos, após marcar 147.239,76 na máxima e 145.720,98 na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$14,56 bilhões.

Com tal resultado, o Ibovespa acumulou um ganho de 1,93% na semana, praticamente zerando as perdas no mês, com outubro agora mostrando uma variação negativa de apenas 0,04%.

Viva do lucro de grandes empresas

Na cena brasileira, o IBGE mostrou que o IPCA-15 aumentou 0,18% em outubro, após alta de 0,48% em setembro, ficando também abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,25%. Em 12 meses, a taxa ficou em 4,94%, contra previsão de 5,01%.

“Em momentos de mudança de ciclo econômico a tendência é de que tenhamos dados ruins, seguidos de dados bons”, observou o economista Luís Otavio Leal, da G5 Partners.

“Enquanto em setembro o IPCA-15 veio menor do que o esperado, mas a sua estrutura veio ruim, agora em outubro vemos também um resultado abaixo do projetado, mas, desta vez, com uma estrutura também muito auspiciosa”, afirmou.

“Juntando esse resultado à recente redução nos preços da gasolina, mudamos a nossa projeção para o IPCA do ano de 4,80% para 4,60%, mas mantemos a nossa expectativa de que os juros só comecem a ser reduzidos na reunião de janeiro de 2026”

Nos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,3% em setembro, menor do que o acréscimo de 0,4% em agosto e abaixo da previsão de aumento de 0,4%, segundo divulgou o Departamento do Trabalho.

Para a equipe do C6 Bank, a persistência da inflação acima da meta e o risco de uma pressão maior sobre os preços à frente em razão das tarifas comerciais deveriam manter o Federal Reserve cauteloso sobre os próximos passos de política monetária.

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“No entanto, reconhecemos que um corte de juros na reunião da próxima semana é o cenário mais provável, diante de falas recentes de membros do Fed demonstrando maior preocupação com uma possível deterioração no mercado de trabalho do que com a inflação”, afirmaram em relatório a clientes.

Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 0,79%, renovando máxima histórica, com balanços corporativos também ocupando as atenções, entre eles o resultado da Intel (INTC).

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