Ibovespa fecha abaixo dos 177 mil pontos pressionado por Vale

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,17%, a 176.975,82 pontos

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O Ibovespa fechou com um declínio modesto nesta segunda-feira, pressionado principalmente pela Vale, em dia de queda dos contratos futuros do minério de ferro na China, enquanto a Petrobras abandonou o sinal negativo e avançou, com os preços do petróleo retomando a alta no exterior. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,17%, a 176.975,82 pontos, após marcar 175.811,33 na mínima e 177.329,88 na máxima do dia. O volume financeiro somou R$24,19 bilhões.

Em linha com a cautela global, a reversão do fluxo estrangeiro impôs mais um dia negativo ao Ibovespa, com os alocadores de recursos em Bolsa tendo voltado, nas últimas semanas, a mostrar preferência pelo setor de tecnologia, em índices como o Nasdaq e o S&P 500 (+2,13%), o sinal do Ibovespa foi definido por outros papéis de grande peso no índice, como Vale (ON -2,00%) e os do setor financeiro, com Banco do Brasil (ON -1,35%) à frente das perdas.

“Como diz o velho ditado de Wall Street, sell in May and go away – venda em maio e se afaste do mercado. E, de fato, maio vem confirmando esse movimento. Temos queda acumulada na Bolsa e valorização do mercado de câmbio ao longo do mês”, no Brasil, aponta Alison Correia, analista e cofundador da Dom Investimentos.

“O mercado passou a enxergar uma desinflação mais lenta, o que reduz o espaço para cortes mais acentuados da Selic ainda este ano”, destaca Igor Monteiro, CEO da EqSeed, referindo-se a fatores como a alta do petróleo e o respectivo efeito nas expectativas de mercado compiladas semanalmente pelo Banco Central no boletim Focus – que trouxe nesta segunda, enfatiza Monteiro, piora na leitura para 2026 em dois pontos-chave: inflação e juros.

Para Eduardo Levy, economista e sócio responsável pela LB Endow Consultoria, os mercados globais voltaram a mostrar, nesta segunda, correlação à geopolítica, com efeito direto para juros de longo prazo nos EUA, com taxas acima de 5%, replicando o que se viu na crise mundial de 2007 e 2008. “Inflação continua subindo, ainda que os resultados de empresas de tecnologia tenham dado alguma ajuda para dar suporte aos índices de ações, em especial nos EUA”, diz.

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(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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