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SÃO PAULO – Em linha com o cenário internacional, o Ibovespa estende as perdas do último pregão, quando recuou 1,46%, e inicia os negócios desta sexta-feira (24) em queda de 0,80%, aos 58.042 pontos. Nem mesmo a melhora nos pedidos de bens duráveis nos EUA em julho, que superaram as expectativas ao avançarem 4,2% sobre o último mês, animou o mercado.
Isso acontece depois da chanceler alemã Angela Merkel reiterar, em entrevista coletiva junto com o primeiro-ministro grego Antonis Samaras, que quer a permanência da Grécia na Zona do Euro. Entretanto, Merkel alertou que precisa ver o relatório da Troika – grupo formado por Comissão Europeia, FMI (Fundo Monetário Internacional) e BCE (Banco Central Europeu) – antes de decidir sobre concordar com mais tempo para que a Grécia cumpra com as reformas prometidas.
Principais baixas
Entre as principais quedas do Ibovespa nesta manhã, destaque para as ações da Usiminas (USIM5, R$ 8,41, -3,33%), Lojas Renner (LREN3, R$ 64,22, -3,15%), CSN (CSNA3, R$ 11,22, -2,86%), B2W Varejo (BTOW3, R$ 7,45, -1,97%) e Bradespar (BRAP4, R$ 27,29, -1,76%).
Noticiário europeu movimentado
Por sua vez, a chanceler alemã disse estar convicta que o governo grego está comprometido em resolver os problemas do país. Já Samaras reforçou que não pedirá por mais recursos e apelou para mais tempo no cronograma, de modo a restaurar o crescimento em um país que se encontra em grave recessão. No sábado será a vez de François Hollande, presidente francês, se encontrar com Samaras.
No front econômico, o escritório de estatísticas do Reino Unido mostrou uma contração de 0,5% no PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre. Anteriormente, a projeção era de uma queda de 0,7% na economia britânica. Além disso, a agenda econômica é pouco movimentada, apenas com dados sobre os pedidos de bens duráveis nos EUA, a ser divulgado às 11h00 (horário de Brasília).
Mercado dividido sobre estímulos
Além disso, os investidores também estão receosos com as promessas de novos estímulos econômicos, tanto na Europa quanto nos EUA. Mohamed El-Erian, CEO da maior gestora de renda fixa do mundo, a Pimco, alertou no final de quinta-feira que a questão agora é se os políticos europeus conseguirão passar das palavras para ações concretas e, enfim, trazer a tranquilidade para os mercados.
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Nos EUA o temor é com a nova rodada de estímulos. Depois da ata do Fomc (Federal Open Market Committee) mostrar que mais recursos deverão ser injetados na economia se esta não der sinais de melhora, os norte-americanos se mostram divididos sobre o próximo passo. Na véspera, enquanto o presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, disse que essa medida encontrará grandes obstáculos, Bill Gross, da Pimco, disse que o afrouxamento “já está certo”.
No Brasil, mais incentivos
Por aqui, o destaque fica por conta da prorrogação em mais dois meses na redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), conforme publicou a Folha de S. Paulo nesta manhã. O anúncio oficial deverá acontecer na próxima semana, quando o benefício está programado para chegar ao fim.