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SÃO PAULO – O Ibovespa iniciou o pregão regular desta quinta-feira (1) em alta de 1,63%, aos 57.801 pontos, ainda refletindo o alívio da véspera com o anúncio de ações coordenadas de grandes BCs para dar mais liquidez ao mercado, entretanto, os investidores mostram-se receosos após a Espanha pagar juros mais altos para os títulos do Tesouro por conta do aumento das turbulências nos mercados europeus de dívida.
Nesta sessão, a Espanha vendeu € 3,5 bilhões de títulos públicos, o objetivo máximo pretendido. Foram vendidos € 1,2 bilhão em papéis para 2015, com remuneração de 5,20%, comparada com yield de 3,64% de operação semelhante feita em outubro. A demanda superou a oferta em 2,7 vezes, contra 2,1 vezes da emissão passada.
Também nesta manhã, a França divulgou que obteve sucesso de vendas em seu leilão de títulos públicos.Segundo a imprensa internacional, o tesouro francês colocou a venda € 4,5 bilhões em títulos de 5, 10, 15 e 30 anos dos quais € 4,346 bilhões foram arrematados.
Ações
Entre as maiores alta do Ibovespa neste início de sessão, destaque para as ações de BM&F Bovespa (BVMF3, R$ 10,39, +5,16%), Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 68,89, +4,14%), B2W (BTOW3, R$ 10,53, +3,74%), MRV Engenharia (MRVE3, R$ 12,06, +3,52%) e Lojas Americanas (LAME4, R$ 15,59, +3,25%).
Análises
O analista gráfico da Gradual Investimentos, Régis Chinchila afirma que o Ibovespa superou a resistência em 56.100 pontos ao fechar em forte alta no pregão anterior e começou a testar a próxima parada em 57.300 pontos. “Caso também consiga superar esse patamar, renova a força compradora. O suporte mais importante continua sendo a faixa de 55.000 pontos”.
Jason Vieira, da Cruzeiro do Sul Corretora, avisa que a tendência positiva deve se tornar mais branda, e vale somente para o curto prazo. Se a ação conjunta dos maiores bancos centrais do mundo para garantir liquidez ao sistema financeiro trouxe esse alívio no dia anterior, analistas garantem que essas medidas historicamente têm efeito reduzido.
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A equipe econômica do Bradesco, liderada por Octavio de Barros, prevê dia positivo para o benchmark brasileiro novamente, estendendo os ganhos do último dia de novembro. Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, estima que a bolsa siga a tendência apresentada nos mercados externos.
Medidas do governo no Brasil
Depois de o Copom (Comitê de Política Monetária) decidir cortar a Selic em 0,5 ponto percentual, para 11% ao ano, o governo federal deve anunciar um pacote de medidas de estímulo à economia nesta data. As ações incluem afrouxamento das taxações sobre aplicações financeiras e alívio tributário a setores estratégicos, semelhante ao que ocorreu em 2009.
O País segue a receita de incentivo à tomada de crédito para evitar que a degradação do momento na Europa venha a trazer uma recessão ao Brasil. A China já vive uma contração de sua atividade industrial, conforme demonstrado nos últimos PMIs (Purchasing Managers’ Index), tanto o oficial como o medido pelo HSBC, e o BC local também preparou o terreno para aquecer a economia.
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Indicadores do dia
Entre os principais dados que serão divulgados nesta quinta estão o número de pedidos de auxílio desemprego e os gastos com construção, ambos dos Estados Unidos.
No Brasil, a FGV (Fundação Getúlio Vargas), o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 30 de novembro marcou taxa positiva de 0,53%. O valor é 0,10 ponto percentual superior ao apontado na última semana, quando foi de 0,43% e 0,27 p.p. acima do registrado no fechamento de outubro, quando marcou 0,26%.