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Ibovespa ensaia melhora com Sabesp entre suportes em meio a exterior desfavorável

Além da Groenlândia, também no radar está o noticiário envolvendo o próximo titular do Fed

Reuters

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Painel eletrônico mostra cotações de ações na B3, em São Paulo 05/08/2024 REUTERS/Carla Carniel
Painel eletrônico mostra cotações de ações na B3, em São Paulo 05/08/2024 REUTERS/Carla Carniel

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SÃO PAULO, 20 Jan (Reuters) – O Ibovespa ensaiava melhora nesta terça-feira, com Sabesp entre os suportes, após trabalhar abaixo dos 164 mil pontos mais cedo, quando prevaleceu a aversão a risco externa diante de preocupações com as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atreladas ao plano de comprar a Groenlândia.

Por volta de 11h40, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, avançava 0,35%, a 165.434,04 pontos, tendo registrado 163.574,67 pontos na mínima. O volume financeiro somava R$4,67 bilhões.

Wall Street ainda abriu com sinal negativo nesta terça-feira, após o feriado na véspera, pesando ameaças recentes de Trump sobre tarifas adicionais de importação para produtos de determinados países da Europa em sua busca para assumir o controle da Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca.

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Na visão da equipe da Genial Investimentos, o modo defensivo nos mercados globais reflete a tensão entre Trump e aliados europeus em torno da Groenlândia, que ganha tração. “Somando as ameaças de tarifas contra produtos franceses, reacende-se o risco de um confronto comercial com a UE”, acrescentou.

Também no radar está o noticiário envolvendo o próximo titular do Federal Reserve, com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmando nesta terça-feira que o presidente dos EUA pode chegar a uma decisão na próxima semana. “Estamos agora com quatro candidatos”, afirmou em uma entrevista à CNBC.

Em Nova York, o S&P 500 recuava 1,43%.

DESTAQUES

SABESP ON (SBSP3) subia 2,52%, tendo no radar que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovaram a aquisição da geradora de energia Emae pela companhia de saneamento.

VALE ON (VALE3) caía 0,57%, contaminada pela queda dos preços futuros do minério de ferro, em pregão negativo no setor de mineração e siderurgia. USIMINAS PNA (USIM5) era a maior queda, com declínio de 2,04%, seguida por CSN ON (CSNA3), com baixa de 1,09%, e CSN MINERAÇÃO ON (CMIN3), com decréscimo de 0,9%. GERDAU PN (GGBR4) era exceção, com alta de 0,18%.

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ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) subia 0,1%, com bancos abandonando as mínimas e passando ao território positivo. BRADESCO PN (BBDC4) avançava 0,74%, BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) ganhava 0,23%, SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) tinha elevação de 0,24% e BTG PACTUAL UNIT (BPAC11) mostrava alta de 0,47%.

PETROBRAS PN (PETR4) subia 0,56%, em dia de alta dos preços do petróleo no exterior. PETROBRAS ON (PETR3) avançava 0,82%.

SUZANO ON (SUZB3) perdia 1,25%, após relatório do Citi cortar a previsão para o Ebitda ajustado do quarto trimestre em 3%, para R$ 5,2 bilhões, refletindo preços realizados de celulose um pouco mais baixos e maior custo caixa por tonelada (COGS), parcialmente compensados por embarques mais fortes.

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MINERVA ON (BEEF3) subia 2,15%, ampliando a recuperação após um começo de ano mais negativo. Desde que tocou uma mínima intradia desde agosto do ano passado — com queda de quase 12% nos quatro primeiros pregões do ano — o papel acumula valorização superior a 12%. No setor, MBRF ON (MBRF3) era negociada em alta de 1,4% nesta terça-feira.

C&A MODAS ON (CEAB3) avançava 4,76%, buscando uma trégua após registrar mínimas intradia desde março nos últimos pregões, com queda acumulada no ano até segunda-feira superando 24%. No setor, LOJAS RENNER ON (LREN3) registrava acréscimo de 2,32%.

COGNA ON (COGN3) registrava elevação de 1,39% e YDUQS ON (YDUQ3) valorizava-se 0,76%, com agentes financeiros ainda avaliando os potenciais desdobramentos do resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que pressionou o setor na véspera ao mostrar que cerca de 100 cursos de medicina em todo o país tiveram desempenho insatisfatório.

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