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SÃO PAULO – Após um início morno, o Ibovespa disparou 1,05% às 11h38 (horário de Brasília), a 56.785 pontos, com o esperado discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. O benchmark atingiu sua máxima do dia exatamente no início do pronunciamento do economista, às 11h (horário de Brasília), quando registrou alta de 1,48%, a 57.099 pontos.
O ânimo estende para as bolsas ao redor do mundo. Os índices norte-americanos Dow Jones e S&P 500 sobem 0,75% e 0,83%, respectivamente, a 15.503 pontos e 1.683 pontos. Na Europa, os principais índices acionários também firmaram no campo positivo: FTSE100, DAX e CAC 40 operam em valorização de 0,53%, 0,60% e 0,23%, nesta ordem, a 6.840 pontos, 8.520 pontos e 4.048 pontos.
Bernanke adota discurso dovish
O discurso de Bernanke trouxe um certo alívio para o mercado, que reagia nos últimos dias apreensivo com a possível retirada do programa de estímulos à economia norte-americana.
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O economista disse que a retirada prematura do programa de compra de títulos, conhecido como Quantitative Easing 3, poderia afetar a recuperação da economia dos Estados Unidos. Atualmente, o programa compra US$ 85 bilhões por mês em títulos.
“A redução prematura do programa de estímulos poderia levar a um aumento temporário da taxa de juros, mas também poderia trazer um significativo risco de desaceleração ou fim da recuperação econômica, além de provocar uma queda mais acentuada na inflação”, disse o chairman do Fed, em discurso no Congresso.
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As falas de Bernanke vieram em linha com uma parcela do mercado que acreditava que o presidente do Fed iria adotar um discurso dovish. O termo é um neologismo inglês que deriva da palavra pombo em inglês (dove), que reflete um a defesa de taxas de juros mais baixas e uma postura mais tolerante com a inflação.