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Ibovespa dispara 2% e supera os 106 mil pontos de olho em reforma; dólar cai com Fed

Investidores em Brasil aguardam aprovação da reforma e impulsionam bolsa; índice ainda reflete alta dos ADRs no feriado

Painel de ações (Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa opera em forte alta nesta quarta-feira (10) e acelera os ganhos enquanto investidores acompanham a sessão da Câmara dos Deputados para votação da reforma da Previdência no plenário. A alta de hoje se segue ao desempenho dos ADRs (na prática, as ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos) no feriado.

Ontem foram encerrados os debates sobre o texto da reforma com um requerimento que pôs fim às discussões por 353 votos favoráveis e 118 contrários. A proposta da oposição de retirar a matéria de pauta também foi derrotada, por 331 votos a 117. 

Às 15h11 (horário de Brasília) o principal índice da B3 subia 1,91% a 106.521 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial recuava 1,33% a R$ 3,7558 na compra e a R$ 3,7565 na venda, ao mesmo tempo em que o dólar futuro com vencimento em agosto caía 1,27% a R$ 3,761.

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O câmbio foi impactado pelo exterior, com investidores atentos para o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmando que ainda há incertezas afetando as perspectivas. 

Já a ata da última reunião do banco central norte-americano destacou que diversos integrantes do Comitê estariam dispostos a reduzir as taxas de juros se os dados dos EUA prosseguissem como desanimadores nas próximas semanas. 

Enquanto a grande maioria (exceto um) votou em manter as taxas de juros em junho, muitos deles apontaram que os cortes de juros seriam praticamente certos se os riscos e incertezas “continuassem pesando sobre as perspectivas econômicas”.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 caía seis pontos-base a 5,57%, ao passo que o DI para janeiro de 2023 tem queda de 13 pontos-base a 6,28%.

IPCA

Vale destacar que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou junho com alta de 0,01%, ante um recuo de 0,13% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número ficou levemente acima das projeções de economistas consultados pela Bloomberg, que esperavam leve deflação de 0,03%. 

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A Petrobras (PETR3; PETR4) reduziu o preço médio da gasolina em 4,4% e do óleo diesel em 3,8%, apesar da alta do petróleo no mercado internacional. Desde ontem, o litro da gasolina está em média custando R$ 1,6817 nas refinarias e o diesel valendo R$ 2,0649.

Segundo a associação de importadores (Abicom), desde o último ajuste do preço da gasolina, em 11 de junho, a gasolina já subiu 7% no exterior, o que eleva a defasagem do preço interno em relação ao preço internacional para 189,75% no porto de Suape e de 153,14% no Porto de Santos. Em relação ao diesel, a defasagem média está em torno dos 78%.

A Vale informou sobre decisão da 6ª Vara de Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, proferida em 09 de julho de 2019, em processos propostos pelo Estado de Minas Gerais e pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais, que declarou a responsabilidade da Vale pela reparação dos danos decorrentes do rompimento da barragem de rejeitos do Córrego do Feijão, em extensão e forma a serem posteriormente apurados no âmbito dos referidos processos.

A decisão contra a Vale (VALE3) manteve o bloqueio do valor de R$ 11 bilhões. Entretanto, autorizou a substituição do valor de R$ 5 bilhões por outras garantias financeiras, como fiança bancária, seguro garantia e/ou investimentos à disposição do juízo, em adição à substituição do valor de R$ 500 milhões previamente aprovada.

“Ademais, foram indeferidos os pedidos de suspensão das atividades e intervenção judicial na Vale, visto que existem garantias suficientes para ressarcir os danos”, acrescentou a mineradora.

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 BTOW3 B2W DIGITAL ON39,03+7,02-7,12101,07M
 VVAR3 VIAVAREJO ON7,22+6,96+64,46392,31M
 BRDT3 PETROBRAS BRON27,00+6,09+15,3568,74M
 WEGE3 WEG ON EJ23,82+5,73+37,0148,97M
 B3SA3 B3 ON ED42,49+5,43+60,52364,67M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 SUZB3 SUZANO S.A. ON32,08-1,44-14,83125,38M
 KROT3 KROTON ON12,23-1,21+39,1098,83M
 QUAL3 QUALICORP ON23,51-1,14+82,3927,07M
 BRKM5 BRASKEM PNA37,06-0,70-21,7866,09M
 PCAR4 P.ACUCAR-CBDPN EJ91,30-0,19+13,8275,29M
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Reforma da Previdência

A mudança nas regras das aposentadorias vai a plenário hoje com ao menos 298 votos garantidos, aponta o Placar da Previdência do Estadão, que consultou 504 deputados. Desse total, 117 são contrários, 24 estão indecisos e 65 não responderam.

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O texto a ser votado trouxe uma nova fórmula para o cálculo dos benefícios às mulheres, o que pode diminuir a economia prevista em até R$ 30 bilhões em dez anos.

Outras alterações que podem ocorrer dizem respeito à retirada da reforma os professores e de policiais federais, rodoviários federais e do legislativo. Já um destaque, apresentado pelo partido Novo busca incluir Estados e municípios na reforma.

Às vésperas da votação da reforma da Previdência, o governo intensificou ainda a liberação de emendas, que somaram R$ 2,6 bilhões nos seis primeiros dias úteis de julho. Em todo o mês passado, foi empenhado R$ 1,5 bilhão.

Não é possível verificar ainda o quanto já foi liberado, mas os parlamentares esperam que o governo acelere ainda mais o empenho de emendas nos próximos dias para garantir a votação da reforma da Previdência.

Segundo o Estadão, líderes partidários demonstravam insatisfação e deputados insistem que o Planalto precisa honrar acordo feito há um mês, liberando R$ 20 milhões em emendas para cada um deles, após a aprovação do texto.

Reforma tributária

A Câmara instalou hoje pela manhã a comissão especial que irá analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma Tributária de autoria do deputado Baleia Rossi (MDB-SP). 

A matéria conta com apoio de outros líderes partidários e tem como base estudos e sugestões feitos pelo CCiF (Centro de Cidadania Fiscal), que tem como diretor o economista Bernard Appy.

O colegiado elegeu como presidente o deputado Hildo Rocha (MDB-MA). O primeiro vice será Sidney Leite (PSD-AM), o segundo, Da Vitória (Cidadania-ES) e a terceira, Clarissa Garotinho (Pros-RJ).

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Para a relatoria, foi designado o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), líder do bloco da Maioria – maior grupo da casa, que reúne partidos de centro.

Por se tratar de proposta de emenda constitucional, o texto precisa contar com o apoio de pelo menos 3/5 dos membros da casa legislativa (ou seja, 308 votos) em dois turnos de votações.

Passada a tramitação na Câmara dos Deputados, o texto ainda depende de aprovação do Senado Federal – onde também é necessário apoio de ao menos 60% dos membros – para entrar em vigor.

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