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Ibovespa diminui queda e dólar cai mais de 1% após Fomc sinalizar que não subirá juros em 2019

O mercado já esperava a adoção de um tom dovish, que foi confirmado com a sinalização do Fed; Copom e Previdência seguem no radar  

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SÃO PAULO – O primeiro evento da “super quarta” já movimentou e muito o mercado: o Fomc (Federal Open Market Committee) decidiu manter a taxa de juros no intervalo de 2,25% a 2,50% ao ano mas, mais do que isso, sinalizou que não haverá altas em 2019, animando o mercado. 

Com isso, o Ibovespa, que registrava baixa de cerca de 1% antes da decisão, zerou as perdas logo após o Fomc, acompanhando o movimento das bolsas americanas. Já às 16h10 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira tinha baixa de 0,36%, a 99.228 pontos. Já o dólar comercial ampliou as quedas e opera com baixa de 1,21%, a R$ 3,7424 na venda. 

O mercado já esperava a adoção de um tom “dovish” (ou seja, sinalizando que não fará uma política contracionista), que foi confirmado com a sinalização do Fed de que não subirá os juros em 2019 e reforçar “paciência” após a decisão. A autoridade monetária ainda sinalizou que irá terminar o seu processo de redução do volume de ativos no balanço em setembro, encerrando a venda da carteira de Treasuries. 

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Além do Fomc, outros dois eventos serão observados de perto pelo mercado:  o primeiro Copom com Roberto Campos Neto como presidente do Banco Central e a entrega da proposta de reforma da Previdência dos militares pelo governo Jair Bolsonaro na tarde desta quarta. 

As notícias divergentes sobre o impacto fiscal da reforma da Previdência dos militares, aliás, geraram impacto no mercado de juros futuros  em meio à alta dos principais contratos. Contudo, os DIs reverteram o movimento durante a sessão: o contrato de juros futuros com vencimento de 2021 tem queda de 5 pontos, a 6,86%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 tem queda de 8 pontos, a 7,89%. 

Os jornais desta quarta destacaram alguns detalhes – ainda extraoficiais – sobre a reforma. Segundo o Estadão, a equipe econômica quer convencer o presidente Jair Bolsonaro a propor uma reforma ainda mais dura para o regime de aposentadoria das Forças Armadas. 

A intenção é buscar uma economia maior que os R$ 92 bilhões projetados para os primeiros dez anos. O aperto na reforma dos militares é considerado necessário para fazer frente ao custo que a reestruturação das carreiras terá para os cofres públicos. O projeto entregue pelo Ministério da Defesa resultaria num custo extra líquido de R$ 10 bilhões na primeira década. O saldo ficaria positivo, com economia maior que o gasto com as carreiras, só nos anos seguintes.

Já o jornal O Globo destaca que o novo plano de carreira das Forças Armadas aumenta salário e gratificação, enquanto prevê, em contrapartida, maior tempo de serviço e aumento da alíquota de contribuição. No cálculo final, economia líquida das medidas seria de R$ 9,2 bi em 10 anos.Vale destacar que, ontem, o vice-presidente Hamilton Mourão chegou a projetar uma economia de R$ 13 bilhões em dez anos com a reforma da Previdência dos militares, mas depois voltou atrás. 

Nesta quarta, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu no Palácio da Alvorada, ministros de Estado e os comandantes da Forças Armadas para avaliação da versão final da proposta de reforma da Previdência dos militares. Segundo o vice-presidente Mourão, o projeto está fechado e  atinge o objetivo de acabar com o déficit do sistema de proteção social da categoria, mas não deu detalhes do texto final. 

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Enquanto isso, repercute negativamente a notícia da Folha de S. Paulo sobre a possível insatisfação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) com a organização da base aliada, que ele julga ser formada apenas pelo PSL. 

Vale destacar ainda que hoje, em artigo ao Valor Econômico, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Reforma da Previdência é o “centro de gravidade” do governo, acrescentando que pretende colocar todo esforço para que seja “concluída e aprovada o quanto antes” e que não há opções para a retomada sem ela. 

O mercado ainda fica de olho no Copom, que deverá manter a Selic estável em 6,5% na primeira reunião com Roberto Campos Neto no comando do BC nesta quarta. O BC divulga a decisão a partir das 18h. Porém, além da decisão, o mercado ficará de olho principalmente no tom do comunicado de Campos Neto na primeira reunião com Campos Neto no comando. 

Altas e baixas da Bolsa

A Gol segue como destaque de alta após a disparada da véspera. A Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira o projeto de lei que reformula dispositivos da política nacional do turismo, liberando a presença de 100% de capital estrangeiro nas companhias aéreas. Apesar da liberação já estar em vigor por meio de medida provisória, ela precisa ser votada pelos parlamentares até 27 de março, caso contrário, perderá seu efeito.

Também em alta, estão as ações da Petrobras, que avançam com os ganhos de mais de 1% do petróleo depois da queda surpreendente de 9,6 milhões dos estoques de petróleo nos EUA na última semana, ante expectativa de aumento de 309 mil barris. 

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 BRDT3 PETROBRAS BRON25,21-2,55-1,9188,79M
 CIEL3 CIELO ON10,85-2,43+24,9271,24M
 MRVE3 MRV ON14,19-2,14+14,8126,03M
 VALE3 VALE ON51,02-1,70+0,04866,89M
 SUZB3 SUZANO PAPELON44,71-1,48+17,41182,27M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 CSNA3 SID NACIONALON16,19+3,25+83,14375,43M
 PETR3 PETROBRAS ON N233,56+2,41+32,13216,70M
 GOLL4 GOL PN N231,00+1,91+23,51127,51M
 KROT3 KROTON ON11,07+1,65+24,8049,91M
 VIVT4 TELEF BRASILPN49,20+1,65+7,4155,61M
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

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