Ibovespa devolve parte das perdas da véspera e fecha em alta de 1,13%

Índice acompanha bom humor dos mercados externos, impulsionado pelo avanço das ações da Petrobras, Vale e OGX Petróleo

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SÃO PAULO – Devolvendo parte das perdas da véspera, o Ibovespa fechou esta terça-feira (19) em alta de 1,13%, aos 66.158 pontos. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 5,56 bilhões. O avanço da bolsa brasileira seguiu o clima positivo visto nos mercados de Wall Street e da Europa, que também se recuperaram das fortes baixas vistas na última sessão, em decorrência do rebaixamento da perspectiva do rating soberano norte-americano pela S&P para negativa. 

Vale ressaltar que esta terça-feira marca o primeiro dia da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central). Esse encontro acontece em meio a um cenário de intensa pressão inflacionária na economia brasileira, e a expectativa é de que o Comitê decida promover um novo aumento da taxa básica de juro. Porém o tamanho desse aperto não é consensual.

Destaques do Pregão
Principal alta do Ibovespa, as ações da OGX Petróleo (OGXP3) avançaram quase 4,9% nesta terça-feira. Na sessão da véspera, os papéis da companhia encerraram o pregão em forte baixa de 17,25%, repercutindo a decepção com o relatório de estimativas das reservas elaborado pela consultoria DeGolyer & MacNaughton e divulgado ao mercado na noite de sexta-feira. As ações da MMX (MMXM3), que também recuaram forte na véspera, subiram 2,87% nesta sessão.

As ações da Petrobras (PETR3, PETR4) também se destacaram na ponta compradora, com as preferenciais subindo 0,94% e as ordinárias 1,09%. Os investidores repercutiram o anúncio da estatal referente ao início do TLD (Teste de Longa Duração) da área de Brava, sendo o terceiro reservatório a produzir petróleo no pré-sal da bacia de Campos. A petrolífera também anunciou ter concretizado a primeira exportação de petróleo retirado do pré-sal.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 17,05 +4,86 -14,75 739,00M
 HYPE3 HYPERMARCAS ON 21,25 +3,96 -5,68 34,39M
 JBSS3 JBS ON 5,55 +3,74 -22,59 21,49M
 USIM3 USIMINAS ON 28,25 +3,48 +32,92 16,64M
 CYRE3 CYRELA REALT ON 16,74 +3,40 -23,39 53,35M

Por outro lado, o pior desempenho do Ibovespa ficou com a CPFL Energia (CPFE3), em movimento de correção ao forte ganho da véspera, quando as ações da companhia subiram quase 3,8% e lideraram os ganhos do índice no pregão.

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As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CPFE3 CPFL ENERGIA ON 46,36 -1,72 +14,98 22,07M
 SANB11 SANTANDER BR UNT N2 18,26 -1,30 -18,37 40,38M
 VIVO4 VIVO PN 65,60 -1,20 +35,40 45,96M
 RDCD3 REDECARD ON 22,43 -1,19 +6,56 41,64M
 CPLE6 COPEL PNB 44,00 -1,12 +6,02 21,98M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram :

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 17,05 +4,86 739,00M 364,35M 26.626 
 VALE5 VALE PNA EJ 45,73 +1,17 539,75M 784,16M 15.391 
 PETR4 PETROBRAS PN 25,73 +0,94 498,54M 562,34M 24.710 
 GGBR4 GERDAU PN 18,56 0,00 200,07M 187,17M 12.227 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN 37,26 +1,55 168,63M 230,38M 11.188 
 VALE3 VALE ON EJ 51,10 +0,91 139,37M 165,14M 4.335 
 PETR3 PETROBRAS ON 28,77 +1,09 138,91M 145,04M 7.607 
 BVMF3 BMFBOVESPA ON 11,77 +1,73 123,23M 158,85M 6.524 
 BBAS3 BRASIL ON 28,15 +1,11 115,65M 149,06M 8.357 
 BBDC4 BRADESCO PN 31,66 +0,73 104,34M 148,90M 8.592 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão) 

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Estados Unidos
Na cena norte-americana, os números do Goldman Sachs e do mercado imobiliário animaram os investidores. A começar pelo banco, que revelou queda menor que o esperado do lucro líquido, o que ajuda a favorecer os negócios. 

Já indicadores sobre o setor de construção civil em março superaram as expectativas do mercado. O Housing Starts, que mede o número de casas em início de construção nos EUA, registrou 549 mil casas, superando os 520 mil imóveis esperados.

Enquanto isso, o Building Permits, que mensura o número de concessões de alvarás para a construção de novas casas, computou 594 mil permissões, alta em relação ao indicador de fevereiro, revisado para 534 mil.

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Europa
Os eventos na Europa também foram referência neste pregão, com destaque para o resultado do leilão de títulos do governo da Grécia, que captou € 1,625 bilhão, mais do que era esperado, com juros de 4,10% ao ano.

Além disso, assim como nos EUA, resultados corporativos ajudaram para a diminuição da aversão ao risco, sobretudo por terem superado as expectativas do mercado, com destaque para as varejistas de artigos de luxo Moët Hennessy Louis Vuitton e Burberry Group.

Agenda interna
Na agenda interna, o investidor contou com novos dados sobre inflação, a começar pelo IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor), que, na segunda quadrissemana deste mês, apontou novo aumento de inflação ao marcar taxa de 0,61%. Por outro lado, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) registrou inflação de 0,55% na segunda prévia de abril, taxa 0,04 ponto percentual menor do que a registrada no mesmo período do mês anterior.

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A agenda do dia também trouxe dados referentes ao mercado de trabalho interno no mês de março, com a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País permanecendo praticamente estável frente ao mês anterior, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O nível de desocupação ficou em 6,5% no mês em questão, ligeira alta de 0,1 ponto percentual frente a fevereiro e recuo de 1,1 ponto percentual frente a março de 2010, quando estava em 7,6%.

Dólar
O dólar comercial registrou queda de 0,88% em relação ao real nesta terça-feira, cotado a R$ 1,5760, refletindo a diminuição da aversão ao risco na data. Esse comportamento foi similar ao da divisa norte-americana em relação a algumas das principais moedas internacionais, como o euro, o iene e a libra esterlina, que também se apreciaram em relação ao dólar.

Por aqui, o Banco Central manteve sua tradição de compra de dólares no mercado à vista, com a realização de dois leilões. A primeira operação teve início às 12h34 (horário de Brasília) e término às 12h39, contando com uma taxa de corte aceita em R$ 1,5827, superior aos R$ 1,5754 aceitos na segunda operação, que ocorreu entre às 15h46 e 15h51.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em junho de 2011, registrou uma taxa de 11,95%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve alta de 0,09% em relação ao fechamento anterior, a 134,95% do valor de face.

Em linha, o indicador de risco-País não teve variação em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 177 pontos.

Bolsas Internacionais
O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, fechou em alta de 0,57% e atingiu 1.313 pontos. Seguindo esta tendência, o índice Dow Jones valorizou-se 0,53% a 12.267 pontos, da mesma forma, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, subiu 0,35% a 2.745 pontos.

Na Europa, o índice CAC 40 da bolsa de Paris registrou alta de 0,70% e atingiu 3.909 pontos; no mesmo sentido, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres valorizou-se 0,46% chegando a 5.897 pontos e o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, subiu 0,18% a 7.039 pontos.

Confira os eventos previstos para quarta-feira
Na agenda da próxima sessão, os investidores deverão repercutir o resultado do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que será divulgado pelo IBGE. Além disso, o mercado seguirá atento à decisão do Copom acerca da taxa básica de juros nacional, que será conhecida após o fechamento do pregão regular na BM&F Bovespa.

No front internacional, o Existing Home Sales nos EUA vai mostrar o volume de vendas de casas usadas no país em março. O dia também vai contar com a divulgação semanal dos estoques de petróleo norte-americanos.

Por fim, a sessão de quarta-feira (20) será marcada também pela divulgação da minuta da última reunião do BoE (Bank of England), no Reino Unido.