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SÃO PAULO – Na última quinta-feira (17) o Ibovespa, apesar de abrir no negativo, se manteve em alta grande parte do dia, acompanhando os bons indicadores apresentados nos EUA. Com isso, o índice fechou com ganhos de 0,66%, aos 62.194 pontos.
Números de pedidos de auxílio-desemprego na última semana e dados sobre o setor imobiliário dos EUA animaram o mercado após apresentarem resultados melhor que o esperado.
Já a China voltou ao radar e divulgou nesta madrugada o PIB (Produto Interno Bruto) referente ao quarto trimestre, que mostrou crescimento de 7,9% em comparação com o mesmo período anterior. Ainda por lá, foram revelados os dados da produção industrial, que apresentou avanço de 10,3% ao ano em dezembro, acelerando em relação aos 10,1% ao ano registrados em novembro.
Além dos indicadores do gigante asiático, devem afetar os mercados e principalmente companhias com negócios na região, caso das commodities e da Vale (VALE3; VALE5), a economista da Omar Camargo, Natassia Romanó, acredita que pode surgir uma tensão com o discurso programado do primeiro-ministro britânico, David Cameron.
Nos últimos dias, Cameron conversou com autoridades alemãs e holandesas e mostrou que está disposto a renegociar a posição do Reino Unido na União Europeia, o que criou boatos da saída do país do grupo europeu. Um anúncio de retirada poderia gerar um “efeito dominó”, fazendo com que outros países queiram discutir suas condições no grupo.
Apesar de pouco movimentada, a agenda norte-americana pode mais uma vez afetar os investidores ao redor do mundo. O único indicador a ser apresentado será a Confiança do Consumidor, elaborado pela Universidade de Michigan. Após a publicação do Livro Bege, na quart-feira, indicando recuperação no consumo do país, os investidores agora esperam sinais positivos de que o setor realmente esteja evoluindo.