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O Ibovespa fechou em alta de 0,31% nesta quinta-feira (16), aos 109.941 pontos. O principal índice conseguiu se descolar do que foi visto nos Estados Unidos, com novas notícias do cenário político local.
Em Nova York, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuaram, respectivamente, 1,26%, 1,38% e 1,78%.
Por lá, o que pesou foi o aumento das preocupações de que o Federal Reserve será obrigado a manter as taxas de juros em patamares elevados, em meio a novos dados macroeconômicos divulgados.
O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) teve leitura de 0,7% em janeiro, ante consenso de 0,4%. Os pedidos iniciais por seguro desemprego da semana encerrada no dia 11 de fevereiro, por sua vez, vieram em 194 mil, menor do que os 200 mil esperados, indicando um mercado de trabalho também aquecido.
“Os dados mostraram uma inflação e uma economia resiliente e isso reforça a tese de que o Federal Reserve terá de aumentar a taxa de juros e o aperto monetário”, comenta Gustavo Harada, gestor da Blackbird.
Os treasuries yields fecharam em alta. As taxas títulos do tesouro americano com vencimento em dez anos ganharam 5,6 pontos-base, a 3,861%, e a do título vincendo em dois anos subiram 2,2 pontos, a 4,649%.
“O movimento foi piorado pelas falas da Loretta Mester [diretora do Fed de Cleveland] de uma possível alta de 50 pontos-base na próxima reunião. Durante o dia até se recuperou, mas segue em queda”, complementa o gestor da Blackbird.
O Ibovespa, contudo, conseguiu fugir da tendência por conta de melhores notícias no cenário interno.
“Aqui, a pauta é a mesma dos últimos dias. As atenções seguem no discurso do revisionismo da meta de inflação. Debater a meta é saudável e não pode ser tabu. Entretanto, a comunicação é vital e tem de ser um debate técnico, que não era o que vinha acontecendo pelos entes do governo. Nos últimos dias, contudo, observamos um maior alinhamento no discurso do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto”, afirma.
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O Ibovespa chegou a ganhar força após o anúncio de que haveria uma coletiva do Conselho Monetário Nacional (CMN), com os investidores especulando sobre o conteúdo do encontro. Contudo, depois foi informado que o tema da coletiva seria o Pix, e não mudança de meta.
A curva de juros fechou em queda em toda a sua curva. As taxas dos DIs para 2024 perderam oito pontos-base, a 13,20%, e as dos DIs para 2025, oito pontos, a 12,53%. Os contratos para 2027 e 2029 perderam, respectivamente, um e dois pontos, a 12,87% e 13,21%. Os DIs para 2031 fecharam a 13,34%, com menos três pontos-base.
Entre as principais altas percentuais do Ibovespa, ficaram as ações de companhias ligadas ao mercado interno. As ações ordinárias da CVC (CVCB3), da Petz (PETZ3) e da Hapvida (HAPV3) subiram, na sequência, 3,71%, 3,69% e 4,06%.
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O dólar fechou em queda de 0,16%, a R$ 5,211 na compra e a R$ 5,212 na venda – na contramão do que foi visto no exterior, uma vez que a moeda americana ganhou força mundialmente.