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SÃO PAULO – Após chegar a subir 0,64% no início do pregão, o Ibovespa perde forças e opera em queda de 1,14% por volta das 16h20 (horário de Brasília) desta terça-feira (2), atingindo os 55.262 pontos. Assim, o índice vai registrando sua segunda sessão no vermelho – embora o volume esteja fraco.
Dessa forma, a bolsa brasileira se descola do cenário internacional. Na Europa, os principais mercados fecharam o dia com altas acima de 1%, sendo que alguns, como os índices da Alemanha e da França, fecharam com ganhos próximos a 2%. Nos EUA, os principais índices caminham para fechar o dia com alta ao redor de 0,5%, depois de uma boa surpresa no setor industrial.
O Factory Orders, indicador que mensura o número de pedidos feitos à indústria norte-americana, subiu mais do que o esperado em fevereiro, alcançando 3,0%, ante projeção de 2,6% e queda de 1,0% em dados revisados de janeiro.
Mas o destaque do dia continua na Europa, onde o noticiário foi mais movimentado. Por lá, o Ministro das Finanças do Chipre, Michael Sarris, renunciou “para não atrapalhar investigações”. A bolsa de valores local reabriu com queda. A bolsa local também suspendeu as negociações de dois bancos, o Bank of Cyprus e o Cyprus Popular Bank, até o dia 15 de abril, por conta do processo de reestruturação.
Para evitar a bancarrota da ilha, foi fechado um acordo com a UE (União Europeia), FMI (Fundo Monetário Internacional) e o BCE (Banco Central Europeu) para um resgate de € 10 bilhões. Dirigentes do Chipre esperam selar os termos do acordo nesta semana, mas pedem termos mais brandos aos credores, que exigem cobranças sobre depósitos e congelamento de saldos bancários para resolver a crise financeira que estourou no país neste ano.
Retração e desemprego
Ainda na Europa, o PMI final da zona do euro, que mede a atividade no setor industrial, atingiu sua mínima em três meses, ao marcar 46,8 em março – vale mencionar que números abaixo de 50 indicam contração da atividade. A prévia do indicador apontava 46,6, ante 47,9 em fevereiro.
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Nem mesmo a Alemanha conseguiu se safar no mês. O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial do país, que responde por cerca de um quinto da economia alemã, passou de um avanço em fevereiro, aos 50,3, para uma retração em março, quando marcou 49,0. Já a taxa de desemprego do bloco econômico ficou inalterada aos 12%, mesmo valor esperado por analistas.
No Brasil, a produção industrial caiu mais do que o previsto, com baixa de 2,5% em comparação com janeiro, ante estimativa de 2,05%. Na comparação anual, queda foi de 3,2%, mostram os dados do IBGE (Indústria Brasileira de Geografia e Estatística).
Altas e baixas
Na ponta negativa do Ibovespa, chamam atenção as ações ordinárias da Usiminas (USIM3, USIM5), que lideram as perdas com forte queda de 5,34%. Logo em seguida vêm os papéis da Gol, com desvalorização de 4,94%.
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Já na ponta positiva quem rouba a cena são as ações da Rossi Residencial (RSID3), que avançam 2,95%. Ela é seguida pelos papéis da V-Agro (VAGR3), com alta de 2,38%.
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