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SÃO PAULO – Após operar a manhã em queda, o Ibovespa inverteu seu sinal no começo da tarde e, acentuando seus ganhos até o final do dia, terminou essa sexta-feira (4) em alta de 0,81%, aos 58.669 pontos. Mesmo com esse avanço, o principal benchmark da bolsa brasileira acumulou queda de 1,42% na semana, sendo esta a primeira queda semanal desde a primeira semana de outubro, quando o índice caiu 2,07%. O giro financeiro dessa sessão foi de R$ 5,292 bilhões.
O noticiário europeu continuou a pautar o mercado na sexta-feira. Mesmo com o cancelamento do plebiscito grego, a instabilidade política e econômica em Atenas continua a pressionar o mercado, com a oposição grega pedindo pela renúncia do primeiro ministro Georgios Papandreou.
Além disso o mercado também refletiu o final da reunião do G-20, que aprovou, entre outra coisas em uma maior flexibilização da taxa de câmbio, colocando em ação um plano de crescimento que adote medidas mais contundentes no que diz respeito às moedas. Na reunião, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, descartou a participação do Brasil em fundo europeu.
Resultados
Poucas empresas divulgaram resultado entre o término da sessão anterior e o início da sessão de sexta. A única empresa pertencente ao Ibovespa a realizar tal movimento foi o Pão de Açúcar (PCAR4), que registrou queda de 1,5% no seu lucro líquido no terceiro trimestre, alcançando a quantia de R$ 133,5 milhões durante julho e setembro.
Destaque de ações
Na ponta positiva da bolsa paulista, destaque para as ações da Cesp (CESP6), que avançaram 8,07% na sessão e terminaram o dia cotadas a R$ 32,15. As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| CESP6 | CESP PNB | 32,15 | +8,07 | +21,98 | 41,77M |
| ELET3 | ELETROBRAS ON | 17,99 | +5,95 | -15,46 | 21,39M |
| EMBR3 | EMBRAER ON | 11,58 | +4,42 | +0,17 | 48,42M |
| ELET6 | ELETROBRAS PNB | 24,72 | +4,30 | -0,98 | 14,43M |
| BRTO4 | BRASIL TELEC PN | 11,83 | +3,14 | +0,57 | 3,98M |
Por sua vez, na ponta negativa, o destaque ficou com a Hypermarcas (HYPE3), que recuou 4,33% e alcançou R$ 8,40, chegando ao posto de maior queda semanal. As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:
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| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| HYPE3 | HYPERMARCAS ON | 8,40 | -4,33 | -62,50 | 84,68M |
| TIMP3 | TIM PART S/A ON | 8,87 | -2,53 | +33,44 | 32,60M |
| LAME4 | LOJAS AMERIC PN INT | 14,54 | -2,22 | -1,68 | 30,54M |
| ELPL4 | ELETROPAULO PN N2 | 30,51 | -1,90 | +16,42 | 35,52M |
| LIGT3 | LIGHT S/A ON | 26,45 | -1,82 | +10,75 | 20,53M |
As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:
| Código | Ativo | Cot R$ | Var % | Vol1 | Vol 30d1 | Neg |
|---|---|---|---|---|---|---|
| VALE5 | VALE PNA | 42,25 | +1,32 | 933,50M | 776,61M | 23.916 |
| PETR4 | PETROBRAS PN | 22,10 | +0,82 | 413,58M | 450,88M | 19.583 |
| VALE3 | VALE ON | 45,60 | +2,04 | 205,54M | 205,83M | 9.649 |
| ITUB4 | ITAUUNIBANCO PN EX | 32,62 | +0,37 | 191,61M | 296,46M | 9.092 |
| OGXP3 | OGX PETROLEO ON | 14,23 | +0,35 | 163,98M | 303,01M | 13.216 |
| GGBR4 | GERDAU PN | 15,63 | +1,49 | 126,47M | 112,44M | 10.120 |
| BBAS3 | BRASIL ON | 25,30 | +0,24 | 112,34M | 191,26M | 7.951 |
| BBDC4 | BRADESCO PN ED | 30,87 | -0,26 | 104,02M | 198,26M | 6.403 |
| PETR3 | PETROBRAS ON | 23,90 | +0,97 | 87,63M | 123,47M | 6.125 |
| HYPE3 | HYPERMARCAS ON | 8,40 | -4,33 | 84,68M | 83,17M | 10.597 |
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
Agenda
A agenda dos EUA também ganhou destaque. Por lá, o Nonfarm Payrolls, que mostra o número de empregos gerados na economia, que decepcionou o mercado ao registrar a abertura de 80 mil postos de trabalho em outubro, fazendo com que a taxa de desemprego caísse 0,01 p.p, atingindo 9,0%.
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Na agenda econômica doméstica do dia, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o IPP (Índice de Preços ao Produtor), que registrou inflação de 1,23% em setembro.
Bolsas Internacionais
Nos EUA, o índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, fechou em baixa de 0,63% e atingiu 1.253 pontos. Seguindo esta tendência, o índice Dow Jones desvalorizou-se 0,51% a 11.983 pontos, da mesma forma, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, caiu 0,44% a 2.686 pontos.
Na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou baixa de 2,72% e atingiu 5.966 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris desvalorizou-se 2,25% chegando a 3.124 pontos e o FTSE 100, da bolsa de Londres, caiu 0,33% a 5.527 pontos.
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Dólar
Alternando entre ganhos e perdas no decorrer da sessão, o dólar comercial terminou esta sexta-feira praticamente estável a R$ 1,742 na venda – leve alta de 0,01%. Assim, a moeda terminou a semana com valorização de 3,42%, seu maior avanço semanal desde o período entre 19 a 23 de setembro, quando avançou 6,15%. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 2,28% em novembro, frente à queda de 9,48% registrada no mês passado. No ano, a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 4,55%.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda nesta sessão. Já o contrato com vencimento mais próximo, o de janeiro de 2013, apontou taxa de 10,23%, 0,03 ponto percentual abaixo da taxa de 10,26% registrada no último fechamento.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,08% em relação ao fechamento anterior, a 132,60% do valor de face.
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Já o indicador de risco-País fechou em alta de 10 pontos-base, aos 219 pontos.
Agenda da próxima sessão
Na próxima sessão, o Banco Central revelará o relatório semanal Focus, compilando a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos. Ainda por aqui, o Ministério de Comércio Exterior reportará a Balança Comercial referente à última semana, trazendo a diferença entre as exportações e importações contabilizadas durante o período.
Nos Estados Unidos, destaque para a divulgação do Consumer Credit referente ao mês de setembro pelo Federal Reserve, com objetivo de medir o total de crédito disponível ao consumidor.