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SÃO PAULO – Na contramão dos mercados internacionais, a bolsa brasileira começa o pregão desta quarta-feira (8) em campo positivo. Por volta de 10h20 (hora de Brasília), o Ibovespa subia 0,63% aos 58.091 pontos. Cabe lembrar que, na véspera, o benchmark fechou em queda de 1,06%, aos 57.725 pontos, acumulando ganhos de 1,71% no ano.
Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Usiminas PNA (USIM5, R$ 8,10, +3,85%), Braskem (BRKM5, R$ 14,03, +3,01%), Brookfield (BISA3, R$ 3,43, +3,00%), B2W Varejo (BTOW3, R$ 7,34, +2,80%) e Petrobras ON (PETR3, R$ 21,56, +2,67%).
No ambiente internacional, o pessimismo dos investidores tem apoio em sinais de enfraquecimento da economia europeia por conta da crise da dívida na Zona do Euro. Na agenda de indicadores, a produção industrial da Alemanha caiu 0,9% em junho, na comparação com maio, quando houve queda de 1,7%, de acordo com o Ministério da Economia do país. Economistas previam declínio mais brando, de 0,8%.
Visão negativa
Além de dados fracos, o humor do mercado também é impactado pela visão mais pessimista dos bancos centrais de França e Inglaterra sobre a economia desses países. O BoE (Bank of England) afirmou, em seu relatório trimestral de inflação, que o crescimento em dois anos deve ficar em torno de 2%, ante estimativa de 2,67% há apenas três meses.
Ao mesmo tempo, o banco da França informou que a economia do país deve entrar em recessão no terceiro trimestre, ao estimar uma contração de 0,1% para o segundo trimestre.
Inflação brasileira
Por aqui, os indicadores de inflação dominam a agenda econômica. O destaque fica por conta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que marcou aceleração de 0,43% em julho, contra variação de 0,08% em junho.
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Já o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) acelerou para uma alta de 1,21% na primeira prévia de agosto, ante avanço de 0,95% do mesmo período de julho, de acordo com a FGV (Fundação Getulio Vargas). A entidade informou ainda que o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) registrou avanço de 0,40% na primeira quadrissemana do mês, depois de encerrar jullho com alta de 0,22%.
Economia dos EUA
Nos Estados Unidos, a produtividade do trabalhador no segundo trimestre deste ano – excluindo o setor agrícola – avançou 1,6%. O resultado veio levemente acima do esperado pelos analistas, que estimavam um crescimento de 1,5%. A agenda norte-americana ainda reserva o relatório sobre o nível das reservas norte-americanas de petróleo.