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SÃO PAULO – O Ibovespa consolida queda após apresentar forte volatilidade no início do pregão desta sexta-feira (14). O índice de ações, que chegou a alternar entre os campos positivo e negativo por 5 vezes e subir 0,48% na sua máxima do dia (50.655 pontos), agora recua 0,93%, a 49.944 pontos, segundo cotação das 11h25 (horário de Brasília).
Das 71 ações que fazem parte do índice, 35 ações caem mais de 1%. Destaque para o setor siderúrgico, com Gerdau (GGBR4, R$ 12,62, -2,25%), Gerdau Metalúrgica (GOAU4, R$ 15,95, -2,03%) e Usiminas (USIM3, R$ 8,33, -4,25%; USIM5, R$ 8,12, -3,91%). Algumas imobiliárias também caem forte, como é o caso da MRV (MRVE3, R$ 6,91, -2,40%) e Gafisa (GFSA3, R$ 3,44, -3,91%), após terem subido mais de 7% na véspera.
Colaborando com o cenário negativo, as ações da Vale (VALE3, R$ 30,73, -0,52%; VALE5, R$ 28,65, 0,00%), que possuem a maior participação do Ibovespa, perdem forças após terem subido mais de 1,3%. Já a Petrobras (PETR3, PETR4), segunda empresa mais importante do Ibovespa, recua mais de 2%.
Já no lado positivo, aparecem as ações da OGX Petróleo (OGXP3, R$ 1,08, +2,86%), Eletropaulo (ELPL4, R$ 6,55, +6,50%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,16, +1,53%), sendo que este último ganha impulso após a notícia de que foi aprovada a recompra de até 50 milhões de papéis BBAS3.
EUA: indústria e Bernanke em foco
Nos EUA, o setor industrial traz preocupações aos investidores. A produção da indústria registrou estabilidade em maio, decepcionando as expectativas de alta de 0,1% dos analistas, ao passo que a utilização da capacidade do setor apontou 77,6%, ante 77,8% esperados pelo mercado.
Ainda na agenda local, o sentimento do consumidor norte-americano piorou em junho, segundo o Michigan Sentiment. O indicador compilado pela Universidade de Michigan registrou 82,7 em junho, ante projeções de 83,0 e 84,5 obtidos em maio.
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Mais cedo, foi divulgado por lá o PPI (Producer Price Index), indicador que mostra os preços cobrados pelos produtores subiu 0,5% em março, ante expectativa de alta de 0,1%. Já a conta corrente norte-americana registrou déficit de US$ 106,1 bilhões no primeiro trimestre, ante expectativa de baixa de US$ 111,5 bilhões.
Ainda nos EUA, repercute uma reportagem do Wall Street Journal que afirma que Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, deverá reforçar em entrevista coletiva na semana que vem que qualquer diminuição da política de estímulo econômico do país será gradual, e que o Fed deverá esperar um período “considerável” de tempo, após encerrar as compras, para aumentar as taxas de juros.
PIB mensal desacelera
Por aqui, o IBC-Br (Índice Mensal de Atividade Econômica), considerado uma prévia da tendência do PIB, registrou alta de 0,84% em abril, o que mostra desaceleração em relação a março, já que o desempenho foi revisado de alta de 0,72% para 1,07%.
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Segundo consenso do mercado, os analistas esperavam alta de 0,78% no mês. Com o resultado e a revisão, o indicador acumula crescimento de 3,43% em 2013.
Japão tem novas medidas e China crescerá menos
Na Ásia, os índices fecharam em alta repercutindo o movimento positivo visto nas bolsas mundiais na véspera. No noticiário, destaque para a promessa de Shinzo Abe de realizar mais ações para estimular a economia local após as eleições para o Senado no próximo mês. O Governo japonês aprovou uma série de medidas para complementar sua estratégia de crescimento nesta sexta-feira.
Na China, os analistas locais começam a trabalhar com uma expectativa de crescimento abaixo de 7% no segundo semestre, aponta o noticiário internacional. Com o recente anúncio de que os governantes chineses estão confortáveis com o crescimento menor do que o previamente esperado, analistas não esperam medidas de estímulo para alavancar a economia do gigante asiático.
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Na Europa, o mercado analisa também dados da inflação na zona do euro, que subiu 0,1% em maio, elevando a base anual para 1,4%.