Ibovespa consegue escapar de ajuste e renova máxima do ano; dólar volta a subir

Índice de ações avança 0,89% em sessão negativa para bolsas externas e chega em 56.830 pontos; ação da Braskem dispara

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SÃO PAULO – A segunda semana de agosto começou com realização de lucros para os principais mercados globais, mas a bolsa brasileira foi exceção. Em Wall Street, a sequência de ganhos das últimas semanas cedeu espaço para uma segunda-feira (10) de correção, ainda com a temporada de resultados em foco. Mas o bom desempenho dos setores varejista e petroquímico garantiu o fechamento positivo do Ibovespa.

Com alta de 0,89% na sessão, o índice renovou sua máxima do ano e atingiu 56.830 pontos, maior patamar desde o início de agosto do ano passado. O volume financeiro totalizou R$ 4,24 bilhões.

Correção lá fora

A realização de lucros impôs uma sessão instável para os principais mercados globais, em especial para Wall Street. Após quatro semanas consecutivas de valorização, o índice S&P 500 operava com a maior relação preços/lucros dos últimos quatro anos.

Como consequência, o ajuste ditou o rumo de uma segunda-feira de noticiário escasso, com destaque para o setor de tecnologia. A Microsoft está vendendo sua firma de propagandas digitais, Razorfish, para a francesa Publicis, em um acordo de US$ 530 milhões.

Enquanto isso, a General Motors e o eBay anunciaram que centenas de comerciantes da Califórnia passarão a leiloar carros através da Internet, fator que promoveu valorização de 26% às ações da montadora no Pink Sheets.

Inflação

Sem indicadores mais relevantes, os mercados externos mostraram também ansiedade com a reunião do Federal Reserve, que tem início na próxima terça-feira. Por aqui, o Ibovespa conseguiu escapar do ambiente de instabilidade graças principalmente ao setor petroquímico e de consumo e varejo.

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Pela segunda semana consecutiva o relatório Focus, elaborado pelo Banco Central, mostrou revisões para baixo das estimativas para a inflação brasileira, esperando agora que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) suba 4,4% em 2009.

As apostas mais comportadas em relação ao avanço dos preços colocaram ações de varejistas como B2W, Lojas Renner e Lojas Americanas entre os destaques positivos. A temporada de resultados dividiu as atenções, com destaque para as divulgações de Suzano Papel e Celulose e Sabesp. As ações ordinárias da primeira tiveram leve queda; as da segunda fecharam no campo positivo.

Maiores altas e baixas

Ainda assim, a maior alta do Ibovespa ficou por conta dos papéis PNA da Braskem. Apostas otimistas com os resultados da empresa, que saem na próxima terça-feira, já colocaram suas ações como o destaque de ganhos da semana passada.

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Por outro lado, as ações da Light lideraram as perdas do índice. A companhia reportou lucro líquido de R$ 121,4 milhões no segundo trimestre – uma queda de 68,8% na comparação anual.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
BRKM5 Braskem PNA 10,75 +10,71 +93,69 56,15M
EMBR3 Embraer ON 10,79 +7,90 +22,47 63,32M
CSAN3 Cosan ON 19,14 +6,93 +70,28 58,59M
BTOW3 B2W Varejo ON 49,90 +5,92 +111,12 31,19M
PRGA3 BRF Foods ON 42,55 +4,96 +43,07 116,38M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

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Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
LIGT3 Light ON 24,55 -4,44 +23,89 59,77M
RDCD3 Redecard ON 27,76 -2,77 +15,03 47,54M
TRPL4 Trans Paulista PN 47,90 -1,94 +21,39 6,87M
ELET3 Eletrobras ON 29,42 -1,64 +19,91 31,10M
TAMM4 TAM PN N2 24,20 -1,55 +26,77 31,35M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg
PETR4 Petrobras PN 32,10 +0,31 332,32M 495,39M 10.899
VALE5 Vale PNA 33,07 +0,12 323,83M 515,61M 9.493
USIM5 Usiminas PNA 46,96 +1,36 130,72M 141,45M 4.517
BVMF3 BMFBovespa ON 12,28 +2,76 130,65M 128,86M 6.047
ITUB4 Itau Unibanco PN 36,08 +1,04 129,02M 177,85M 5.487

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Dólar

Após ter registrado quatro quedas em cinco sessões na última semana, o dólar comercial enfrentou uma segunda-feira de ajuste e encerrou as negociações com forte valorização de 1,59%, sendo cotado na venda a R$ 1,849. A tendência positiva da moeda foi reflexo do clima de apreensão visto nos mercados internacionais.

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Com a ausência de indicadores econômicos de peso no âmbito externo, ganharam destaque os eventos da agenda doméstica, como a nova compra de dólares no mercado à vista anunciada pelo Banco Central. Segundo dados do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação teve início às 15h01 e terminou às 15h11 (horário de Brasília), cuja taxa aceita ficou em R$ 1,851.

Ainda por aqui, foram analisados os números da balança comercial, que mostraram que na primeira semana de agosto foi registrado um saldo positivo de US$ 935 milhões.

Renda Fixa

No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em queda. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 9,85%, baixa de 0,03 ponto percentual frente à apresentada na sessão anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 131,00% de seu valor de face, estável.

O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 238 pontos-base, alta de 10 pontos em relação ao fechamento anterior.

Bolsas Internacionais


Nos Estados, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, teve leve baixa de 0,41% e atingiu 1.992 pontos.
Seguindo esta tendência, o índice Dow Jones desvalorizou-se 0,34%, a 9.338 pontos.
Da mesma forma, o índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, caiu 0,33%, a 1.007 pontos.


Na Europa, o

índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou baixa de 0,75% e atingiu 5.418 pontos.
No mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris desvalorizou-se 0,47%, chegando a 3.505 pontos.
Já o FTSE 100, da bolsa de Londres, caiu 0,20%, a 4.722 pontos.

Veja os indicadores previstos para a terça-feira

A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) apresenta o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) referente à primeira quadrissemana de agosto. A FGV Fundação Getulio Vargas) divulga o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) do primeiro decêndio de agosto, que é bastante utilizado pelo mercado, e retrata a evolução geral de preços na economia.

Nos EUA, o Departamento de Trabalho dos EUA apresenta a preliminar do Productivity & Costs do segundo trimestre. Esse índice mede a produtividade da mão-de-obra da economia norte-americana, excluída a agropecuária.

Sai também o Wholesale Inventories de junho, relatório que contém informações sobre as vendas e os estoques do setor atacadista. Este será o primeiro dia da reunião de política monetária do Federal Reserve.

No Japão, em seu segundo dia de reunião, o BoJ divulga a decisão sobre a taxa básica de juro do país asiático.