Ibovespa chega a superar os 132 mil pontos e renova máxima histórica nominal

Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 0,68%, aos 131.083,82 pontos, renovando recorde nominal de fechamento

Estadão Conteúdo

(Shutterstock)

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O Ibovespa sobe nesta terça-feira, 19, em manhã também de alta dos índices futuros de ações norte-americano, após ganhos recentes das bolsas. A agenda esvaziada reforça o ambiente moderado no exterior, enquanto no Brasil os investidores avaliam a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada mais cedo.

Apesar da moderação em Nova York e das commodities, o Índice Bovespa renovou a máxima histórica nominal durante o pregão, ao subir 0,73%, indo aos 132.046,93 pontos.

“Pode ser um dos pregões mais altos da história da Bolsa”, diz Lucca Ramos, sócio da One Investimentos.

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O sentimento dos investidores ainda é de um quadro monetário menos apertado em 2024, dada a expectativa de início de queda dos juros americanos e continuidade de recuo da Selic.

Com isso, o dinheiro tende a ficar barato e isso é sinônimo de investimento em ativos de risco, descreve o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus. “O capital externo continua entrando na Bolsa, que ainda reflete o avanço das pautas econômicas do governo que dão horizonte ao investidor”, completa Laatus.

Alguns papéis ligados a matérias-primas avançam, caso de Vale e Petrobras, com altas entre 0,62% e 0,69% (ON) e 0,81% (PN), respectivamente. “Já ações de small Caps operam perto da estabilidade, seguindo os juros futuros, após a ata do Copom marginalmente mais hawkish”, descreve Ramos, da One.

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Preliminarmente, analistas avaliam que o documento não deu sinais de aceleração no ritmo de corte da Selic, que caiu meio ponto porcentual na semana passada, para 11,75% ao ano. Dentre os fatores ressaltados na ata, o Banco Central (BC) cita que as expectativas de inflação, que seguem desancoradas, são um fator de preocupação. Conforme o BC, a extensão do ciclo dependerá de expectativas, hiato e balanço de riscos.

“O Copom só mudará seus planos se a economia tiver uma desaceleração mais intensa, o que poderia levar à uma queda da inflação mais rápida, o que respingaria no processo de reancoragem das expectativas. Não vejo motivos para mudar o cenário e seguimos com Selic em 9,50% em 2024 e 8,50% em 2025”, o economista-chefe da Nova Futura, Nicolas Borsoi.

Além da moderação da alta dos índices futuros de Nova York, o petróleo sobe discretamente, enquanto o minério de ferro fechou em baixa de 0,11% em Dalian, na China. Aliás, hoje à noite o banco central chinês decide juros.

Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 0,68%, aos 131.083,82 pontos, renovando recorde nominal de fechamento. Às 11h24, subia 0,62%, aos 131.890,68 pontos.

“A tendência é de alta. Considerado o ponto atual acrescido da inflação ainda está longe da máxima histórica, teria de estar acima dos 140 mil pontos”, diz Lucca Ramos, da One Investimentos.