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SÃO PAULO – Depois de iniciar o pregão em queda, o Ibovespa chegou a esboçar uma reação minutos depois da publicação do relatório de emprego nos EUA, mas não mantém a força e se mantém no negativo.
Das 10h29 às 10h30, o índice saltou de uma queda de 0,23% para uma alta de 0,31%. Neste exato momento os EUA anunciaram uma inesperada queda na taxa de desemprego, de 7,9% para 7,7%. Isso aconteceu pela criação de 236 mil postos de trabalho em fevereiro, enquanto a expectativa era de 165 mil, conforme projeções compiladas pelo portal Briefing.com.
Entretanto, o índice rapidamente perdeu fôlego e, às 10h52 (horário de Brasília), marca queda de 0,60%, aos 58.496 pontos, pressionado por uma inflação acima do esperado por aqui e um desempenho positivo ao longo da semana – até quinta-feira, a alta era ao redor de 3,5%.
As maiores quedas do Ibovespa ficam por conta das ações da Gol (GOLL4, R$ 13,43, -5,22%), V-Agro (VAGR3, R$ 0,46, -4,17%), Energias do Brasil (ENBR3, R$ 12,81, -3,76%), OGX Petróleo (OGXP3, R$ 3,29, -3,24%) e CPFL Energia (CPFE3, R$ 21,07, -1,95%).
Na véspera, a petrolífera e a mineradora de Eike Batista fecharam o dia com altas ao redor de 17%, após um acordo do Grupo EBX com o banco BTG Pactual, de André Esteves.
No lado econômico, a alta dos preços preocupa. Dois dias depois do Banco Central deixar em aberto a possibilidade de uma alta nos juros, a inflação surpreendeu com uma alta de 0,60% em fevereiro, na comparação mês a mês, conforme medido pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), enquanto a equipe da LCA estimava uma inflação de 0,49%. Na comparação em 12 meses a alta nos preços chega a 6,31%, contra a projeção de 6,20% da LCA.
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Os mercados também avaliam os dados da balança comercial chinesa. A China, que teve um déficit de US$ 31,98 bilhões na balança em fevereiro do ano passado, registrou um superávit de US$ 15,2 bilhões no mesmo período deste ano.
Isso é resultado de um salto nas exportações – que avançaram 21,8% no período, para US$ 139,37 bilhões – ao mesmo tempo em que as importações caíram – o recuo foi de 15,2%, para US$ 124,12 bilhões. Segundo a imprensa chinesa, essa piora nas importações se deve a um dólar mais forte e a uma queda nos preços das commodities.