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Ibovespa chega a bater nova máxima, mas fecha em queda de 0,79% com realização de lucros

Principal índice brasileiro ainda teve recuo mais moderado do que os vistos nos seus pares internacionais

Vitor Azevedo

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O Ibovespa fechou em queda de 0,79% nesta quarta-feira (20), aos 130.804 pontos, em um dia marcado pela realização de lucro nos mercados globais.

Em Wall Street, após Dow Jones, na véspera, ter alcançado sua máxima histórica, hoje caiu 1,27%. S&P 500 e Nasdaq, por sua vez, recuaram 1,47% e 1,50%.

Os investidores em Wall Street foram às vendas para embolsar um pouco dos lucros recentes. “Os mercados estavam ficando sobrecomprados e uma retração como esta é natural dadas essas condições”, disse à CNBC Keith Buchanan, gestor sênior de carteira da Globalt Investments. “Portanto, é um movimento mais técnico do que qualquer coisa”.

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Por lá, o dia não teve fortes gatilhos negativos. E as Bolsas caíram a despeito de os treasuries yields para dez anos terem recuado 6,5 pontos-base, a 3,857%. Normalmente, quando os títulos do tesouro americano pagam menos há a criação de fluxo para os ativos de risco.

“Com uma agenda econômica ‘fraca’, esta quarta-feira foi marcada por intensa volatilidade e um volume de negociações mais baixo, uma característica comum na semana que antecede o Natal. A ausência de indicadores econômicos relevantes divulgados hoje também contribuiu para essa dinâmica”, explica Lucas Almeida, especialista em mercado de capitais e sócio da AVG Capital.

No Brasil, o Ibovespa chegou a operar pela manhã em alta e bateu uma nova máxima histórica no intraday, de 132.340 pontos, antes de virar para queda.

O dia ainda foi marcado pela publicação do IBC-Br, considerado uma “prévia do produto interno bruto (PIB)”, de outubro. O índice teve uma queda de 0,06% no mês, sendo que o consenso era de alta de 0,1%, e foi visto pelo mercado como consolidação de que a atividade econômica brasileira está enfraquecendo.

Com o número, e também com a ajuda dos treasuries, a curva de juros brasileira teve leve tendência de queda. Os DIs para 2024 e 2025 ficaram praticamente estáveis, em 11,64% e 10,06%, mas os para 2029 e 2031 perderam, respectivamente, dois e cinco pontos-base, a 10,12% e 10,35%.

“Essa queda no indicador (IBC-Br) de outubro, refletiu, principalmente nos setores de serviços e comércio varejista e pode indicar um cenário econômico desafiador, influenciado por condições globais e políticas monetárias restritivas”, pondera Almeida, da AVG.

Entre as maiores quedas do Ibovespa ficaram companhias ligadas ao mercado interno. As ações ordinárias da Totvs (TOTS3) caíram 4,03%, as do Magazine Luiza (MGLU3), 2,78%, e as da Vamos (VAMO3]), 2,75x%.

O dólar, por fim, fechou a quarta-feira em alta de quase 1% ante o real, novamente acima dos R$ 4,90, com alguns investidores realizando lucros e recompondo posições compradas na moeda norte-americana.