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SÃO PAULO – O clima de instabilidade permeia os negócios nesta terça-feira (24). Lá fora, a necessidade de maior regulação no setor financeiro clamada por Bernanke e Geithner gera incertezas. No plano doméstico, a queda no preço das commodities pressiona Vale e Petrobras, que sustentam o Ibovespa no campo negativo durante a tarde. O movimento de realização de lucros também penaliza a bolsa brasileira.
As palavras de Tim Geithner, que, na Casa dos Representantes, afirmou ser necessário impor limites a companhias cujo colapso pode levar riscos significativos ao sistema financeiro dividem as atenções com a fala do chairman do Fed. “Apoiar a AIG foi um passo difícil, mas necessário para proteger a nossa economia e estabilizar nosso sistema financeiro”, disse Bernanke.
No âmbito corporativo, a Moody’s reduziu o rating AAA da GE, concedido à companhia em meados de 1967. No entanto, os papéis da empresa sobem forte após o Deutsche Bank afirmar estar “confortável” de que o proprietário da NBC Universal não vai ter de vender mais ações da empresa. Por outro lado, no setor financeiro, após o rali da véspera, os papéis de bancos são pressionados pelas palavras de Bernanke e Geithner e puxam os índices em Wall Street para baixo.
As tensões em torno da economia voltaram a pressionar o preço das commodities nesta sessão, após o forte avanço verificado na véspera. Os preços do cobre e do alumínio apresentam desvalorização de mais de 2% cada – na véspera o cobre atingiu o maior patamar em quatro meses. O valor do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, segue cotado com tímida elevação nesta tarde após situar-se no campo negativo pela manhã.
Commodities pressionam
Depois da segunda maior valorização no ano, o Ibovespa cede à instabilidade em Wall Street e recua pela tarde, com pressão de Vale, Petrobras e setor financeiro. As ações da mineradora e da petrolífera são pressionadas pela queda nos preços das commodities, ao passo em que os papéis de banco acompanham as perdas de seus pares externos.
De acordo com o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, o preço do combustível não será reduzido no Brasil. Quanto ao reajuste do minério de ferro, o debate segue com chineses defendendo que o setor está em queda livre, enquanto as mineradoras esperam.
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Desta forma, as ações da Vale acompanham a trajetória negativa de mineradoras internacionais, como as australianas BHP Billiton e Rio Tinto, cujos papéis registraram quedas superiores a 4% no exterior, e também são pressionados pela queda nos preços dos metais.
Ibovespa cai
Em pregão instável para os índices em Wall Street, o Ibovespa acompanha o movimento e opera com queda de 1,30%, a 41.885 pontos. O volume financeiro supera R$ 3 bilhões nesta tarde.
Na ponta negativa do índice aparecem as ações da Perdigão, que divulgou na véspera um resultado líquido negativo de R$ 20 milhões. Ainda no setor de consumo, foco para a baixa nas ações de Lojas Renner e Lojas Americanas.
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No destaque de alta aparecem as ações da Sadia em meio a rumores de que a compra pela Perdigão está próxima. Logo cedo, o Citi revisou os números e passou a recomendar os papéis. Na seqüência aparecem os ativos da Redecard, que confirmou nesta sessão o exercício da opção de compra de papéis da oferta.
Maiores altas de baixas
Entre os destaques de queda estão os papéis de
Perdigão ON (PRGA3, -5,93%),
B2W Varejo ON (BTOW3, -5,26%),
Lojas Renner ON (LREN3, -5,19%),
Lojas Americanas PN (LAME4, -5,14%) e Klabin PN (KLBN4, -4,35%).
Por outro lado, as ações se destacam entre os ganhos
TIM Part ON (TCSL3, +6,14%),
Sadia PN (SDIA4, +4,81%),
Redecard ON (RDCD3, +4,66%),
BMF Bovespa ON (BVMF3, +2,92%) e Souza Cruz ON (CRUZ3, +0,58%).
encerraram a manhã em alta.
Os maiores volumes ficaram com
Petrobras PN (PETR4, R$ 527,71 milhões), Vale Rio Doce PNA (VALE5, R$ 341,95 milhões), Petrobras ON (PETR3, R$ 146,73 milhões), Itaubanco PN (ITAU4, R$ 110,30 milhões) e BMF Bovespa ON (BVMF3, R$ 99,19 milhões).
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Dólar sobe
Sem trazer grandes mudanças desde a abertura, o dólar comercial segue operando em movimento de ajuste nesta terça-feira (24), corrigindo parte das perdas observadas na véspera. No meio da tarde, a moeda subia 0,18%, próxima a R$ 2,25.