Conteúdo editorial apoiado por

Ibovespa recua e vai a 196 mil em novo pregão de ajustes, mas Petrobras atenua perdas

Petróleo registrou ganhos, em meio aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio

Reuters

Ativos mencionados na matéria

Painel de cotações na B3. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
Painel de cotações na B3. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

Publicidade

SÃO PAULO, 16 Abr (Reuters) – O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, em mais um pregão de ajustes após renovar recordes no começo da semana, mas o movimento foi atenuado pelo desempenho robusto de Petrobras (PETR4), em meio ao avanço do petróleo e assembleia de acionistas.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,46%, a 196.818,59 pontos, tendo marcado 198.586,57 pontos na máxima e 196.353,98 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somou R$30,6 bilhões.

Foi a segunda queda seguida, após o Ibovespa renovar suas máximas na terça-feira, quando ultrapassou pela primeira vez o patamar dos 199 mil pontos no melhor momento do pregão.

Em Wall Street, o S&P 500 fechou com acréscimo de 0,26%, renovando sua máxima histórica, em meio a apostas de que o pior do conflito no Oriente Médio pode ter ficado para trás.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira que o Líbano e Israel concordaram com um cessar-fogo de 10 dias e disse que a próxima reunião entre os EUA e o Irã pode ocorrer no fim de semana, referendando expectativas de que a guerra com o Irã pode estar perto do fim.

No noticiário brasileiro, um dos holofotes voltou-se para o IBC-Br, considerado um sinalizador do PIB, que registrou alta de 0,6% em fevereiro ante janeiro, acima da expectativa em pesquisa da Reuters de acréscimo de 0,47%.

Continua depois da publicidade

DESTAQUES

PETROBRAS PN (PETR4) subiu 3,6%, endossada pelo avanço do petróleo no exterior, com o barril sob o contrato Brent fechando negociado com acréscimo de 4,7%. A sessão também foi marcada por assembleia de acionistas da estatal, que elegeram composição de seu conselho de administração para o próximo mandato, em movimento que mudou 4 dos 11 membros do colegiado, incluindo o novo presidente Guilherme Santos Mello.

VALE ON (VALE3) caiu 1,13%, mesmo com o movimento positivo dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian subiu 3,1%, em meio à repercussão positiva de dados da segunda maior economia do mundo. A mineradora também divulga após o fechamento dados sobre produção e vendas no primeiro trimestre.

BRADESCO PN (BBDC4) avançou 0,24%, destoando do viés negativo de pares do setor. ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) fechou em baixa de 0,13%, BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) cedeu 0,49% e SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) encerrou com decréscimo de 0,73%. Investidores seguem atentos a potenciais medidas de crédito do governo para lidar com o elevado endividamento da população. O BB anunciou emissão a partir de US$500 milhões em Nature Bonds.

Continua depois da publicidade

ASSAÍ ON (ASAI3) perdeu 8,86%, tendo no radar divulgação pela Receita Federal de que está notificando cerca de 3 mil empresas sobre adoção de práticas sem respaldo legal na apuração de créditos de PIS/Pasep e Cofins, que somam cerca de R$10 bilhões. A Receita não citou nomes, mas disse que o escopo das análises apontou maior incidência dessas situações no segmento supermercadista.

EMBRAER ON (EMBJ3) recuou 3,21%, no segundo pregão seguido de queda, após forte valorização recente, com a alta acumulada em abril ainda somando quase 8%.

AMBEV ON (ABEV3) caiu 2,53%. Analistas do UBS BB cortaram a recomendação da ação para venda e reduziram o preço-alvo de R$15 para R$14,50. Eles avaliam que a relação risco/retorno nos níveis atuais está desfavorável, com viés de queda, e veem um desalinhamento crescente entre o perfil de crescimento dos lucros, o custo de capital no Brasil e valuation.

Continua depois da publicidade

Tópicos relacionados