Bolsa

Ibovespa cai 5% e volta para os 97 mil pontos com temores reforçados sobre coronavírus

No mercado de juros futuros, contratos têm novo dia de forte alta, enquanto BC volta a atuar no câmbio

Ações em queda (Crédito: Shutterstock)
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SÃO PAULO – O Ibovespa tem forte queda nesta sexta-feira (6) e perde o patamar dos 100 mil pontos, seguindo o novo dia de pânico nas bolsas internacionais. Na Ásia, os mercados despencaram com o aumento do número de casos do coronavírus na Coreia do Sul e o medo de uma crise econômica mundial.

As bolsas europeias também recuam, com o avanço da doença na Alemanha e na França, enquanto nos Estados Unidos, que chegaram a 233 casos na manhã de hoje, empresas como o Facebook e a Microsoft recomendam aos empregados que evitem sair de casa e trabalhem em home office. Com os novos dados de crescimento na Europa, i número de casos do coronavírus superou 100 mil.

Às 17h20 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa tinha perdas de 4,95%, aos 97.170 pontos. O dólar comercial recua 0,36%, cotado a R$ 4,6336 na compra e R$ 4,6344 na venda, após mais uma leilão de swaps do Banco Central, com 40 mil contratos. Por outro lado, o dólar futuro para abril sobe 0,35%, para R$ 4,632.

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No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 caiu 3 pontos-base, a 4,41% e o DI para janeiro de 2023 recuou 2 pontos-base a 5,08%. O DI mais longo, para janeiro de 2025, teve ganhos de 2 pontos a 6,04%.

Na Áustria, a Opep termina sua reunião de dois dias com a Arábia Saudita defendendo um corte de 1,5 milhão de barris de petróleo na produção diária. A Rússia ainda não se manifestou. Com isso, no mercado de commodities, o petróleo WTI cai a menos de US$ 45 na mínima; brent fechou abaixo de US$ 50 pela 1ª vez desde meados de 2017. Já o minério de ferro recua e reduz ganho semanal com receio sobre coronavírus e metais caem em Londres.

”O foco está na disseminação de coronavírus para fora da China e realmente os mercados não vão se estabilizar até vermos algum tipo de pico”, destacou Susan Buckley, diretora-gerente da QIC, para a Bloomberg TV.

Payroll

A economia dos Estados Unidos gerou 273 mil postos de trabalho em fevereiro, segundo relatório de emprego (conhecido como Payroll) divulgado nesta sexta.

O resultado veio acima da estimativa do mercado de criação de 175 mil vagas de trabalho no mês passado, segundo mediana do levantamento da Bloomberg. No mês de janeiro foram criadas 225 mil novas vagas.

O Departamento de Trabalho dos EUA informou também que a taxa de desemprego norte-americana ficou em 3,5%, enquanto a expectativa era de estabilidade a 3,6%, segundo analistas do mercado consultados pela Bloomberg.

Dólar em alta

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Após o dólar atingir uma nova máxima histórica, chegando a R$ 4,66 mesmo após o Banco Central oferecer US$ 3 bilhões em leilões de swap, a autoridade monetária ofertou mais 40.000 contratos nesta sexta-feira, equivalentes a US$ 2 bilhões.

Na véspera, questionado sobre a alta do dólar, o ministro da Economia, Paulo Guedes,  que “isso era perfeitamente previsível”. Em seguida, ensaiou uma lista de explicações: “Tem o coronavírus, a desaceleração global, incertezas… O que vocês (imprensa) estavam dizendo há um ou dois dias? Que está um caos, que o presidente não se entende com o Congresso, que não está havendo coordenação política, toda hora tem uma bomba… Se está havendo todo esse frisson, o dólar sobe um pouco.”

Guedes disse também que o câmbio preocupa quando sobe rápido, mas, para isso, o Banco Central (BC) atua. “Está provendo boa liquidez”, comentou. O ministro também afirmou que empresas que remetem recursos para fora do País também influenciam a cotação do câmbio.

Coronavírus no Brasil

O Brasil tem 9 casos confirmados do coronavírus, com destaque para o fato de que houve a transmissão local da doença em pelo menos um caso. Seis casos foram confirmados em São Paulo, 1 no Rio de Janeiro, 1 no Espírito Santo e 1 na Bahia. No Distrito Federal, um paciente aguarda contraprova. Duas pessoas contaminadas em São Paulo têm relação com o primeiro caso registrado no país, de um homem de 61 anos que voltou de Milão, no Norte da Itália.

Por conta do surto de coronavírus, Jair Bolsonaro suspendeu viagem à Polônia, Hungria e Itália, segundo aponta o Estadão. Contudo, o presidente se reunirá com Donald Trump neste sábado (7), durante sua viagem aos Estados Unidos.Segundo o porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, “esta visita servirá para reforçar os vínculos com um dos principais estados americanos, que abriga uma comunidade de quase 400 mil brasileiros”.

Noticiário corporativo

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) assinou um acordo para vender 43 imóveis para a gestora de fundos TRX. A transação tem o valor de R$ 1,25 bilhão e inclui combinações de aluguéis das lojas por 15 anos. Os imóveis pertencem ao grupo e neles funcionam supermercados e hipermercados das três bandeiras, Pão de Açúcar, Extra e Assaí.

Ainda em destaque, o Conselho de Administração da CVC anunciou o pedido de renúncia apresentado pelo CEO  Luiz Fernando Fogaça, com efeitos a partir de 30 de março de 2020, sendo certo que até tal data o executivo continuará no exercício de suas funções de forma a contribuir no processo de sucessão. “Para ocupar a posição de Diretor Presidente da Companhia, o Conselho de Administração aprovou a indicação do Sr. Leonel Andrade. Leonel Andrade foi Diretor Presidente da Losango, da Credicard e da Smiles Fidelidade, ocupando por 15 anos o principal cargo de gestão dessas empresas”

Já B3 (B3SA3), Natura (NTCO3), Hering (HGTX3) e a Santos Brasil (STBP3) publicaram balanços na noite de ontem. A operadora da Bolsa brasileira B3 fechou o quarto trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 732,9 milhões, o que representa uma alta de 25,7% sobre o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano passado, a companhia teve lucro de R$ 2,713 bilhões, avanço de 29,9% sobre 2018. Veja mais clicando aqui. 

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