Ibovespa cai mais de 1% na reta final à espera do Datafolha

Índice chegou a zerar as perdas, mas voltou a registrar baixa nesta quinta-feira com estatais e bancos em queda, enquanto Vale e siderúrgicas avançam

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SÃO PAULO – Após ficar estável na sessão de ontem, o Ibovespa acentua ainda mais as quedas na reta final da sessão, em um dia volátil para o índice. O benchmark da Bolsa chegou a se recuperar no início da tarde, mas logo voltou a acentuar as perdas.

O mercado espera pela pesquisa Datafolha, que sairá hoje no Jornal Nacional e repercutindo também o noticiário misto da China. O mercado também digere o resultado da reunião de política monetária do Federal Reserve. Às 16h10 (horário de Brasília), o índice registrava queda de 1,22%, a 58.410 pontos, voltando a intensificar as perdas após chegar a virar por um breve momento para o positivo.

A princípio, apontam os analistas, a expectativa era de que as ações da Petrobras, assim como de bancos e outras estatais, tivessem um dia mais positivo. Porém, após três fortes altas, o dia é de realização de ganhos. Na mínima do dia, os ativos PETR4 chegaram a cair 3,5%, chegaram a reduzir as perdas, mas agora chegam a registrar baixas do mesmo patamar. Já para Vale e siderúrgicas, o dia é positivo mesmo com os dados mistos no gigante asiático, em meio a alta do dólar e as perspectivas para o preço de minério de ferro. 

Vale ressaltar a fala do Gavin Wendt, fundador e analista sênior de recursos da Mine Life Pty, que destacou que o minério de ferro deverá se estabilizar com o fechamento de minas, referindo-se aos potenciais fechamentos de minas que restringiriam o crescimento da produção. “Nós ainda veremos o ciclo e a volatilidade do preço nisso, mas se os produtores de alto custo saem do mercado, isso reduzirá o abastecimento, então dará alguma estabilidade ao preço”. 

Ontem, no noticiário nacional, o mercado repercutiu a pesquisa Ibope, mas fechou estável digerindo a decisão do Federal Reserve de reduzir novamente o programa de compra de títulos, mas com sinalizações de que vai manter os juros baixos por “tempo considerável”. A consultoria LCA Consultores continua a avaliar que o juro básico americano será elevado a partir de meados do ano que vem – perspectiva que fica reafirmada com o desfecho da reunião de ontem – e projeta velocidade de ajuste apenas ligeiramente mais lenta do que o antecipado pelos participantes do FOMC.

No noticiário corporativo, as construtoras agitam o mercado nesta sessão, com destaque para a alta da MRV (MRVE3). Ainda ontem, o ministro Guido Mantega anunciou a ampliação do programa Minha Casa Minha Vida em 350 mil unidades e a prorrogação por quatro anos o regime especial de tributação aplicado a esse segmento habitacional.

O programa MCMV está em sua segunda fase e, segundo ministro, já foram contratadas até o momento 2,550 milhões de unidades e até o fim do ano outras 200 mil também serão contratadas. Com o acréscimo, que vale para o período de janeiro a junho de 2015, a segunda fase do programa passa ser 3,1 milhões de habitações.

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 BRML3 BR MALLS PAR ON 20,06 -5,42
 CCRO3 CCR SA ON 17,91 -5,34
 MRFG3 MARFRIG ON 6,81 -5,29
 KROT3 KROTON ON EB 14,83 -4,01
 BRPR3 BR PROPERT ON 13,70 -3,45

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 CSNA3 SID NACIONAL ON 10,02 +3,83
 FIBR3 FIBRIA ON 27,08 +3,56
 BRKM5 BRASKEM PNA 16,29 +2,91
 SUZB5 SUZANO PAPEL PNA 10,09 +2,44
 USIM5 USIMINAS PNA 8,24 +2,36
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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.