Ibovespa cai mais de 1% e dólar sobe forte em resposta a nova elevação do IOF

Bolsa brasileira acompanha perdas de Wall Street, onde dados do setor imobiliário e resultados de peso dividem as atenções

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SÃO PAULO – Mantendo a mesma tendência observada na abertura, o Ibovespa segue em forte baixa no início da tarde desta terça-feira (19) e perde os 71 mil pontos. A bolsa brasileira acompanha a queda registrada nas principais bolsas dos Estados Unidos e da Europa, que por sua vez repercutem a série de referências do dia, como resultados corporativos, indicadores norte-americanos e alta do juro básico na China.

Por aqui o mercado também repercute o anúncio feito na noite passada de elevação do IOF cobrado sobre investimentos estrangeiros em renda fixa e fundos multimercados e de ações – que passa de 4% para 6% – e também do IOF cobrado sobre a margem de garantia em todas as aplicações feitas no mercado futuro da BM&F Bovespa por estrangeiros. A medida, de acordo com Guido Mantega, visa conter a entrada de capital especulativo de curto prazo no País.

Ibovespa cai mais de 1% e perde os 71 mil pontos
O Ibovespa apresenta baixa de 1,39% nesta tarde e atinge 70.738 pontos. O volume financeiro é de R$ 3,555 bilhões.

Depois de apresentar prévia dos seus resultados do terceiro trimestre e anunciar que seu Conselho de Administração aprovou a celebração de todos os atos para o ingresso da companhia no Novo Mercado, as units da ALL (ALLL11) aparecem como maior queda do Ibovespa nesta tarde. As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ALLL11 ALL UNT N2 17,09 -4,79 +4,92 54,11M
 CYRE3 Cyrela Realty ON 23,98 -4,46 +0,12 48,05M
 SBSP3 Sabesp ON 39,92 -4,36 +16,69 7,32M
 RSID3 Rossi Resid ON 17,55 -4,15 +16,47 18,56M
 OGXP3 OGX Petróleo ON 22,02 -3,84 +28,77 316,66M

Já as units do Santander corrigem parte das perdas da véspera e escapam da tendência majoritária de queda da bolsa, liderando a ponta compradora do Índice Bovespa. As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 SANB11 Santander BR UNT 25,08 +2,24 +7,50 22,66M
 PCAR5 Pao de Açucar PNA 62,67 +0,87 -2,68 24,19M
 CPFE3 CPFL Energia ON 40,35 +0,62 +23,08 13,28M
 BRTO4 Brasil Telecom PN 12,27 +0,57 -26,75 5,30M
 EMBR3 Embraer ON 11,47 +0,53 +22,40 16,69M

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
 

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Destaques dos mercados
O Housing Starts registrou 610 mil casas em início de construção nos EUA no resultado anualizado de setembro, superando as expectativas. Já o indicador que mensura o número de autorizações para construção de novas casas nos EUA (Building Permits) computou 539 mil permissões, o que representa uma desaceleração em relação ao indicador de agosto.

Resultados corporativos de importantes empresas norte-americanas também tem grande peso no andar dos negócios nesta tarde. Apple e IBM divulgaram seus resultados nesta manhã, que apesar de terem sido positivos não conseguiram puxar as ações para cima.

Já a Coca-Cola publicou aumento de 8,4% dos seus ganhos no terceiro trimestre, com um lucro líquido de US$ 2,06 bilhões – suas ações escapam das perdas vistas em Wall Street. O avanço de 2,2% nos lucros da Johnson & Johnson não impede a leve queda das ações.

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Entre os grandes bancos, o Bank of America registrou perdas acima do esperado, enquanto o Goldman Sachs trouxe números positivos, superando as expectativas do mercado, o que impulsiona a alta de mais de 3% de seus papéis na NYSE.

Outra referência de peso divulgada há pouco veio da China. Em resposta às expectativas de aceleração da inflação no país, o PBoC anunciou elevação de suas taxas de referência para depósitos e empréstimos em 0,25 ponto percentual.

Câmbio e renda fixa
Mantendo o movimento visto pela manhã, o dólar comercial segue no campo positivo no início da tarde desta terça-feira , cotado a R$ 1,689 na venda, forte alta de 1,38%.

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Em sessão marcada pela nova elevação da alíquota do IOF e pelo começo da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), os juros futuros operam nesta manhã com tendência de alta, mais acentuada nos contratos com vencimento mais longo.

Treasuries e petróleo
Com a trajetória negativa nas bolsas de Wall Street, a procura pelos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de longo prazo nos EUA, avança, apresentando yield de 2,51%. Já o risco-país sobe para 187 pontos-base.

No mercado de commodities, a sessão desta terça-feira também conta com cotações negativas, com destaque para os metais como ouro e prata e também o petróleo, que recuam no início da tarde. Em Nova York, os contratos futuros de petróleo com vencimento em novembro são negociados a US$ 84,42, uma desvalorização de 2,31%.