Conteúdo editorial apoiado por

Ibovespa cai com receios sobre conflito no Oriente Médio, mas Petrobras limita baixa

Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no sábado, com Teerã respondendo com mísseis contra Israel e países vizinhos do Golfo

Reuters

Ativos mencionados na matéria

Publicidade

SÃO PAULO, 2 Mar (Reuters) – O Ibovespa recuava nesta segunda-feira, contaminado pela aversão a risco com o aumento da tensão no Oriente Médio, mas o movimento negativo era atenuado pelo forte avanço da Petrobras (PETR3, PETR4), que acompanhava o salto dos preços do petróleo no exterior após Estados Unidos e Israel atacarem o Irã no fim de semana.

Por volta de 10h40, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,46%, a 187.926,43 pontos. O volume financeiro somava R$3,26 bilhões.

Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no sábado, com Teerã respondendo com mísseis contra Israel e países vizinhos do Golfo. A operação, condenada pela China, matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, fez o preço do petróleo disparar no mercado internacional e motivou a busca de ativos mais seguros.

Viva do lucro de grandes empresas

“Em função do início de um novo conflito armado, os mercados acionários começam o mês de março despencando mundo afora”, afirmou a Ágora Investimentos, em relatório a clientes.

“Em momentos como este, os ativos considerados mais seguros tendem a registrar forte demanda, à medida que os investidores reduzem exposição ao risco em suas carteiras, o que deve continuar provocando ajustes para além da sessão de hoje, a depender da evolução dos acontecimentos.”

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, afirmou nesta segunda-feira que levará tempo para atingir os objetivos militares no Irã, acrescentando que os Estados Unidos continuam a enviar tropas adicionais para o Oriente Médio, mesmo após um grande reforço militar.

No exterior, os futuros acionários norte-americanos apontavam uma abertura negativa em Wall Street, mesma tendência observada nas bolsas europeias.

A queda no primeiro pregão de março tem ainda como pano de fundo mais um desempenho mensal positivo do Ibovespa, com ganho de 4% em fevereiro, novamente apoiado pelo fluxo de capital externo, que até o dia 25 mostrava um saldo positivo superior a R$15 bilhões no mês passado.

DESTAQUES