Ibovespa cai com nova derrocada da OGX; Petro sobe 1% à espera do resultado

Petrolífera de Eike Batista abre com queda de mais de 10% e puxa mercado para baixo; estatal divulga seu resultado do 3º trimestre hoje a noite

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SÃO PAULO – O Ibovespa repete o movimento dos dois últimos pregões e opera em queda, mais uma vez pressionado pelas ações da OGX Petróleo (OGXP3). Segundo cotação das 10h32 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira recuava 0,44%, a 54.634 pontos, com os papéis da petrolífera de Eike Batista liderando as perdas do índice, tendo chegado a cair mais de 10% nesta manhã.

Diante da ausência de novidades de peso no noticiário econômico, os investidores ficam na expectativa do balanço trimestral da Petrobras (PETR3, PETR4). De acordo com a média de 4 projeções compiladas pelo InfoMoney, a estatal terá um lucro líquido de R$ 5,41 bilhões, queda de 2,75% na comparação com o mesmo período do ano passado. Eles ainda apontam cinco motivos para que os números da companhia não sejam muito animadores. Apesar disso, as ações da companhia aparecem entre as maiores altas do Ibovespa nesta manhã – PETR3 sobe 0,88%, a R$ 17,21, enquanto PETR4 avança 1,26%, para R$ 18,48.

Apesar da alta da Petrobras, que detém uma das maiores participações na carteira teórica do Ibovespa, o número muito maior de papéis em queda nesta manhã colabora para mais um dia negativo no mercado brasileiro. E a principal queda fica mais uma vez com a OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,33, -8,33%), que chegou a cair 13,9% nos minutos iniciais com a notícia veiculada no Valor de que a petrolífera de Eike Batista e os detentores de US$ 3,6 bilhões em títulos de dívida internacional da companhia terminaram a reunião de ontem sem chegar a nenhum acordo, aumentando assim os temores de que a empresa não consiga pagar sua dívida até o prazo limite – 1 de novembro.

Outras quedas
Os temores de calote da OGX puxam outras empresas do Grupo EBX, como MMX Mineração (MMXM3, R$ 0,86, -2,27%), LLX Logística (LLXL3, R$ 1,19, -1,65%) e OSX Brasil (OSXB3, R$ 0,74, -5,13%) – esta última é a única que não faz parte do Ibovespa.

Ainda dentro da carteira teórica do índice, aparece entre as maiores quedas as ações da Tim Participações (TIMP3, R$ 11,08, -4,57%), e da Hering (HGTX3, R$ 31,10, -4,31%). A varejista de roupas, aliás, divulgou na noite anterior seus resultados do 3º trimestre do ano, revelando números piores do que o esperado pelos analistas. Além da Hering, Renner e Grendene também soltaram seus números trimestrais.

Noticiário internacional
Lá fora, a safra de resultados corporativos também segue agitada: destaque nos EUA para a Procter & Gamble, que trouxe lucro de US$ 3,03 bilhões, 
dentro do esperado pelos analistas, e na Europa para as montadoras Renault chegaram e Volvo, que repetiram o feito da Daimler na véspera e trouxeram números piores do que o esperado pelo mercado.

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Na Europa, a agenda de indicadores econômicos da Alemanha e Inglaterra agitam os investidores. Do lado positivo, o PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido marcou a maior expansão desde o segundo trimestre de 2010, ao mostrar um crescimento de 0,8% frente ao trimestre anterior. Por outro lado, os dados de sentimento das empresas na Alemanha decepcionaram ao contrariar a expectativa de alta e caírem pela primeira vez em seis meses. Conforme apontou o economista sênior do ING, a queda do indicador é um bom lembrete de que a invulnerabilidade alemã pode não durar para sempre. 

Ainda na agenda europeia, destaque para o último dia da reunião de Cúpula do Conselho Europeu, com destaque para a questão da espionagem dos EUA na Europa devendo chamar a atenção entre os assuntos que serão mais discutidos na pauta. Além disso, destaque para o pronunciamento de Jörg Asmussen, membro do conselho do BCE (Banco Central Europeu) 15h (horário de Brasília).


Idealizador e apresentador do canal Stock Pickers