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SÃO PAULO – O Ibovespa opera em baixa nesta quinta-feira (16) com correção após sucessivas altas nos últimos pregões somada a notícias ruins sobre a Petrobras e um aumento nas tensões com a situação da Grécia. Além disso, ainda trazia um impacto limitado a qualificação como crime das chamadas “pedaladas fiscais” pelo TCU (Tribunal de Contas da União), trazendo ainda mais preocupação com o cenário político.
Às 14h52 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira caía 0,49%, a 54.649 pontos, enquanto o dólar comercial passava a operar na mínima do dia, com queda de 1,04% a R$ 3,0018 na compra e a R$ 3,0028 na venda.
Para o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger, a queda da Bolsa era explicada principalmente por uma realização frente às fortes altas das últimas semanas, especialmente no caso da Petrobras. “A baixa vem principalmente por conta da estatal, que está caindo até pouco hoje diante das notícias”, avalia. Ele ainda lembra que no ano, o principal índice da BM&FBovespa já sobe 10%, de modo que alguns investidores procurem embolsar lucros com medo de uma virada mais à frente.
Do lado internacional, os mercados refletem, embora de maneira um pouco mais limitada, a questão da Grécia, explica ele. Hoje, a presidente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, afirmou que tem alertado o ministro de Finanças da Grécia, Yannis Varoufakis, contra adiar os pagamentos devidos ao fundo. Lagarde disse que há três décadas o conselho do FMI não aprova um adiamento de pagamentos e que nenhuma economia avançada já pediu oficialmente tal flexibilidade.
O dia também é de divulgação da segunda prévia do Ibovespa, que mostrou mais uma saída do índice. A Light (LIGT3) e PDG (PDGR3) junta-se a incorporadora Even (EVEN3) no grupo das empresas que não terão mais seus papéis negociados dentro da carteira teórica do benchmark. Já Smiles (SMLE3) consolida-se como entrada.
Ações em destaque
Os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) operavam em queda após cinco sessões de alta e um acúmulo de 40% de valorização em abril. A empresa, informou ontem que o plano de desinvestimento da companhia divulgado no início de março não inclui ativos do pré-sal.
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A companhia divulgou comunicado ao mercado em resposta a pedido de esclarecimentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre reportagem do jornal Valor Econômico que afirma que a Petrobras teria incluído ativos do pré-sal no pacote de desinvestimentos. Enquanto isso, a Fitch Ratings afirmou que a petroleira está apta a passar por 2015 sem precisar recorrer aos mercados de dívida, graças a sua forte posição de caixa, afirmou um analista da agência de classificação de risco Fitch Ratings.
Do lado das altas, a CSN (CSNA3) subia 5% com notícia de que a siderúrgica irá vender sua participação na Usiminas (USIM5). Pelo lado desta, suas ações caem após dispararem 14% na véspera. A disputa na companhia continua: a Justiça de Minas Gerais concedeu na quarta-feira liminar que suspende a eleição do empresário Lírio Parisotto para vaga no Conselho de Administração da Usiminas, após eleição ocorrida no último dia 6. A liminar também suspendeu a eleição do suplente de Parisotto, Mauro Cunha, presidente do Conselho da associação de acionistas minoritários Amec. O pedido de liminar foi feito pela Ternium, membro do grupo de controle da siderúrgica e que afirmou que a eleição de ambos foi ilegal.
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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Dados fracos sustentam alta na Ásia
As bolsas europeias operam em queda e as asiáticas subiram com dados fracos na China e nos Estados Unidos. O premiê da segunda maior economia do mundo, Li Keqiang disse que é muito difícil que o país retome o crescimento de 7% este ano.
Indicadores econômicos decepcionantes têm sido bons para ativos de risco esta semana, com dados fracos da China divulgados na quarta-feira aumentando ainda mais expectativas por estímulos monetários de Pequim, enquanto dados igualmente fracos dos Estados Unidos também ajudaram a atenuar as perspectivas de elevação antecipada dos juros pelo Federal Reserve, banco central do país.
Uma recuperação no petróleo têm dado um impulso adicional às ações ao fortalecer papéis do setor de energia. O índice japonês Nikkei teve alta de 0,1 por cento, recuperando uma queda devido a um iene mais forte.
Já no velho continente, a bolsas caem após operarem por vários dias nas máximas históricas. Preocupações com a situação da Grécia também motivam a queda. A tranche final de empréstimos internacionais do programa de ajuda da Grécia não será paga a Atenas neste mês, afirmou ontem uma porta-voz do Ministério de Finanças da Alemanha, reduzindo as expectativas para uma reunião de ministros de Finanças da zona do euro que será realizada ainda este mês para discutir o assunto.
No entanto, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse à Reuters que está “firmemente otimista” de que seu governo chegará a um acordo com credores estrangeiros até o final de abril apesar de discordâncias sobre questões importantes como reformas trabalhistas e de aposentadorias. As declarações foram dadas no momento em que Atenas se vê diante da perspectiva de ficar sem dinheiro em questão de semanas a menos que feche um acordo com credores europeus e o Fundo Monetário Internacional (FMI) que abra caminho para a liberação de ajuda.
Em relatório ao mercado, a XP Investimentos diz que além das preocupações com a Grécia, os investidores avaliam discurso do presidente do Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, que afirmou que, mesmo com sinais de enfraquecimento da economia norte-americana nos últimos meses, é possível oferecer “fortes argumentos” a favor da elevação das taxas de juros em junho, quando ocorre a próxima reunião do comitê de política monetária. “Lacker, que participa das votações do comitê neste ano, disse que o desempenho econômico tem sido afetado por “fatores temporários””, lembra o texto da corretora.
Nos indicadores, o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 12 mil na semana encerrada em 11 de abril, para 294 mil, de acordo com Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. A alta veio acima do previsto por analistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam um total de 280 mil solicitações.
O mercado ainda aguarda as falas dos presidentes dos Federal Reserves regionais como Dennis Lockhart (Atlanta), Eric Rosengren (Boston) e Stanley Fischer (vice-presidente da autoridade monetária).
No mercado de commodities, o petróleo tem um dia de correção depois de subir 5% ontem com o aumento menor do que o esperado nos estoques da commodity nos EUA, de 1,3 milhões e de especulações de que o boom do xisto está esfriando nos EUA. O barril do WTI (West Texas Intermediate) caía 2,46%, a US$ 55.
(Com Agência Estado e Reuters)