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SÃO PAULO – O Ibovespa tem queda nesta quinta-feira (6) pressionado fortemente pela queda nas bolsas internacionais e por mais uma frustração de expectativas a respeito do reajuste dos preços do combustível. Além desses faotres, ainda há a ata do Copom que gera controvérsia entre analistas sobre o quanto ela sinaliza de um combate mais duro à inflação. Às 10h53, o índice cai 2,12%, a 52.558 pontos, enquanto o dólar sobe 0,63%, a R$ 2,530.
Na noite de ontem a Petrobras (PETR3; PETR4) afirmou que a orientação do seu Conselho Administrativo era pela manutenção do nível de preços da gasolina e do diesel. O mercado esperava que na terça (4), fosse decidido um reajuste que desafogaria os cofres da estatal, que sofreu com a defasagem entre os preços internos e os praticados lá fora. Ações da petroleira ON e PN caem 3,75%, a R$ 13,34 e 4,31%, a R$ 13,78.
Na agenda de indicadores está a ata do Copom e a Pnad Contínua do IBGE, com importantes dados macroeconômicos do Brasil. Documento da autoridade monetária, divulgado às 8h30, falou em persistência da inflação e realinhamento de preços administrados. A instituição, inclusive, retirou da ata o trecho em que afirmava que pressões inflacionárias tendem a arrefecer, dizendo que a política monetária deve se manter “especialmente vigilante”.
Segundo o analista Célson Plácido da XP Investimentos, a ata do Copom sinaliza que devem ocorrer aumentos da Selic ainda mais altos nas próximas reuniões. Na contramão, Luciano Rostagno da Mizuho acredita que ata mostra que altas serão moderadas e graduais. “Se esperava uma ata um pouco mais hawkish, pelo fato do BC ter subido juros de forma inesperada’’, disse.
Ainda faz pressão na Bolsa hoje, comentário da S&P, dizendo que trabalha com um cenário de mudança na política econômica do brasil e que aguarda a definição do nome do novo ministro da Fazenda, mas destacou que a execução da política por quem assumir o cargo é o que importa. Mais cotados atualmente para ocupar o quadro são Nelson Barbosa e Henrique Meirelles.
Destaques
Embraer (EMBR3; -0,12%, a 24,07) abre em queda após registrar prejuízo líquido de mais de R$ 24 milhões. Apesar disso, relatório da XP Investimentos continua “recomendando exposição ao ativo para médio/longo prazo, baseado no ambiente doméstico desafiador, desvalorização relevante do real e melhor perspectiva de crescimento global com relação ao brasileiro”.
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Por outro lado, um dos melhores desempenhos fica com os papéis da Eletropaulo (ELPL4), que são cotados a R$ 7,50 e apresentam forte alta de 1,76%. Ações da companhia sobem por resultado corporativo considerado positivo e depois de queda de mais de 12% nos últimos 30 dias. Apesar disso, aumentam as expectativas em relação a um anuncio de racionamento de energia para o ano de 2015 com elevação de 4,7% para 5% o risco de déficit de energia na região Sudeste/Centro-Oeste em 2015, segundo o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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Cenário externo
Lá fora, as bolsas europeias caem com espera por fala do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi. O BCE já cortou as taxas de juros duas vezes na região, além de oferecer empréstimos de longo prazo e realizou compras cobertas de títulos para tentar estimular o crescimento na Europa. Draghi tem dito que os agentes políticos são unânimes em sua vontade para aumentar os estímulos se necessário, buscando evitar uma queda dos preços e com as famílias adiando gastos.
Na Alemanha, as encomendas da indústria cresceram apenas 0,8% e ficaram abaixo das projeções. Pesquisa Reuters mostrava que o consenso das previsões era de um aumento de 2,3% no período.
Já na Ásia, o que impactou as bolsas foi a queda dos preços das commodities com preocupação por um crescimento mais lento da economia global. O índice japonês Nikkei fechou em queda de 0,86% após especuladores realizarem lucros da alta de mais de 8% nos últimos três dias, graças à decisão surpreendente do banco central do Japão, na sexta-feira, de ampliar seu estímulo monetário.