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SÃO PAULO – O Ibovespa caiu nesta quarta-feira (5) puxado por Banco do Brasil e Petrobras. A instituição financeira decepcionou no seu resultado e estatal sofreu com a frustração das expectativas dos investidores de que o reajuste do preço da gasolina pudesse sair ontem na reunião do Conselho Administrativo da petroleira. O índice fechou em queda de 1,26%, a 53.698 pontos, enquanto o dólar fechou cotado a R$ 2,514, uma alta de 0,37%. O volume financeiro negociado no pregão foi de R$ 5,865 bilhões.
Segundo relatório da XP Investimentos, “o governo não aproveitou o voto de confiança que boa parte dos investidores tem dado e ontem mostrou que não está próximo do seu slogan de campanha: “Novo Governo, Novas Ideias””.
Ontem (4), houve mais uma reunião do Conselho Administrativo da Petrobras para decidir em conjunto com o governo um reajuste dos preços da gasolina. No entanto, nenhuma decisão concreta foi tomada ainda em direção a um aumento no preço do combustível para desafogar os caixas da estatal, prejudicados pela defasagem que havia entre o valor do insumo no mercado interno e lá fora. Com isso, as ações da petrolífera caíram cerca de 3%.
Destaques
Puxada para alta pelo desempenho do setor financeiro ontem, a Bolsa hoje não teve tanta ajuda dos bancos, uma vez que o resultado do Banco do Brasil (BBAS3; R$ 26,47, -7,93%) decepcionou muito o mercado. Elevação no índice de inadimplência sobre operações vencidas há mais de 90 dias pressionou o balanço do banco, que registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,9 bilhões.
Assim como as do Banco do Brasil, as ações da Petrobras (PETR3; R$ 13,86, -2,74%; PETR4; R$ 14,40, -2,83%) caíram depois a frustração das expectativas dos investidores com o adiamento do reajuste da gasolina e puxam o índice Ibovespa para baixo. Ainda pesaram nos papéis da estatal as informaçõs publicadas no fim de semana no Estado de S. Paulo, afirmando que a PriceWaterhouseCoopers (PwC), auditora dos resultados financeiros da companhia, recusou-se a aprovar o balanço do terceiro trimestre da empresa.
As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:
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| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano |
|---|---|---|---|---|
| BBAS3 | BRASIL ON | 26,47 | -7,93 | +12,65 |
| BRML3 | BR MALLS PAR ON | 17,69 | -4,84 | +5,48 |
| CCRO3 | CCR SA ON | 17,46 | -3,48 | +2,80 |
| PDGR3 | PDG REALT ON | 1,19 | -3,25 | -34,25 |
| CSNA3 | SID NACIONAL ON | 8,09 | -3,23 | -43,74 |
As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano |
|---|---|---|---|---|
| ALLL3 | ALL AMER LAT ON | 6,82 | +4,12 | +4,02 |
| MRFG3 | MARFRIG ON | 6,00 | +2,39 | +50,00 |
| ESTC3 | ESTACIO PART ON | 29,05 | +1,93 | +43,52 |
| ELPL4 | ELETROPAULO PN N2 | 7,37 | +1,66 | -17,60 |
| HGTX3 | CIA HERING ON | 24,80 | +1,31 | -14,44 |
As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:
| Código | Ativo | Cot R$ | Var % | Vol1 |
|---|---|---|---|---|
| PETR4 | PETROBRAS PN | 14,40 | -2,83 | 529,85M |
| BBAS3 | BRASIL ON | 26,47 | -7,93 | 491,70M |
| ITUB4 | ITAUUNIBANCO PN ED | 36,89 | -1,10 | 352,71M |
| BBDC4 | BRADESCO PN EJ | 36,74 | -1,47 | 333,75M |
| PETR3 | PETROBRAS ON | 13,86 | -2,74 | 218,04M |
| VALE5 | VALE PNA | 20,75 | -0,24 | 212,63M |
| ABEV3 | AMBEV S/A ON ED | 16,35 | 0,00 | 181,15M |
| BVMF3 | BMFBOVESPA ON | 10,33 | -2,64 | 142,69M |
| ITSA4 | ITAUSA PN | 9,96 | -0,60 | 138,20M |
| VALE3 | VALE ON | 24,00 | -0,46 | 129,64M |
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
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Cenário externo
O mercado nos EUA tem alta com o avanço dos republicanos no Congresso norte-americano. O partido passou a deter pelo menos 51 dos 100 assentos do Senado, continuando a manter o controle da Câmara dos Representantes. De acordo com especialistas ouvidos pela CNBC, um Senado controlado pelos republicanos poderia avançar em questões como a reforma fiscal e as contas de infraestrutura energética.
Bolsas europeias também repercutiram positivamente essa mudança na composição do Parlamento dos Estados Unidos. Fora do noticiário americano, destaque para o PMI da zona do euro: as empresas da região cresceram menos do que o esperado em outubro, mesmo com uma redução de preços maior. O PMI Composto do Markit fechou outubro a apenas 52,1, um pouco maior do que os 52 observados em outubro.
Já na Ásia, o destaque fica mais uma vez para o Nikkei, que subiu 0,44% e bateu o patamar máximo em 7 anos ao fechar em 16.937 pontos em meio a novas sinalizações de estímulos por parte do Banco do Japão. Enquanto isso, as outras bolsas do continente fecharam em baixa repercutindo a queda dos preços de petróleo e as preocupações com o crescimento chinês.
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O PMI dos serviços da segunda maior economia do mundo mostrou mais uma desaceleração do gigante asiático. Houve um recuo para 52,9 pontos em outubro, frente a 53,5 pontos em setembro. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade, enquanto que abaixo, contração.