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Ibovespa cai 1,01%, puxado pelas petroleiras e outras exportadoras de commodities; Dólar tem baixa de 0,48%

Dados macroeconômicos mais fracos começam a derrubar índices, com temores sobre desaceleração de grandes economias

Vitor Azevedo

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O Ibovespa fechou em queda de 1,01% nesta quarta-feira (6), aos 125.622 pontos, puxado, principalmente, pelas baixas das empresas exportadoras de commodities.

As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3;PETR4) perderam, respectivamente, 2,38% e 3,60%. Os papéis, com peso importante na Bolsa brasileira, acompanharam o recuo de 3,80% do barril de petróleo Brent, que fechou negociado a US$ 74,27.

Hoje, nos Estados Unidos, houve a publicação do Relatório Nacional de Emprego ADP, produzido pela ADP Research Institute, em colaboração com o Stanford Digital Economy Lab. Foram criadas, em novembro, 103 mil novas vagas no setor privado, contra projeção de 130 mil da Refinitiv.

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“Dados positivos da ADP ajudaram no bom movimento dos Treasuries hoje. Os EUA criaram 103 mil vagas no setor privado em novembro, abaixo do esperado, de 130 mil vagas no mês. Além disso, o crescimento salarial também desacelerou com um aumento de salário de 5,6% no mês, considerado o ritmo mais devagar desde setembro de 2021”, fala Fabio Louzada, economista e fundador da Eu me banco.

“Os dados reforçam a queda de juros pelo Federal Reserve, que parece estar cada vez mais próxima. Agora o mercado volta a atenção para a divulgação dos dados do Payroll que saem na sexta”, completa.

Os dados macroeconômicos norte-americanos vêm, sequencialmente, sugerindo que a maior economia do mundo está desacelerando. Apesar de afastar o temor de juros altos por mais tempos, com os treasuries yields para dez anos caindo 5,4 pontos-base, a 4,117%, o que é positivo para o mercado, os números também começam a criar o temor de uma recessão ou de, ao menos, uma economia consideravelmente mais fraca – o que impacta nos preços das commodities e dos índices, mudando a percepção de lucros futuros das companhias.

Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caíram, respectivamente, 0,19%, 0,39% e 0,58%.

“Em dia lateral para as bolsas em NY, apesar do ADP ‘na medida’, com criação de empregos em nível moderado, o que deve contribuir para reduzir as pressões salariais, o mercado local sentiu a queda das commodities, principalmente o petróleo, com o Brent voltando para as mínimas desde junho de 2023”, diz Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura.

No Brasil, a curva de juros também caiu em bloco. Os DIs para 2024 perderam dois pontos-base, a 11,82%, e os para 2027, seis pontos, a 10,10%. As taxas dos contratos para 2029 recuaram sete pontos, a 10,76%, e as dos para 2031, oito pontos, a 10,76%.

“Juros americano bem tranquilo, arrefecendo, e aqui no Brasil também estamos tendo um arrefecimento bem expressivo da nossa curva, que acompanha. O que chama a atenção é essa volatilidade da bolsa mesmo. Amanhecemos no campo positivo, mas fomos perdendo fôlego e agora estamos intensificando no campo negativo. É o que demonstra uma certa perda de apetite por compra. Temos, possivelmente vários players realizando os lucros dessas últimas semanas e ficando apreensivos”, menciona Bernard Faust, sócio da One Investimentos.

Companhias ligadas ao mercado interno foram, com o recuo dos juros, destaques do Ibovespa. As ações ordinárias do GPA (PCAR3) subiram 3,92%, as da CVC (CVCB3), 2,79%, e as da Arezzo (ARZZ3), 2,50%.

O dólar, por fim, caiu 0,48% frente ao real, a R$ 4,901 na compra e a R$ 4,902 na venda.