Três na sequência

Ibovespa cai 0,89% em sua 3ª queda seguida, com abismo fiscal mais próximo

Proximidade da economia norte-americana ao "fiscal cliff" e forte queda das ações da Petrobras contribuíram para o recuo do índice de ações

SÃO PAULO – O que parecia mais um dia de fracas oscilações se tornou um pregão predominantemente negativo para o mercado. Diante do prazo cada vez mais curto para que os Estados Unidos cheguem ao acordo para evitar o abismo fiscal, o Ibovespa consolidou uma trajetória negativa durante a tarde e fechou esta quinta-feira (27) com queda de 0,89%, aos 60.415 pontos. Foi a terceira sessão consecutiva do índice no vermelho, algo que não acontecia desde o começo de novembro. O giro financeiro na Bovespa, no entanto, segue cada vez mais fraco: R$ 4,694 bilhões.

O prazo para o acordo entre republicanos e democratas para está se aproximando do fim, o que pode levar o país a uma recessão ao ter que adotar um pacote automático de corte de gastos e aumento de impostos – o conhecido abismo fiscal. Harry Reid, líder do Senado, disse que muito provavelmente o país caminhará rumo ao abismo. No entanto, a Moody’s já avisou que isso não deve fazer com que o rating dos EUA seja rebaixado. 

Os políticos norte-americanos têm até a próxima segunda-feira (31) para chegar a um acordo antes que medidas automáticas entrem em vigor. Os republicanos esperam que o Senado, de maioria democrata, tome a iniciativa de propor um plano para evitar o abismo fiscal.

Na última noite o secretário do Tesouro do país, Timothy Geithner, também chamou atenção. Ele enviou uma carta ao Congresso avisando que o país atingirá o teto da dívida na noite de ano novo. Para evitar um calote, ele tomará medidas extraordinárias, o que deve dar uma folga de US$ 200 bilhões ao país. A estimativa é que os EUA ganhem mais alguns meses com essa quantia, mas caso eles caiam no abismo fiscal os efeitos das medidas de Geithner são incertos.

Destaques de ações
Entre os destaques negativos, aparecem as ações da Rossi (RSID3), que recuaram 7,66%, fechando a R$ 4,58. Contribuiu também para o dia negativo do Ibovespa a forte desvalorização dos papéis da Petrobras (PETR3, PETR4).  As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 RSID3 ROSSI RESID ON4,58-7,66-39,4234,74M
 VAGR3 V-AGRO ON0,39-4,88+29,0520,30M
 PDGR3 PDG REALT ON3,30-4,35-42,4176,38M
 MMXM3 MMX MINER ON4,37-3,96-34,3022,95M
 PETR3 PETROBRAS ON19,50-3,42-13,22197,84M

Na outra ponta, o principal destaque ficou com as ações da Cielo (CIEL3), que registraram alta de 2,41%, valendo R$ 56,13. As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 CIEL3 CIELO ON56,13+2,41+45,4483,70M
 CESP6 CESP PNB19,26+2,34-39,178,06M
 SUZB5 SUZANO PAPEL PNA INT6,94+2,21+2,9721,81M
 NATU3 NATURA ON57,98+2,17+67,0941,48M
 HYPE3 HYPERMARCAS ON16,57+1,91+94,9446,65M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 CódigoAtivoCot R$Var %Vol1Vol 30d1Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN19,41-3,24535,98M486,60M33.046 
 VALE5 VALE PNA40,80+0,27310,43M586,32M15.502 
 PETR3 PETROBRAS ON19,50-3,42197,84M158,41M14.183 
 BBDC4 BRADESCO PN EJ34,95-1,83163,91M234,15M11.957 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN EJ33,18-1,66152,80M267,50M13.211 
 BVMF3 BMFBOVESPA ON13,78-1,64138,95M128,29M16.381 
 CMIG4 CEMIG PN EDJ22,36+0,77103,85M108,00M8.700 
 ITSA4 ITAUSA PN EJ9,65-1,53100,49M101,36M16.806 
 OGXP3 OGX PETROLEO ON4,32-1,3795,40M154,27M18.896 
 BBAS3 BRASIL ON25,06+0,2491,66M123,92M8.171 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Indicadores econômicos
Ainda nos Estados Unidos, destaque para a pauta econômica. Os pedidos de auxílio-desemprego vieram melhor do que o esperado pelos analistas na semana finalizada em 22 de dezembro ao marcar 350 mil novas solicitações – contra expectativa de 375 mil.

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Ainda por lá, a confiança do consumidor caiu para o menor nível em quatro meses em dezembro, indo de 71,5 para 65,1 – economistas esperavam leitura de 70,0. Já o New Home Sales mostrou que foram vendidas 377 mil casas novas no anualizado em novembro, quase em linha com a expectativa de 379 imóveis vendidos.