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O Ibovespa fechou em queda de 0,70% nesta sexta-feira (17), aos 109.176 pontos. Na semana, o benchmark avançou 1,02%.
O principal índice da Bolsa brasileira acompanhou, em parte, o mercado externo (com temores de alta de juros mais fortes pelo Federal Reserve), mas investidores locais também sinalizam que não pretendem “dormir comprados” na véspera do feriado de Carnaval, com a B3 voltando só às 13h (horário de Brasília) da próxima quarta-feira.
“A gente teve um dia tranquilo, com volume reduzido. A B3 volta na quarta-feira após o almoço, são quatro dias e meio sem negociação. Sempre que tem um pregão que antecede um período sem negociação, a cautela costuma predominar, ainda mais no ambiente em que estamos agora, tanto aqui quanto lá fora”, diz Anderson Meneses, CEO e fundados da Alkin Research.
O volume de negociações da B3 ficou hoje em R$ 21 bilhões, com os operadores já em ritmo de folia.
Especialistas, por aqui, seguem monitorando o noticiário político, principalmente as polêmicas envolvendo o Banco Central e o Governo Federal.
Na véspera, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em entrevista à CNN, trouxe certo tom apaziguador, diferentemente do que havia mostrando. Se antes o petista declarava que “o mercado já lucrou demais”, o discurso ontem foi mais na linha de que o governo tem de “ser tanto para investidores quanto para o povo”.
“Em política, tivemos um tom um pouco mais apaziguador com o Fernando Haddad [ministro da Fazenda] e o Roberto Campos Neto [presidente do Banco Central]. As falas dão sinais de que há um alinhamento. Ontem tivemos uma reunião do Conselho Monetário Nacional, que por não ter trazido uma alteração na meta de inflação, já é algo positivo”, explica o especialista da Alkin.
A curva de juros brasileira fechou mista. As taxas dos DIs para 2024 ganharam dois pontos-base, indo a 13,22%, e as dos DIs para 2025, um ponto, a 12,54%. Os contratos para 2027 e 2029 perderam, respectivamente, quatro e 4,5 pontos, a 12,82% e 13,17%, Os DIs para 2031 ficaram em 13,28%, com menos seis pontos.
Entre as maiores quedas do Ibovespa, figuraram ações ligadas ao mercado interno, como as ordinárias da Magazine Luiza (MGLU3), com menos 3,94%, e Méliuz, com menos 2,13%%. Commodities também tiveram um dia negativo, com 3R Petroleum (RRRP3) e PRIO (PRIO3) perdendo, na sequência, 3,60% e 5,07%. As ordinárias da Vale (VALE3) caíram 1,30%, após a companhia divulgar seu balanço do quarto trimestre.
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O dólar fechou em queda de 0,96%, negociado a R$ 5,161 na compra e a R$ 5,162 na venda. Na semana, o câmbio recuou 1,14%.
Nos Estados Unidos, os índices fecharam sem direção exata hoje. O Dow Jones subiu 0,39%, enquanto S&P 500 e Nasdaq recuaram, respectivamente, 0,27% e 0,58%. Todos, contudo, recuaram nos últimos cinco pregões.
“Lá fora, a semana foi volátil, com a principal discussão sendo inflação e juros nos Estados Unidos, principalmente após o dado de inflação ao produtor que veio nessa semana acima do esperado. Isso trouxe de volta a discussão sobre uma política monetária mais dura, com o mercado voltando a falar de uma alta de 50 pontos-base na próxima reunião, ao invés dos 25 pontos das últimas reuniões”, explica Jennie Li, estrategista de ações da XP Investimentos.
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A curva de juros americana hoje ficou estável, após as altas dos últimos dias. Os títulos do tesouro para dois anos fecharam a uma taxa de 4,617% e os para dez, em 3,813%.
“Juros mais altos tendem a ser ruins para os ativos de risco. A curva de juros americana subiu nessa semana, o que pressiona a Bolsa. Isso traz um contraste com o começo do ano, quando os índices estavam avançando”, explica Li.