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Ibovespa cai 0,25% com Petrobras nesta sexta e acumula perdas de 0,95% na semana

Acomodação nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o viés positivo em Wall Street afastaram o índice das mínimas, quando trabalhou no patamar dos 182 mil pontos

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SÃO PAULO, 25 Set (Reuters) – O Ibovespa fechou com queda modesta nesta sexta-feira, pressionado principalmente por Petrobras (PETR3, PETR4), enquanto a acomodação nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o viés positivo em Wall Street afastaram o índice das mínimas, quando trabalhou no patamar dos 182 mil pontos.

O último pregão da semana também incluiu a repercussão de nova pesquisa Datafolha, divulgada na noite da véspera, que manteve a disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, bem como a análise do IPCA-15, que revelou inflação acima das expectativas em setembro.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,27%, a 183.476,86 pontos, chegando a 182.151,01 no pior momento. Na máxima, atingiu 184.214,48 pontos. Na semana, acumulou um declínio de 0,95%.

O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$ 23,99 bilhões.

No final do dia, o rendimento do Treasury de 10 anos marcava 5,1625%, de 5,2297% na máxima do dia e 5,162% no fechamento na véspera, o que abriu espaço para melhora nos mercados, assim como o alívio nos preços do petróleo, com barril do Brent encerrando a US$ 104,32, declínio de 2,1%. Em Wall Street, o S&P 500 fechou com elevação de 0,51%.

“O cenário externo contribuiu para limitar as perdas”, afirmou o analista Matheus Villela, da gestora de patrimônio Aware Investments.

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O analista citou que o IPCA-15 pressionou o Ibovespa na abertura, mas que o cenário eleitoral é o que mais pesa sobre o sentimento na bolsa. Ele chamou a atenção para a pesquisa Datafolha, que mostrou Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio, enquanto o cenário para potencial segundo turno apontou 47% a 45%, respectivamente.

“A variação foi de apenas um ponto e está dentro da margem de erro, mas o mercado tem precificado qualquer mudança de tendência”, afirmou Villela. Na pesquisa anterior, o placar era de 39% a 36% no primeiro turno e 46% a 44% no segundo turno, a favor do petista em ambos os casos. “Com o primeiro turno a pouco mais de uma semana, esperamos volatilidade elevada até lá.”

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