Ibovespa busca consolidar alta, com blue chips compensando forte queda de OGX

Possível pedido de arbitragem após "put" leva ações a OGX a caírem mais de 13%; Petro e Vale sobem mais de 1%

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SÃO PAULO – O Ibovespa tenta firmar uma tendência positiva nesta segunda-feira (9), apesar da pressão causada pela queda da OGX Petróleo. Com 6,8% de participação no índice, a empresa mostra forte oscilação, após Eike Batista, controlador da petrolífera, anunciar que pode pedir arbitragem após a companhia ter exercido a “put” na última sexta-feira (6). Após oscilar entre queda de 0,92% e alta de 0,59%, às 11h51 (horário de Brasília), o Ibovespa avançava 0,36%, a 53.941 pontos.

Apesar da queda da OGX (OGXP3, R$ 0,45, -13,46%), mais de 40 das 73 ações que compõem o Ibovespa sobem mais de 1%, equilibrando o índice. Entre as maiores altas, destaque para o setor imobiliário com Rossi (RSID3, R$ 3,12, +4,70%), MRV (MRVE3, R$ 9,70, +3,63%), Gafisa (GFSA3, R$ 3,35, +3,40%) e Cyrela (CYRE3, R$ 16,97, + 2,97%). As blue chips Vale (VALE3, R$ 36,73, +2,37%; VALE5, R$ 32,88, +2,11%) e Petrobras (PETR3, R$ 17,10, +1,48%; PETR4, R$ 17,95, +1,07%) também estimulam o Ibovespa – juntas, as 6 empresas possuem 25,5% de participação na composição do benchmark da bolsa brasileira. Siderúrgicas também registram fortes ganhos, com destaque para a Gerdau (GGBR4, R$ 17,34, +2,91%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 21,65, +3,14%), refletindo, assim como a Vale, os dados positivos vindos da China. 

No lado negativo, Gol (GOLL4, R$ 10,40, -3,26%), LLX Logística (LLXL3, R$ 1,61, -2,42%) e Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 97,55, -1,08%), Anhanguera (AEDU3, R$ 13,93, -1,07%) e Sabesp (SBSP3, R$ 22,03, -1,03%) mostram desvalorização de mais de 1%.

Indicadores econômicos
Por aqui, o relatório Focus elevou a previsão para a Selic e acredita que a taxa chegue a 9,75% ao ano, tanto em 2013 quanto em 2014. O relatório apontou ainda maior expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para o final deste ano, em 2,35% ante 2,32% na projeção anterior – para 2014, a expectativa caiu de 2,30% para 2,28% de crescimento.

Já na China, as exportações subiram 7,2% em agosto, mostrando um sinal de recuperação na segunda maior economia do mundo. Além disso, a inflação no país ficou em linha com o esperado, com alta de 2,6% no mês.

Também animam os investidores dados japoneses, que mostraram avanço de 3,8% na revisão do PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre – a preliminar apontava crescimento de 2,6% na base anual. Com isso, a bolsa de Tóquio mostrou maiores sinais de otimismo – cidade esta que foi escolhida como sede das Olimpíadas de 2020.

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Síria ainda pressiona
Por outro lado, a possível intervenção militar na Síria pressiona os índices europeus, que registram sinais mistos nesta sessão, apesar do aumento na confiança da zona do euro, que atingiu seu maior nível em mais de dois anos em setembro. Na Itália, começa nesta segunda-feira o julgamento para decidir se o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi será expulso da política, após um governo recheado de escândalos. Os temores giram em torno da possível cisão na coalizão que governa o país, após Berlusconi ameaçar derrubar o atual premiê, Enrico Letta, caso seja punido com a expulsão.

Sobre a Síria, acredita-se que os EUA decidam se e quando ocorrerá o ataque ainda nesta semana, enquanto o presidente Barack Obama busca apoio no Congresso e na ONU (Organização das Nações Unidas). O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, reiterou a importância de uma ação militar na Síria, mas ressaltou que a operação deve ser limitada e de curto prazo.