Ibovespa bate recordes e fecha acima dos 179 mil pontos com forte fluxo estrangeiro

Índice emplaca cinco altas seguidas, sobe 1,98% no dia e acumula ganho de 8,66% na semana, com rotação global de portfólios favorecendo o Brasil

Reuters

Imagem ilustra movimentação e volatilidade na Bolsa de Valores (Imagem gerada com auxílio IA/Leonardo Albertino
Imagem ilustra movimentação e volatilidade na Bolsa de Valores (Imagem gerada com auxílio IA/Leonardo Albertino

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Ibovespa encerrou a semana com novos recordes, acima dos 178 mil pontos pela primeira vez, confirmando nesta sexta-feira a quinta sessão seguida de sinal positivo, embalado por um fluxo de capital externo oriundo de um amplo movimento de rotação de global de portfólios.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 1,86%, a 178.858,54 pontos, chegando a 180.532,28 na máxima do dia – novos recordes para fechamento e intradia, respectivamente. Na mínima, marcou 175.589,66 pontos.

O volume financeiro no pregão somou R$35,96 bilhões, novamente acima da média diária do ano e, principalmente, de 2025.

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Na semana, o Ibovespa acumulou uma valorização de 8,53%, ampliando o ganho neste começo de ano para 11,01%.

A bolsa paulista segue tracionada principalmente por compras de estrangeiros que, apenas neste mês, já registram uma entrada líquida de R$ 12,35 bilhões na bolsa paulista, segundo dados da B3 até o dia 21. Em todo o ano de 2025, o saldo positivo ficou em aproximadamente R$ 25,5 bilhões.

Nessa semana, além do fluxo estrangeiro, favorecido pela rotação global em direção a emergentes, a equipe de macroeconomia do Santander Brasil, chefiada por Ana Paula Vescovi, atrelou a alta do Ibovespa ao alívio do risco geopolítico, conforme relatório a clientes.

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A perspectiva entre estrategistas é de que o horizonte segue positivo para as ações brasileiras, dado o cenário macro global favorável e o movimento de realocação de recursos, saindo principalmente, dos Estados Unidos, além da perspectiva de um ciclo de corte de juros no Brasil.

Na próxima semana, aliás, decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil devem concentrar as atenções, principalmente os comunicados divulgados ao término das reuniões de ambos os bancos centrais na quarta-feira. Para as taxas em si, as apostas no mercado são de manutenção em ambos os países.

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