Ibovespa bate máxima com alívio externo e dados mistos nos EUA; Vale cai mais de 2%

Índice segue exterior e sobe, também de olho na votação dos vetos presidenciais e nos dados mistos dos Estados Unidos
(Shutterstock)
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SÃO PAULO – Em dia de euforia no mercado, o Ibovespa ampliou ganhos, acompanhando o maior apetite por riscos no exterior durante o começo da tarde. Às 14h57 (horário de Brasília), o índice subia 1,75%, a 47.667 pontos, em seu maior patamar na sessão. Apenas 6 das 64 ações que compõe a carteira do benchmark da Bolsa brasileira apresentavam quedas superiores a 1%, sendo a Vale (VALE3; VALE5) uma das maiores baixas mais uma vez. Também no campo negativo, figuram as companhias do setor elétrico e exportadoras, no embalo da queda de 0,25% do dólar comercial no mesmo horário, cotado a R$ 3,8090 na venda.

No plano doméstico, o mercado fica atento à votação dos vetos presidenciais e o novo fôlego conquistado pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy. Por aqui, a agenda política está bastante movimentada nesta sessão, com as expectativas de que serão votados, a partir das 19h, os vetos presidenciais restantes da pauta-bomba pelo plenário do Congresso Nacional.

Entre os textos analisados pelos parlamentares, destaque para o veto relativo ao projeto que concede reajustes de até 78% aos servidores do Judiciário. Também vale observar a instalação da já atrasada comissão especial que vai analisar a proposta de prorrogar e elevar a alíquota da DRU (Desvinculação de Receitas da União) – projeto essencial para o equilíbrio das contas do governo no ano que vem. Vale destacar ainda as novas notícias sobre Joaquim Levy: segundo o jornal Valor Econômico, Lula vai reduzir pressão para Dilma substituir o ministro da Fazenda, enquanto PT insiste em substitui-lo por Henrique Meirelles.

Os EUA também divulgam números importantes para a economia. Os preços aos consumidores nos Estados Unidos subiram 0,2% em outubro, em linha com o esperado, após dois meses seguidos de queda, com aumento no custo da gasolina e de uma série de outros bens, sinal de que o peso sobre a inflação do dólar forte e dos preços mais baixos do petróleo começa a diminuir. Por outro lado, a produção industrial registrou queda de 0,2% em outubro, ante expectativa de alta de 0,1%. 

Noticiário corporativo
No radar dos mercados, segue a greve dos funcionários da Petrobras (PETR3, R4 9,56, +1,92%; PETR4, R$ 7,80, +1,30%). A greve está encontrando resistência de diversos sindicatos, inclusive do responsável pela Bacia de Campos, apesar do indicativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) pela interrupção da paralisação. O Sindipetro Norte Fluminense (Sindipetro NF), que representa funcionários da Bacia de Campos, afirmou nesta segunda-feira que permanece em greve para garantir o pagamento dos salários dos funcionários referente aos dias de paralisação e contra o plano de venda de ativos da petroleira. Campos é responsável atualmente pela produção de mais de 60% da produção brasileira de petróleo. Porém, algumas plataformas encerraram a greve. 

As ações da Vale, seguem em forte derrocada na Bolsa, caindo cerca de 2,7% hoje, em sua nona queda em dez pregões, entre reações ao desastre com a mineradora Samarco, em Minas Gerais, e o movimento do minério de ferro. Lá fora, a commodity afundou 4,5% nesta terça-feira no porto de Qingdao, na China, indo para US$ 45,85 a tonelada, no menor patamar desde 8 de julho, em meio a receios sobre desaceleração da demanda chinesa. Acompanham o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 6,69, -2,48%), holding que detém participação na Vale, que renovam mínima na Bolsa desde julho de 2005. Ontem, a companhia fez uma teleconferência com o mercado para falar sobre o acidente da Samarco, mas ainda deixou algumas dúvidas, embora a empresa tenha tentado endereçar alguns pontos importantes, comentou o BTG Pactual, que segue neutro no papel, diante do atual cenário de preços de minério, queda de demanda de aço na China, além do barulho de Samarco.

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As ações das siderúrgicas, após uma manhã negativa, viraram neste começo de tarde. O movimento dos papéis caminha de encontro com dados apresentados pelo Instituto Aço Brasil, que mostraram que a produção de aço no País em outubro caiu 2,3% em comparação com o mesmo período do ano passado, para 3 milhões de toneladas. O desmpenho só não foi pior em decorrência da estratégia de ampliar exportações.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.