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Ibovespa avança 2,42% após decisão do Federal Reserve e falas mais brandas: entenda o movimento

Diretores do Fed sinalizaram a possibilidade de os juros nos Estados Unidos caírem até 75 pontos-base em 2024

Vitor Azevedo

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Após alternar entre leves perdas e ganhos durante boa parte do dia, o Ibovespa subiu 2,42%, aos 129.465 pontos nesta quarta-feira (13), ou Super Quarta, com decisões dos bancos centrais americano e brasileiro.

O movimento, que aproxima o índice dos 130 mil pontos e o levou ao seu maior patamar no fechamento desde junho de 2021, se dá após as autoridades monetárias americanas decidirem, no Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), manter a taxa de juros por lá – além de terem sinalizado a possibilidade de um corte de 75 pontos-base em 2024.

Confira o movimento do Ibovespa a partir das 16h, horário do anúncio do Fed:

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Fonte: B3

“A taxa de juros, como o esperado, não foi alterada. Porém tivemos algumas novidades ‘dovish’ no anúncio”, avalia Marcelo Oliveira, CFA e sócio-fundador da Quantzed. “A maioria dos membros vê cortes de juros em 2024, com uma mediana em três cortes de 0,25 ponto percentual. Isso foi bem visto pelo mercado, as taxas de juros dos títulos caem forte, e bolsa subindo forte”.

“O comunicado divulgado após a reunião também manteve o protocolo na terminologia, deixando em aberto o que virá na sequência ao enfatizar que os próximos movimentos de política monetária dependerão da evolução dos dados econômicos, particularmente com relação à inflação, atividade econômica e expectativas. No entanto, foi mencionado que indicadores recentes mostram que a atividade econômica vem desacelerando e que, apesar de ainda alta, a inflação também vem perdendo força ao longo do ano”, diz Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad.

Pelas novas projeções econômicas, 17 dos 19 diretores do Fed projetam que a taxa de juro será mais baixa até ao final de 2024. A mediana das projeções mostra que a taxa cairá 75 pontos base abaixo da banda atual, que vai de 5,25% a 5,50%.

Com as sinalizações, os treasuries yields caem forte. O para dez ano perdeu 17,8 pontos-base, a 4,028%, e o para dois anos, 29,2 pontos, a 4,439%.

Os ativos de risco sobem, acompanhando a queda dos juros. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq ganharam, respectivamente, 1,40%, 1,37% e 1,38%.

O dólar, por conta da baixa dos treasuries, perdeu força mundialmente. O DXY, que mede a força da divisa americana frente outras de países desenvolvidos, recuou 0,93%, aos 102,90 pontos. Frente ao real a queda foi de 0,97%, a R$ 4,917 na compra e a R$ 4,918. Menores taxas de juros nos Estados Unidos geram ânimo com a economia mundial e aumentam o apetite por risco, além de gerarem fluxo de saída da renda fixa nortea-mericana para outros ativos.

Os juros brasileiros acompanharam os americanos, com investidores interpretando que a decisão do Fed pode diminuir também a pressão sobre o Banco Central brasileiro. Os DIs para 2024 perdem 4,8 pontos-base, a 11,68%, e os para 2025, 17,5 pontos, a 10,07%. As taxas dos contratos para 2027 tem queda de 30,5 pontos, a 9,70%, e as dos para 2029, de 27 pontos, a 10,19%. Os DIs para 2031 são negociados a 10,48%, com menos 26 pontos.

“Provavelmente teremos juros nos Estados Unidos mais baixos, o que corrobora com a ideia de cortes no meio do ano. Foi bastante animador e, no Brasil, acaba puxando as empresas correlacionadas com as taxas de juros. Varejo, turismo, construção civil. Todos são beneficiados pelo bom humor no mercado”, comenta Vinicius Steniski, analista do TC.

Com isso,  as ações com maiores variações positivas foram de empresas relacionadas ao mercado interno e mais alavancadas. As ordinárias do Magazine Luiza (MGLU3), subiram mais de 9%, as da MRV (MRVE3), quase 8,50% e as da Hapvida (HAPV3), quase 7,50%.