Ibovespa avança mais de 1%, com Petro e Vale subindo acima de 2,5%

Indicadores econômicos chineses e europeus impulsionam bolsas mundiais; novos rumores de reajuste ajudam ações da petrolífera

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SÃO PAULO – Passada a volatilidade da última sessão, decorrente da divulgação da ata do Fomc (Federal Open Market Comittee), o Ibovespa apresenta forte alta nesta quinta-feira (22), acompanhando os principais índices acionários mundiais, que respondem com otimismo aos PMIs (Purchase Managers Index) melhores que o esperado na Europa e na China. Às 10h28 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira subia 1,49%, a 51.156 pontos.

Seguindo o dia positivo, neste momento apenas 8 das 71 ações que compõem o Ibovespa operam no vermelho, sendo que a LLX Logística (LLXL3, R$ 1,60, -2,44%) lidera as perdas e a OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,74, +5,71%) mostra a maior alta do índice – ambas empresas do Grupo EBX, de Eike Batista.

Ainda entre as maiores altas, destaque para a Petrobras (PETR3, R$ 17,14, +3,82%; PETR4, R$ 17,97, +3,63%), que volta a apresenta fortes ganhos. Além do otimismo generalizado, a estatal se beneficia com as novas notícias sobre reajuste dos combustíveis. Segundo matéria do jornal O Estado de S. Paulo, o governo já definiu um aumento nos preços ainda neste ano e falta apenas definir a data. A medida naturalmente beneficiaria a Petro por conta da diferença de preços praticados no mercado interno e no exterior, que aumentou ainda mais nos últimos meses por conta da disparada do dólar.

As companhias do setor de mineração e siderurgia também operam no positivo e ajudam o Ibovespa por conta da forte participação que elas têm no índice. Os dados positivos vindos da China, maior importadora de minério de ferro do mundo, colaboram para a alta mais forte de papéis como Vale (VALE3, R$ 35,94, +2,66%; VALE5, R$ 31,96, +2,73%), CSN (CSNA3, R$ 8,841, +2,31%) e Usiminas (USIM3, R$ 10,29, +1,88%; USIM5, R$ 10,36, +1,57%). Juntas, Petro, Vale, CSN e Usiminas respondem por 27,1% de participação na carteira teórica do Ibovespa.

PMIs positivos animam investidores
O PMI industrial alemão subiu para 52,0 na prévia de agosto – a expectativa era de alta para 51,1 -, enquanto o setor de serviços registrou 52,4, ante projeções de 51,7, elevando o índice composto para uma máxima em 7 meses. 

Já o PMI para a zona do euro como um todo subiu para 51,3 no setor industrial e  para 51,0 em serviços – o mercado esperava 50,9 e 50,2, respectivamente. Por outro lado, na França o indicador ficou abaixo da expectativa, com estabilidade em 49,7 na indústria e queda para 47,7 no setor de serviços, ainda registrando contração econômica nos dois setores, uma vez que apenas números acima de 50 mostram crescimento.

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Na China, a prévia do PMI industrial calculada pelo HSBC mostrou avanço para 50,1, ante expectativa de 48,3, cruzando a marca de 50 – que separa contração de expansão econômica – pela primeira vez em 4 meses.

Dólar cai e BC discute novas medidas

O mercado cambial continua em foco nesta quinta-feira. Após as recentes valorizações do dólar, o Banco Central discutirá novas medidas para conter a valorização da moeda norte-americana em uma reunião extraordinária do CMN (Conselho Monetário Fiscal) – formado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior – marcada para às 15h.

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Desde maio, a expectativa pela redução de estímulos à economia dos EUA vem impulsionando a alta do dólar, uma vez que a menor oferta da moeda norte-americana diminui a entrada de capital estrangeiro no Brasil.  Nos últimos três meses, o real foi a moeda que apresentou a maior desvalorização em relação ao dólar, mesmo com mais de 40 intervenções feitas pelo Banco Central.

Dados de emprego nos EUA e Brasil
Ainda na agenda econômica, o Initial Claims, indicador que mensura o número de pedidos de auxílio-desemprego semanais, subiu menos do que o esperado, com 336 mil novas solicitações, ante expectativa de 337 mil. Às 11h, será divulgado o Leading Indicators, relatório que reúne diversos indicadores já apresentados ao mercado.

Já no Brasil, a taxa de desemrpego caiu para 5,6% em julho, ante 6,0% no mês anterior. Apesar da baixa na relação mensal, a comparação com julho de 2012 mostra aumento na taxa, que era de 5,4%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).