Ibovespa avança, impulsionado por forte alta da OGX

Índice segue ganhos das bolsas estrangeiras; petrolífera de Eike Batista disparou 12% na véspera, ante rumores de venda de parte da empresa

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SÃO PAULO – Em linha com as bolsas internacionais, o Ibovespa inicia o pregão desta sexta-feira (22) em alta. Segundo cotação das 10h20 (horário de Brasília), o índice sobe 0,44%, aos 56.403 pontos, liderado pelas ações da OGX Petróleo (OGXP3), que disparam 5,56%, aos R$ 3,80. Momentos antes, o papel chegou a se valorizar 8,89%, aos R$ 3,92.

Na véspera a ação da OGX Petróleo saltou quase 12% ante rumores de venda de parte da empresa para a Petronas. A OGX tem a quarta ação com maior participação no índice, com 4,0%.

Ainda no campo positivo, os destaques do Ibovespa ficam para as ações da Suzano (SUZB5, R$ 6,32, +2,43%), Fibria (FIBR3, R$ 21,97, +2,28%), BRF (BRFS3, R$ 42,29, +1,90%) e TIM Participações (TIMP3, R$ 8,05, +1,64%).

Na temporada de resultados, a Time For Fun (SHOW3), Hering (HGTX3) e Klabin (KLBN4) divulgaram seus resultados desde o último fechamento.

O pregão no exterior também é de ganhos, sendo que na Europa a alta chega a até 1,85% em alguns mercados, como o CAC 40, de Paris. Nos EUA os contratos futuros também indicam um início de pregão em alta por lá.

As bolsas sofreram nos últimos dias por conta da ata do Fomc (Federal Open Market Committee). O documento levantou as suspeitas do mercado de que os EUA podem reduzir ou até eliminar os estímulos econômicos antes do previsto. Com isso, os principais índices acionários por lá tiveram a pior sequência de dois piores pregões no ano.

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Na Europa o dia também é de ganhos, apesar da Comissão Europeia revisar suas projeções e prever mais um ano de recessão para a zona do euro. Agora, a estimativa é de queda de 0,3% do PIB (Produto Interno Bruto).

Aliás, a Alemanha anunciou, em linha com o esperado, uma queda de 0,6% do PIB no último trimestre de 2012, na comparação com os três meses anteriores. A surpresa veio por parte do Ifo Business Climate Index, que mede a confiança dos empresários do país. O indicador saltou de 104,3 em dezembro para 107,4 em fevereiro, superando as projeções do mercado e alcançando a máxima em 10 meses.

Para o restante do dia, a agenda de indicadores internacionais é mais leve, sem dados relevantes para o mercado a serem divulgados nos EUA. Por lá o destaque fica para o discurso de dois membros do Fomc, Jerome Powell e Daniel Tarullo.

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Inflação desacelera em fevereiro
Por aqui, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou um IPCA-15 de 0,68% em fevereiro, levemente acima dos 0,64% projetados pela consultoria LCA. No entanto, o número mostra desaceleração sobre os 0,88% de janeiro.

Já na última noite, o Banco Central anunciou algumas mudanças no compulsório e no redesconto, sem liberar mais recursos à economia. Entre as principais medidas, a instituição reduziu a penalidade para compulsórios que não foram recolhidos e reduziu o custo das linhas do redesconto, de modo a se adequar à nova realidade de juros do país.