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SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa avançava nesta segunda-feira, acompanhando o tom de praças acionárias no exterior, com as ações de Cogna entre os destaques positivos, enquanto Fleury capitaneava as perdas em meio a dúvidas sobre uma eventual operação com a Rede D’Or.
Por volta de 11h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,73%, a 144.448,96 pontos. O volume financeiro somava R$4 bilhões.
A bolsa paulista buscava manter nesta sessão o tom mais positivo da última semana, quando o Ibovespa acumulou alta de 1,9%, após um começo de mês mais negativo, com queda de 1,9% no acumulado até sexta-feira.
Na visão de analistas do BB Investimentos, a volatilidade deve seguir elevada nesta semana, com o mercado internacional ditando o apetite a risco, em particular desdobramentos comerciais entre Estados Unidos e China e dados de inflação norte-americana.

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No Brasil, os analistas da BB Investimentos citaram que a agenda econômica é menos intensa, com o IPCA-15 sendo um dos destaques, mas a corporativa tende a ocupar os holofotes com o início da temporada de resultados do terceiro trimestre.
Em Wall Street, o S&P 500 avançava 0,76%, com agentes financeiros também se preparando para uma série de balanços corporativos, além dos dados de preços ao consumidor norte-americano previstos para a sexta-feira.
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DESTAQUES
- FLEURY ON (FLRY3) caía 4,3%, na esteira de nota do colunista Lauro Jardim de que a Rede D’Or suspendeu a negociação para a compra da companhia e abriu negociação com outras empresas do setor de medicina diagnóstica. O Fleury afirmou que não há qualquer decisão no momento sobre seguir ou não com uma eventual transação. REDE D’OR ON (RDOR3) subia 1,42%.
- COGNA ON (COGN3) avançava 5,1%, endossada ainda por analistas do Bradesco BBI que reiteraram “outperform” para a ação, bem como preferência pelo papel (top pick) no setor, após encontro com o CEO e CFO da companhia. Em relatório a clientes, os analistas citaram “valuation” e forte “momentum” de resultados. No setor, YDUQS ON (YDUQ3) tinha elevação de 3,43%.
- C&A MODAS ON (CEAB3) subia 4,94%, encontrando apoio no alívio nas taxas dos DI, com LOJAS RENNER ON (LREN3) registrando acréscimo de 1,62%.
- BRASKEM (BRKM5) avançava 3,51%, após o comitê-executivo de gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovar a manutenção da alíquota do Imposto de Importação de 20% para as resinas que a companhia também produz. A manutenção vale até 16 de outubro de 2026 e inclui as Polietileno (PE), Polipropileno (PP) e PVC, segundo comunicado da empresa na sexta-feira.
- VALE ON (VALE3) valorizava-se 0,95%, descolada da fraqueza dos futuros do minério de ferro na China, em meio a dados mostrando desaceleração da segunda maior economia do mundo no terceiro trimestre. Investidores aguardam para a terça-feira, após o fechamento do mercado, dados de produção e vendas da Vale no terceiro trimestre.
- PETROBRAS PN (PETR4) tinha variação positiva de 0,03% e PETROBRAS ON (PETR3) cedia 0,47%, acompanhando o declínio dos preços do petróleo no exterior. A estatal também divulga nesta semana, no dia 24, seu relatório de produção e vendas referente ao terceiro trimestre. No setor, PRIO ON (PRIO3) era destaque negativo, com queda de 1%.
- BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) caía 0,53%, na contramão do viés mais positivo dos papéis do setor financeiro no Ibovespa. SANTANDER BRASIL ON (SANB11) avançava 1,63%, BRADESCO PN (BBDC4) subia 1,41% e ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) valorizava-se 1,31%.