Ibovespa avança 0,59% e consegue fechar acima dos 70 mil pontos

Índice fecha no maior patamar desde 12 de janeiro e acumula valorização de 5,82% em março; TAM é destaque de alta

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Pela primeira vez desde 13 de janeiro o Ibovespa conseguiu fechar acima dos 70 mil pontos. Nesta quarta-feira (31) o índice teve alta de 0,59%, a 70.371 pontos. Em março, a valorização foi de 5,82%, melhor marca desde novembro passado. O volume financeiro totalizou R$ 6,47 bilhões no pregão e o índice fechou no maior patamar desde 12 de janeiro. 

Entre os mercados globais, pesaram os indicadores divergentes e o movimento de correção, e as bolsas fecharam em queda nos EUA e sem tendência definida na Europa. Enquanto o volume de encomendas à indústria nos EUA subiu e veio acima do esperado em fevereiro, a atividade industrial na região de Chicago ficou abaixo do esperado pelo mercado em março, e o setor privado norte-americano cortou 23 mil vagas de emprego entre fevereiro e março, resultado que frustrou o mercado.

Por aqui, o destaque da agenda ficou por conta do Relatório Trimestral da Inflação, por meio do qual o Banco Central mostrou-se temeroso quanto à crescente possibilidade de que a inflação no País fique acima do centro da meta em 2010: a estimativa é de que o IPCA fique em 5,2% neste ano.

Bolsa
As ações da TAM lideraram com folga os ganhos do Ibovespa neste pregão. A empresa registrou lucro líquido de R$ 143,9 milhões no período, melhora frente às perdas de R$ 1,2 bilhão amargadas no mesmo período de 2008. A empresa ainda comunicou a separação dos cargos de comando da holding e da TAM Linhas Aéreas, com Marco Antonio Bologna indicado para o cargo de diretor presidente da controladora.

Os papéis das empresas operadoras de cartões de crédito também avançaram na sessão. A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados realizou audiência pública para discutir as propostas em estudo pelo Banco Central para regulamentar as operações envolvendo cartões de crédito. As ações da Cielo e da Redecard avançaram, sendo que a última teve a maior valorização no mês de março dentro dos papéis que compõem o Ibovespa.

Noticiário
O
 governo brasileiro apresentou um superávit primário de R$ 859 milhões durante o mês de fevereiro. Com isso, o superávit primário acumulado em 2010 atingiu R$ 17 bilhões, superando em 0,95 ponto percentual do PIB o valor alcançado no mesmo período do ano anterior.

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Dólar
Assim como foi visto nas outras sessões desta semana, o dólar comercial permaneceu durante todo o dia no vermelho, apesar da instabilidade vista nos mercados. Acentuando suas perdas nas últimas horas de negociações, a moeda fechou com desvalorização de 0,78%, sendo cotado na venda a R$ 1,781. Com e a terceira queda consecutiva, a divisa norte-americana acumulou em março um recuo de 1,55%.

Vale lembrar que esta quarta-feira marca o dia de formação da Ptax que referenciará a liquidação dos contratos futuros de dólar de abril no segmento BM&F, fator que tem tido influência na movimentação do dólar durante esta semana. O Bacen mostrou, no fluxo cambial, que a entrada de dólares no Brasil superou a saída em US$ 1,53 bilhão durante o mês de março (até o dia 26), levando o resultado acumulado em 2010 para US$ 2,206 bilhões.

Renda Fixa
Repercutindo as referências da carregada agenda econômica doméstica, o mercado de juros futuros fechou em alta, e o título com maior liquidez, de janeiro de 2011, fechou cotado a 10,39%, estável frente ao último fechamento.

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No mercado de títulos da dívida externa, o Global 40, com maior liquidez, era cotado a 133,45%, também estável em relação à véspera. Já o risco-país era cotado a 184 pontos-base no fechamento dos mercados, alta de 3 ponto-base frente ao fechamento anterior.

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