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Ibovespa avança 0,52% nesta sexta, com correção, mas cai 1,83% na semana; Dólar fica estável

Noticiário político esvaziado nesta sexta deu alívio para índice, mas pesou na semana

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O Ibovespa fechou em alta de 0,52% nesta sexta-feira (3), aos 103.865 pontos, após cinco pregões consecutivos de queda. O leve avanço de hoje não foi suficiente, contudo, para compensar as recentes baixas e o principal índice da Bolsa brasileira recuou 1,83% na semana.

“O que tivemos hoje, provavelmente, foi um repique. É algo mais técnico. A curva de juros cai um pouco e o Ibovespa sobe. A bolsa recuou bem nos últimos dias e, com isso, é normal ter um pouco de retomada, ainda mais com lá fora subindo bem”, comenta Marco Noernberg, líder de renda variável da Manchester Investimentos.

Durante a semana, os ativos brasileiros sofreram, mais uma vez, por conta dos burburinhos políticos. Como destaque, novos temores de interferência do Governo Federal na Petrobras (PETR3;PETR4) e, novamente, ataques de autoridades à política monetária imposta pelo Banco Central.

“Um dos principais drivers da semana foi o fator Petrobras. A tentativa de intervenção do governo na estatal tem feito o mercado ficar receoso. Tivemos a nota do Ministério de Energia pedindo para a companhia pausar a venda de ativos, a jogada casada do presidente da estatal com o ministério da Fazenda e o anúncio de impostos sobre exportação de petróleo”, contextualiza Alison Correia, CEO da Top Gain Research.

As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3;PETR4) foram destaque entre as altas e ajudaram a puxar o Ibovespa hoje, com ganhos de 3,63% e 4,30%, respectivamente. Na semana, contudo, os dois papéis recuaram 2,03% e 1,04%, na mesma ordem.

“Mais do que as ameaças à petroleira, tivemos também ainda mais críticas ao presidente do Banco Central e investidores se perguntam até que ponto essas críticas virarão ações. Isso deve continuar sendo destaque nas próximas semanas”, complementa Correia.

A curva de juros teve, majoritariamente, tendência de queda nesta sexta-feira. Os DIs para 2027 perderam 6,5 pontos-base, a 13,18%, e os para 2029, sete pontos, a 13,55%. As taxas dos contratos para 2031 recuaram seis pontos, para 13,71%. Na semana, contudo, as taxas de todos os contratos de juros futuros avançaram.

Entre as principais quedas do Ibovespa nesta sexta, e também na semana, companhias ligadas ao mercado interno. As ações ordinárias da Magazine Luiza (MGLU3) recuaram 4,13% hoje e 16,34% nos últimos cinco pregões. As da Via (VIIA3), 4,92% e 11,22%.

Nos Estados Unidos, as taxas dos treasuries yields também tiveram uma semana de alta, apesar de terem corrigido nesta sexta. Hoje, os títulos do tesouro americano com vencimento em dez anos encerraram o pregão a uma taxa de 3,96%, com queda de 11,3 pontos-base no dia. No fechamento da última sexta, contudo, esse mesmo título era negociado a cerca de 3,90%.

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Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram, respectivamente, 1,17%, 1,61% e 1,97% nesta sexta.

O recuo dos Treasuries repercutiu no câmbio. O dólar perdeu força mundialmente, com o DXY caindo 0,47%, aos 104,53 pontos. Frente ao real, a queda foi de 0,07%, com a divisa americana a R$ 5,200 na compra e na venda, sendo que a relação entre as duas moedas ficou estável na semana (alta de apenas 0,03%).