Ibovespa aprofunda perdas e perde patamar de 65 mil pontos

Com discurso do presidente do Fed em foco, bolsas externas apresentam instabilidade; dia marcado por dados corporativos

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SÃO PAULO – Enquanto a instabilidade predomina nos mercados externos, o Ibovespa intensifica a queda que foi registrada na abertura e passa a recuar 1,82% no início da tarde desta quarta-feira (9), com os investidores atentos ao discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. 

No plano doméstico, a inflação e as perspectivas de futuros cortes no orçamento continuam a pressionar o desempenho do mercado acionário. Mais cedo, IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) registrou uma taxa de 1,12% na primeira prévia de fevereiro, 0,51 ponto percentual acima da variação apresentada no mesmo período do mês anterior.

Já em relação à política fiscal, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, indicou que os cortes da União poderão ser publicados ainda nesta sessão. A expectativa é de que haja uma redução forte nos gastos, entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões, seguindo a estratégia do governo em manter um crescimento do país em um ritmo sustentável.

Nos EUA, os investidores atentam para o discurso do presidente do Fed no congresso do país, em busca de detalhes sobre a continuidade dos programas de alívio quantitativo. No início de seu depoimento, Bernanke indicou que ainda levará um tempo para que os níveis de emprego no país voltem ao patamar normal.

Lá fora, os resultados corporativos também ficam em foco. Entre os destaques, a Coca Cola surpreendeu ao registrar um lucro de US$ 2,46 por ação, frente aos US$ 0,66 obtidos no mesmo período de 2009. A Ralph Lauren também divulga números favoráveis, tendo obtido um lucro por ação de US$ 1,72, frente aos US$ 1,29 esperados. Para depois do pregão, espera-se os números da Walt Disney.

Ibovespa em forte queda
O Ibovespa apresenta forte baixa de 1,82% nesta tarde e atinge 64.575 pontos. O volume financeiro é de R$ 2.706 milhões. Ao contrário do ocorreido na última sessão, as ações da Lojas Renner ON (LREN3), se posicionam entre os destaques de queda, registrando desvalorização de 4,92% e cotadas a R$ 48,68. Com essa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -13,69%.

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As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 LREN3 LOJAS RENNER ON 48,68 -4,92 -13,69 39,50M
 ECOD3 ECODIESEL ON 0,82 -4,65 -18,00 7,92M
 PDGR3 PDG REALT ON 8,78 -4,46 -13,58 22,67M
 MRVE3 MRV ON 13,16 -4,22 -15,70 22,61M
 USIM3 USIMINAS ON 25,25 -3,85 +18,27 9,77M

Por outro lado, o melhor desempenho fica com os papéis LLX Logística ON (LLXL3), que são cotados a R$ 3,96 e apresentam forte alta de 5,88%.

Os papéis da OGX Petróleo (OGXP3) também ficam em destaque, apesar de que há pouco não registravam variação em relação ao fechamento da última sessão, os papéis ficaram a maior parte da manhã no campo positivo. Mais cedo, a empresa informou que foi concluída a perfuração do primeiro poço produtor na acumulação Waimea. Segundo comunicado, “A companhia concluiu a perfuração do poço horizontal 9-OGX-26HP-RJS e, por meio de um teste de formação, identificou excelente índice de produtividade”.

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As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 LLXL3 LLX LOG ON 3,96 +5,88 -16,28 16,61M
 NATU3 NATURA ON 42,35 +1,19 -11,20 19,78M
 BVMF3 BMFBOVESPA ON 11,30 +0,89 -13,94 92,60M
 SBSP3 SABESP ON 41,02 +0,15 -3,69 5,88M

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão) 

Em relação a temporada de resultados, após o encerramento do pregão, a Cosan (CSNA3) divulgará de seu balanço trimestral do terceiro trimestre de 2011. A perspectiva é de que a empresa apresente números positivos, beneficiados pelo aumento dos preços do álcool e a manutenção dos altos patamares da cana-de-açúcar. Contudo, maiores despesas operacionais são cotadas por analistas como um potencial fator de risco para o período.

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Plano interno
Apesar da negativa oficial sobre a proposta de aumentar o IOF sobre compras com cartão de crédito no exterior, segundo o jornal Folha de S. Paulo, o aumento faz parte de um conjunto de medidas encomendadas pelo Planalto na área cambial. De acordo com o jornal, a presidente Dilma Rousseff ainda não tomou uma decisão sobre o tema, pois não gostaria de adotar uma alta de imposto como uma das primeiras medidas na economia.

Passando para o setor industrial, ainda nesta manhã o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicou que a produção nacional cresceu em todas as regiões pesquisadas em 2010. No entanto, a passagem de novembro para dezembro, a produção caiu em 11 das 14 regiões.

Outro destaque interno fica com o fluxo cambial acumulado em janeiro que ficou positivo em US$ 15,513 bilhões, enquanto que nos quatro primeiros dias úteis deste mês, o saldo é de US$ 39 milhões. Os dados foram publicados pelo Banco Central nesta sessão.

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Câmbio e renda fixa
O dólar comercial segue estável, cotado a R$ 1,667. Para segurar o impacto nas cotações do dólar ante o real, o Banco Central tem realizado nas últimas semanas diversos leilões de compra de dólares no mercado à vista e nesta sessão não é diferente. A autoridade monetária atuou entre 12h56 e 13h01, com uma taxa de corte de R$ 1,6659, segundo comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais).

Já as taxas dos principais contratos de juros futuros da BM&F Bovespa operam sem tendência definida nesta tarde.