Ibovespa aprofunda correção e passa a registrar forte queda

Principal destaque negativo fica com a GOL, enquanto a JBS apresenta valorização após divulgação de resultados

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SÃO PAULO – O Ibovespa apresenta queda de 1,17% nesta quarta-feira (11), acompanhando os mercados externos, que refletem o aumento do deficit da balança comercial norte-americana e dados de inflação na China que frustraram as expectativas. O índice atinge 64.119 pontos e a bolsa opera com um volume financeiro de R$ 1,708 bilhão.

O principal destaque negativo fica com as ações preferenciais da GOL (GOLL4), que registram desvalorização de 3,93% e são cotadas a R$ 21,04. Com essa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -15,43%. A empresa divulgou seus resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano após o encerramento do pregão da véspera, com mudança no guidance. 
 

Altas e baixas
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 GOLL4 GOL PN ED N2 21,04 -3,93 -15,43 22,17M
 DTEX3 DURATEX ON EB 13,32 -3,55 -10,13 2,05M
 BVMF3 BMFBOVESPA ON ED 11,82 -2,72 -8,16 70,40M
 CRUZ3 SOUZA CRUZ ON 17,94 -2,61 +2,26 3,14M
 RSID3 ROSSI RESID ON ED 14,25 -2,60 -1,57 7,01M

O melhor desempenho fica com os papéis ordinários da JBS (JBSS3), que são cotados a R$ 5,78 e apresentam alta de 2,85%, depois de a companhia ter informado antes da abertura da sessão um crescimento no lucro líquido de 47,9%. 

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 JBSS3 JBS ON 5,78 +2,85 -19,39 15,95M
 RDCD3 REDECARD ON 24,20 +1,47 +19,52 16,09M
 HYPE3 HYPERMARCAS ON ED 16,91 +1,20 -24,51 41,16M
 ALLL3 ALL AMER LAT ON ED 12,51 +0,64 -16,03 9,26M
 MMXM3 MMX MINER ON 9,15 +0,55 -18,52 12,51M
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Mercados externos
Os principais índices acionários norte-americanos recuam nesta quarta, após a leve alta indicada no pré-market ter sido revertida por um deficit maior do que o esperado da balança comercial. Em março, o deficit avançou em relação a fevereiro e ficou acima do teto estimado por analistas. O valor passou de US$ 45,4 bilhões, de acordo com dados revisados de fevereiro, para US$ 48,2 bilhões no terceiro mês de 2011, frente às previsões de US$ 47,7 bilhões.

Na Europa, as bolsas também caem, depois de terem iniciado a sessão em alta impulsionada por resultados corporativos. O mercado está de olho na Grécia e em indicadores econômicos, com destaque para a inflação ao consumidor na Alemanha, que atingiu taxa anual de 2,4% em abril, resultado 0,3 ponto percentual superior ao que fora registrado em março. A inflação também ganha atenção no Reino Unido, onde o BoE (Banco da Inglaterra) divulgou novas projeções para o ritmo de elevação dos preços. As expectativas de aperto monetário no país ganham novo fôlego. 

Na Ásia, os principais índices acionários divergiram na sessão que se encerrou nesta quarta. A China viu o Shangai Composite apresentar desaceleração depois que os investidores se decepcionaram com dados de inflação, vendas no varejo e produção industrial. O CPI (Consumer Price Index) marcou uma inflação anual de 5,3% em abril, sobre o mesmo período de 2010, e superou levemente as expectativas dos analistas. O PPI (Producer Price Index) mostrou alta de 7% nos preços, o que mantém a expectativa por mais medidas de aperto monetário. 

No Brasil, a agenda desta quarta veio fraca, apenas com o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), que registrou no primeiro decêndio de maio taxa de variação de 0,70%. Em abril, no mesmo período de apuração, a taxa foi de 0,55%.

Juros e câmbio 
Os principais contratos de juros futuros da BM&F Bovespa operam sem tendência definida nesta quarta. Os investidores ficam atentos aos indicadores econômicos do dia. O contrato de juros de maior liquidez hoje, com vencimento em janeiro de 2013, aponta uma taxa de 12,54%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de terça-feira. O número de contratos negociados chega a 82.285. 

Em relação ao câmbio, o dólar comercial marca trajetória positiva, cotado a R$ 1,6090 na venda, alta de 0,25%, com o mercado mais uma vez atento ao exterior e de olho nos riscos do atual cenário. Com a variação desta quarta, a moeda norte-americana registra alta de 2,29% neste mês de maio, porém uma desvalorização de 3,43% desde o início do ano.