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Ibovespa apaga perdas e fecha no zero a zero após ata do Fomc mais branda; dólar fecha em leve alta

Apesar de falarem em juros acima da neutralidade, diretores do Federal Reserve, por enquanto, descartam altas mais agressivas nas próximas reuniões

Por  Felipe Moreira

Após operar a maior parte do pregão no vermelho, o principal índice da bolsa brasileira passou a subir no final da tarde, mas acabou fechando estável. O movimento foi em linha com os índices americanos, que também passaram a avançar após a divulgação pelo Federal Reserve ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).

Apesar de trazer que mais altas de 0,50 ponto percentual acontecerão, e que a taxa de juros ir além do antecipado pelo mercado, o documento publicado pelo Fed foi considerado mais brando do que o esperado no curto prazo – a instituição monetária americana não deve acelerar o processo de alta nas próximas duas reuniões.

Segundo comentários, o Fomc deve aguardar o fim do verão, período que normalmente já conta com alta procura por serviços – o que deve ser acentuado pela demanda represada pela Covid-19 – para tomar novas decisões, analisando como a inflação se comportará após o intervalo.

O Ibovespa fecha estável, aos 110.579 pontos, após oscilar entre 109.699 e 111.006 pontos. O volume financeiro foi de R$ 23,3 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones subiu 0,60%, aos 32.121 pontos, o S&P 500 avançou 0,95%, aos 3.979 pontos, e o Nasdaq teve alta de 1,51%, aos 11.434 pontos.

As ações da Via (VIIA3) e da MRV (MRVE3) foram os destaques positivos, subindo, respectivamente, 6,27% e 3,83%, seguidas pelas ações da SulAmérica (SULA11), com ganhos de 3,65%.

O papel ON da MRV subiu forte após Credit Suisse elevar recomendação de neutra para compra. Os da Via estendem uma sequência de alta,, tendo subido mais de 11% nos últimos cinco dias.

Units do Inter ([ativo=BIDI11) e Banco Pan ([ativo=BPAN4]) foram os destaques negativos da sessão, recuando, respectivamente, 6,43% e 5,28%, seguidas das ações da Americanas (AMER3), com perdas de 4,33%.

As ações de empresas de tecnologia sofreram na sessão de hoje com a elevação da curva de juros, pois necessitam de capital intensivo para expansão de seus negócios.

O dólar fechou com leves ganhos, após a Ata do Fomc confirmar as expectativas do mercado de que o BC americano manterá o ritmo de aperto monetário em 50 pontos-base nas próximas duas reuniões, descartando um aperto mais agressivo. A moeda americana subiu 0,18%, a R$ 4,820, após oscilar entre R$ 4,805 e R$ 4,864.

No aftermarket, às 17h08, os juros futuros operam em alta, com investidores atentos à votação do projeto que limita o ICMS cobrado de energia e combustíveis. O DIF23, +0,11 pp, a 13,43%; DIF25, +0,08 pp, a 12,30%; DIF27, +0,46 pp, a 12,11%; DIF29, +0,66 pp, a 12,20%.

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