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SÃO PAULO – Após abrir em alta nesta segunda-feira, acompanhando a sessão positiva do petróleo, o Ibovespa abriu virou para queda pouco antes das 11h, seguindo a direção dos índices das principais bolsas mundiais. Às 12h05 (horário de Brasília), o benchmark da B3 recuava 0,45%, aos 64.265 pontos.
No mesmo horário, os contratos de dólar futuro com vencimento em maio deste ano operavam estáveis, sinalizando cotação de R$ 3,162. Já os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2018 recuavam 7 pontos-base, a 9,69%, ao passo que os DIs com vencimento em janeiro de 2021 caíam 8 pontos-base, a 9,84%. O movimento ocorre após o último relatório Focus mostrar uma redução nas projeções do mercado para a Selic ao final deste ano.
As tensões geopolíticas do fim da semana passada, com o lançamento de 59 mísseis pelos Estados Unidos em retaliação ao uso de armas químicas que acusa o governo sírio de promover contra civis, continuam atraindo atenções e muitos questionamentos pelo mundo. A semana que se inicia é mais curta por conta de feriado na sexta-feira — que manterá as bolsas fechadas –, mas é marcada por uma série de eventos políticos e econômicos importantes e que chamam atenção dos investidores.
Confira ao que se atentar neste pregão e ao longo da semana:
Destaques da Bolsa
Do lado acionário, os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) minimizam a alta alta nesta segunda-feira, devido ao avanço dos preços do petróleo, que têm 5ª alta seguida, com suposta paralisação em campo líbio e sinal da Rússia de que considera uma extensão dos cortes liderados pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). As ações da Vale (VALE3; VALE5) abriram em alta, mas logo viraram para o campo negativo, seguindo o movimento do minério de ferro. A commodity negociada com 62% de pureza no porto chinês de Qingdao fechou em queda de 0,98%, a US$ 74,71 a tonelada, enquanto os contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dailian caíram 2,80%, a 520 iuanes. Por outro lado, as siderúrgicas sustentam uma alta nesta sessão, com Gerdau (GGBR4), Metalúrgica Gerdau (GOAU4), Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3). No Visão Técnica da última sexta-feira, o analista Igor Graminhani, da XP Investimentos, recomendou a compra das ações das siderúrgicas, apontando que graficamente todas estavam em cima de um suporte relevante. No setor, a preferência dele é a Usiminas (veja a análise aqui). No radar do setor, de acordo com informações do jornal Zero Hora, o presidente do conselho consultivo da Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, prestou depoimento à Polícia Federal na sexta-feira (7), em Porto Alegre, no âmbito da Operação Zelotes. O empresário foi ouvido no âmbito de inquérito no STF que investiga a Medida Provisória 627, de 2013, que alterou regras da tributação de lucros de empresas brasileiras com negócios fora do país e resolveu pendências para o pagamento de dívidas com o Fisco. Segundo o Estadão, um Relatório do Ministério Público Federal (MPF) afirma que o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, à época em que foi Secretário da Fazenda, participou de tratativas que resultaram em favorecimento à Gerdau na tramitação de uma medida provisória no Congresso. O documento sustenta que o ministro conversou com o empresário sobre regras tributárias de interesse da empresa. Para os investigadores, há indícios de que, graças a negociações com Dyogo e congressistas, o próprio Gerdau redigiu emendas que tramitaram na Câmara e no Senado. À época que o documento foi revelado, Dyogo Oliveira negou que tenha feito qualquer gestão para influenciar o Congresso a decidir em favor da Gerdau. Em nota, a Gerdau confirmou o depoimento do presidente do conselho consultivo e afirma ‘que participou, de forma legítima e em conformidade com a legislação brasileira, de discussões sobre a bitributação de lucros provenientes do exterior, lideradas por entidades de classe e em conjunto com outras empresas de atuação internacional’. A empresa reiterou que está à ‘disposição das autoridades para prestar esclarecimentos’. As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são: As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são: Líbia e Síria definem rumos do petróleo
O acirramento dos conflitos na Síria e o congelamento na oferta em um campo na Líbia no domingo pressionam os preços do barril do petróleo no mercado internacional nesta segunda-feira. O campo tinha acabado de voltar a produzir a commodity depois de uma interrupção de uma semana no início de abril. Às 12h08, os barris de petróleo tipo WTI e brent acumulavam respectivas altas de 1,19% e 1,01%, cotados a US$ 52,86 e US$ 55,80. Relatório Focus
As perspectivas dos economistas de mercado consultados semanalmente pelo Banco Central para a retomada brasileira pioraram na mais recente edição do relatório Focus. De acordo com o documento da semana passada, divulgado na manhã desta segunda-feira (10), a mediana das expectativas para o PIB (Produto Interno Bruto) neste ano caíram de crescimento de 0,47% para alta de 0,41%, ao passo que para 2018 o número se manteve em 2,50%. Já do lado da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a mediana das projeções apresentou leve recuo de 4,10% para 4,09% em 2017 e de 4,50% para 4,46% no ano seguinte. Para os juros, as expectativas dos economistas de mercado reduziram em 25 pontos-base para este ano, indo para 8,50% em dezembro, o que representaria uma taxa real de 4,41%, levando-se em consideração as apostas para a inflação oficial. Já no ano seguinte a mediana das projeções para a Selic continuou no patamar de 8,50% — taxa real de 4,04%, nos mesmos parâmetros. Do lado do câmbio, houve uma pequena redução de R$ 3,25 para R$ 3,23 nas projeções deste ano e de R$ 3,40 para R$ 3,37 no ano seguinte. Entre os economistas que mais acertam em suas projeções — o chamado “top 5” –, houve pequeno crescimento na mediana das projeções para o IPCA neste ano: de 3,71% para 3,73%. Para 2018, no entanto, o número caiu de 4,50% para 4,25%. Na meta Selic, a mediana seguiu em 8,63% neste ano e em 8,50% no ano seguinte. Do lado do câmbio, não houve alteração nos R$ 3,35 projetados para o dólar em 2017. Já para o ano seguinte, a cotação foi revista de R$ 3,50 para R$ 3,45. Agenda Apesar de as bolsas norte-americanas permanecerem fechadas na sexta-feira, diversos dados serão divulgados. A inflação ao consumidor medida pelo CPI e as vendas do varejo, ambos de março, saem às 9h30. Na quinta, serão conhecidos os números de pedidos de auxílio-desemprego e a inflação ao produtor medida pelo PPI, às 9h30, e a prévia da confiança do consumidor medida pelo Sentimento de Michigan, às 11h. Na Europa, na terça-feira, as atenções se concentram na produção industrial da zona do euro e no índice de expectativas na economia, às 6h, no CPI do Reino Unido, às 5h30. Na quarta-feira, no mesmo horário, sai a taxa de desemprego do Reino Unido e, na quinta-feira, às 3h, será divulgado o CPI da Alemanha. Política
Em Brasília, está prevista a votação do projeto da renegociação da dívida dos Estados pelo plenário da Câmara, com início das discussões nesta segunda às 15h. O tema deveria ter sido apreciado na semana passada, mas a pauta foi adiada após obstruções da oposição e de “rebeldia” de parte da base aliada. Na pauta do plenário do Senado, está o projeto sobre abuso de autoridade, que é visto como uma reação da classe política ao avanço da Operação Lava Jato e que pode limitar o poder de procuradores do Ministério Público e de juízes. O destaque fica ainda para o prosseguimento das negociações para a reforma da Previdência. De acordo com o jornal O Globo, o presidente Michel Temer agendou para a manhã de terça-feira uma reunião com todos os deputados da base que integram a comissão da reforma da previdência. O encontro, no Palácio do Planalto, deverá reunir também os líderes aliados, ministros e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O objetivo é chegar a uma versão final do texto da reforma, inclusive com possibilidade de se fazer últimas mudanças pontuais para viabilizar sua aprovação. De acordo com o “Placar da Previdência” do Estadão, 272 são contra e 99 são a favor da reforma. Em meio a esse cenário, a Folha informa que Temer assume articulação da Previdência; gesto antirreforma será visto como oposição ao governo. O prazo previsto para entrega do relatório da reforma é 18 de abril. Tensão geopolítica no radar
Apesar da reação relativamente modesta nos mercados na última sexta-feira, o ataque dos EUA à Síria, condenado pela Rússia, deve seguir no radar, com os investidores devendo monitorar riscos de escalada de hostilidades em país que já enfrenta guerra civil há seis anos. A Sala de Operações Conjuntas de Rússia e Irã e das Forças Aliadas na Síria advertiu no último domingo que os países estão prontos para responder a qualquer agressão, dois dias após o ataque dos Estados Unidos contra uma base aérea síria, informou o site do jornal governamental sírio Tishrin. “Estamos preparados para responder a qualquer agressão ou transgressão das linhas vermelhas por parte de qualquer um. Os Estados Unidos conhecem bem nossas capacidades de resposta”, alertou o grupo em um comunicado publicado pelo jornal sírio. O comunicado acrescenta que “a agressão dos EUA na Síria ultrapassa e ataca a soberania do povo e do Estado [sírio]” e lembra que o país árabe está há seis anos lutando contra o terrorismo em nome do resto do mundo. No sentido oposto ao que sinalizava a campanha de Donald Trump sobre a atuação norte-americana no cenário global, o secretário de Estado do governo republicano, Rex Tillerson, disse que o país seguirá atuando como o “policial” nas relações internacionais, contra violações de quaisquer países. “Nós nos comprometemos a responder a todos os que cometem crimes contra inocentes em qualquer lugar no mundo”, disse a jornalistas. O lançamento de 59 mísseis contra uma base aérea síria na última quinta-feira, além de coibir um suposto uso de armamentos químicos por parte do governo Bashar al-Assad contra civis, funcionou como uma espécie de aviso à Coreia do Norte e outros países que Washington considera uma ameaça à ordem internacional, afirmou Tillerson. No sábado, o governo estadunidense intensificou os sinais, enviando cinco navios militares para águas territoriais da Península Coreana. Bolsas mundiais
As bolsas europeias registram leve baixa, enquanto os mercados asiáticos tiveram um dia misto, de olho na tensão geopolítica iniciada na semana passada e também atentos à eleição na França. No sábado, militantes do Estado Islâmico atacaram uma base militar da coalizão liderada pelos Estados Unidos no sul da Síria no sábado. O confronto exigiu ataques aéreos da coalizão para repelir os militantes, disseram oficiais militares dos EUA no domingo. Além disso, a tensão se soma em meio ao deslocamento de um porta-aviões dos EUA em direção à Península Coreana, depois da realização de testes com mísseis pela Coreia do Norte. Assim, a moeda e ações da Coreia do Sul caem com receio de escalada das tensões. Isso contribuiu para o dia de leve alta do preço do petróleo e para as ações de commodities negociadas na bolsa europeia. Vale destacar que os ministros das relações exteriores das sete maiores economias do mundo se reúnem na Itália para o G-7 e a questão síria será um dos temas principais do encontro. Ainda sobre os EUA, Janet Yellen falará hoje no final da tarde, às 17h. Voltando à Europa, a eleição na França começa oficialmente nesta segunda-feira e segue afetando os mercados, em meio à pesquisa mostrando que, com o crescimento da esquerda, a disputa ficou mais embolada. Na China, os mercados acionários recuaram, com os fortes ganhos das companhias que se beneficiarão da nova zona econômica do país sendo ofuscados pela fraqueza em outros setores, depois que o regulador de valores mobiliários agiu para conter os ânimos. Dezenas de ações recém-listadas que poderiam emitir bônus em vez de pagar dividendos foram afetadas, recuando no limite permitido de 10 por cento, após o regulador de valores mobiliários do país pedir que essas empresas paguem os investidores com dividendos. Com o ânimo contido, o minério de ferro cai para bear-market na China e Barclays prevê tonelada recuando a US$ 50; queda do minério impulsiona baixa dos metais em Londres. (Com Reuters, Agência Brasil, Agência Estado e Bloomberg)
C?d.
Ativo
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Vol1
BRKM5
BRASKEM PNA
33,92
+1,86
-0,96
14,62M
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BR MALLS PARON
14,28
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+19,50
4,80M
HYPE3
HYPERMARCAS ON
29,39
+1,03
+14,85
5,99M
USIM5
USIMINAS PNA
4,06
+1,00
-0,98
12,56M
ECOR3
ECORODOVIAS ON ED
9,26
+0,98
+14,84
2,76M
C?d.
Ativo
Cot R$
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% Ano
Vol1
ELET3
ELETROBRAS ON
15,33
-2,73
-32,79
5,39M
QUAL3
QUALICORP ON
20,15
-2,23
+4,68
1,39M
SBSP3
SABESP ON
33,16
-1,60
+15,18
9,82M
MRFG3
MARFRIG ON
5,59
-1,41
-15,43
621,36K
VALE3
VALE ON
28,83
-1,10
+12,27
28,89M
* – Lote de mil a??es
1 – Em reais (K – Mil | M – Milh?o | B – Bilh?o)
Com a semana mais curta devido ao feriado da Sexta-feira Santa (14), que também deixará os mercados fechados em Wall Street, o destaque doméstico fica com a decisão do Copom na quarta-feira (12). Nesta segunda (10), atenção à balança comercial semanal às 15h. Na quarta, os investidores monitoram as vendas do varejo de fevereiro às 9h, o fluxo cambial às 12h30 e o relatório Prisma Fiscal com as projeções do mercado para os indicadores fiscais, ainda sem horário definido de divulgação. Na quinta (13), ao volume de serviços de fevereiro, às 9h, e o leilão tradicional de LTN e NTN-F encerram a agenda de indicadores domésticos.