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Ibovespa fecha em queda de 0,79%, com nova correção tendo juros e eleição no radar

No ano, o Ibovespa ainda acumula alta de mais de 30%

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Painel de cotações de ações (Crédito: Shutterstock)
Painel de cotações de ações (Crédito: Shutterstock)

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(Reuters) – O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, com a ausência de sinais claros sobre taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos, alémde receios envolvendo o cenário eleitoral de 2026 avalizando novo movimento de realização de lucros, após fortes ganhos acumulados na bolsa em 2025.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa .BVSP caiu 0,79%, a 157.327,26 pontos, após marcar 156.350,81 pontos na mínima e 158.610,62 pontos na máxima. No ano, ainda sobe mais de 30%, tendo superado 165 mil pontos pela primeira vez na sua história no começo do mês.

O volume financeiro somou R$66,88 bilhões nesta quarta-feira, marcada ainda por vencimento de opções sobre o Ibovespa e de contrato futuro do índice.

De acordo com o operador de renda variável Patrick Buss, da Manchester Investimentos, é um novo dia, mas os motivos para a queda da bolsa são os mesmos – perspectivas para a Selic e eleições do próximo ano.

No caso das perspectivas para os próximos passos do Banco Central, mesmo com muitos economistas reiterando previsão de corte da Selic em janeiro, ele avalia que o mercado tem começado a descartar tal possibilidade e começou a ajustar a aposta de uma redução apenas em março.

Em relação ao cenário eleitoral, mesmo com expectativas de maior volatilidade apenas no próximo ano, a partir do final do primeiro trimestre, o noticiário sobre potenciais candidatos de oposição continua no radar, principalmente sinalizações de que Flávio Bolsonaro (PL) deve mesmo concorrer ao Planalto.

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Investidores temem uma divisão na oposição com a entrada de Flávio Bolsonaro, o que poderia reduzir as chances de uma eventual vitória sobre Lula. Uma das esperanças no mercado com uma mudança em Brasília é de melhora no quadro fiscal do país, dada a trajetória crescente da dívida pública em relação ao PIB.

A queda na bolsa ainda teve como pano de fundo o viés negativo nos pregões em Wall Street, onde o S&P 500 .SPX fechou em baixa de mais de 1%, com preocupações persistentes sobre inteligência artificial pesando sobre as ações de tecnologia.

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