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SÃO PAULO – Assim como ocorreu na última sexta-feira, o “efeito Marina” voltou a puxar o Ibovespa na abertura desta sessão. A euforia, no entanto, não durou muito, com as ações “pesos-pesados” da Petrobras (PETR3, R$ 18,83, -0,05%; PETR4, R$ 20,02, -0,20%) virando para o negativo passado cerca de uma hora de negociação na Bolsa. Outra estatal que também subia hoje – a Eletrobras (ELET3, R$ 6,85, +0,44%; ELET6, R$ 10,99, +1,01%) -, próximo de 2%, minimizou a alta nesta sessão.
O mercado digere uma pesquisa eleitoral do Datafolha – a primeira com Marina (PSB) substituindo Eduardo Campos -, que mostrou a possível candidata à frente de Dilma Rousseff no 2° turno. Em meio a esse cenário político, o Ibovespa avançava 0,25% às 11h45 (horário de Brasília), a 57.105 pontos.
O otimismo do mercado segue pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira, que mostrou Dilma Rousseff (PT) com 36% das intenções de voto para presidente, seguida de Marina (PSB), com 21%, e Aécio Neves (PSDB), com 20%. Essa é a primeira pesquisa que inclui Marina como substituta de Eduardo Campos (PSB).
Na simulação de um segundo turno, Marina, que deve ser apresentada oficialmente como presidenciável do PSB na quarta-feira, está numericamente à frente da presidente, com 47% de apoio, ante 43% de Dilma. Ainda que a diferença seja de quatro pontos porcentuais, as duas estão tecnicamente empatadas nos limites máximos da margem de erro de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo.
“Com Marina na disputa, parece consolidar-se o segundo turno. Mais do que isso, ela se mostra até mais forte do que Aécio num eventual segundo turno”, apontou a Guide Investimentos. Neste cenário, a maior perdedora é Dilma Rousseff, disse a XP Investimentos.
Destaques da Bolsa
Do lado positivo, destaque para as ações da TIM (TIMP3), que sobem forte após notícia de que a Telecom Italia, dona da operadora brasileira, está preparando uma oferta de até 7 bilhões de euros (US$ 9,4 bilhões), para ultrapassar a proposta da espanhola Telefónica, na corrida para adquirir a GVT, unidade brasileira da Vivendi, de acordo com uma reportagem da Bloomberg neste domingo.
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Aparecia entre as maiores altas do Ibovespa também as ações do JBS (JBSS3, R$ 9,25, +2,78%). Segundo operadores do mercado, o Deutsche Bank elevou a recomendação dos papéis do frigorífico de manutenção para compra. Por outro lado, lideravam as perdas os papéis da Cemig (CMIG4, R$ 19,25, -1,03%), Estácio (ESTC3, R$ 27,56, -0,90%) e Usiminas (USIM5, R$ 8,13, -0,85%).
As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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Focus vê PIB em 0,79% em 2014
Além do cenário político, o mercado ficará de olho no Focus. A expectativa de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) em 2014 diminuiu para 0,79%, ante 0,81% da semana anterior – esta é a 12ª semana consecutiva que os economistas diminuem as estimativas para o crescimento da atividade econômica brasileira. Em relação à inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2014, os economistas diminuíram a projeção para 6,25%, ante 6,26%, e continuou abaixo do teto da meta.
O cenário internacional também é positivo. Os principais índices acionários do mundo iniciaram a segunda-feira em alta, após um alívio nas tensões geopolíticas. Além disso, as bolsas asiáticas seguem o movimento positivo dos benchmarks norte-americanos e atingiram seu maior nível em 8 meses, ofuscando dados de moradias abaixo do esperado.